Em Desenvolvimento
Os POPs deste departamento ainda estão sendo mapeados a partir do backlog de atividades. Assim que estiverem prontos, aparecerão aqui.
🚧 Conteúdo em desenvolvimento.
Procedimentos Operacionais: Clínico
Protocolos clínicos da equipe terapêutica: avaliação, supervisão, manejo de crise, vínculo e registro no Neurosteps.
Avaliação Inicial (Anamnese)
Protocolo com e sem laudo.
Supervisão ABA da AT
Acompanhamento clínico semanal.
Alinhamento Escolar
Reunião com a escola do paciente.
Devolutiva após Sessão
Comunicação diária com a família.
Atuação da AT em Campo
Escola, domicílio e lazer.
Criação de Vínculo
Processo, conduta e indicadores.
Gerenciamento de Crise
Identificação, manejo e registro.
Devolução de Metas
Reunião trimestral com a família.
Orientação Parental
Reunião semanal de acompanhamento.
Evolução Clínica (Neurosteps)
Registro obrigatório em até 24h.
Protocolo PCM
Gerenciamento profissional de crises.
Dicionário de Avaliação
Guia de instrumentos por especialidade.
Plano de Contingência
Eventos adversos e continuidade.
Check-in e Check-out
Responsabilidades do terapeuta.
Procedimentos Operacionais: Higienização e Limpeza
Padrões de higienização, limpeza do ambiente e gerenciamento de resíduos de saúde das unidades da clínica.
PGRSS (Resíduos em Saúde)
Gestão de resíduos - Caxias e Barra.
Limpeza do Ambiente
Salas, banheiros, cozinha e mais.
Higienização das Mãos
Técnica OMS/ANVISA.
Procedimentos Operacionais: RH
Processos de Recursos Humanos: acidentes de trabalho, educação continuada e seleção de terapeutas.
Acidente de Trabalho
Conduta, registro e CAT.
Academia Transformação
Educação continuada da equipe.
Vivência Clínica (Seleção)
Etapa decisiva de contratação.
Procedimentos Operacionais Padrão
Nove processos recorrentes identificados a partir do backlog de atividades registradas no ClickUp, cobrindo suporte técnico, auditoria de dados, BI/DRE e comunicação com a Diretoria.
Suporte Técnico via Suri
Atendimento a terapeutas e colaboradores via chat ou presencial.
Auditoria da Agenda NeuroSteps
Conferência mensal de agenda, faturamento e repasse.
Monitoramento da API Agenda
Extração, validação e fechamento semanal de sincronia.
Modelagem de Painéis BI/DRE
Power Query, DAX e layout dos painéis financeiros.
Relatório de Bloqueios
Levantamento de atendimentos bloqueados por nota clínica.
Correção Manual de Faturamento
Ajuste paciente a paciente para paridade Agenda × DRE.
Gestão de Chamados de TI
Suporte de infraestrutura, hardware e sistemas internos.
Formalização de Comunicados
E-mails oficiais de status, mudanças e alinhamentos.
Relatório de Repasse
Consolidação mensal de atendimentos por profissional.
Suporte Técnico via Suri
Atendimento e suporte a terapeutas e colaboradores internos via sistema Suri (WhatsApp Business API) ou presencialmente, referente ao NeuroSteps e demais sistemas.
🎯Objetivo
Prestar suporte técnico ágil aos terapeutas e colaboradores, resolvendo dúvidas operacionais e problemas do sistema NeuroSteps através do canal Suri ou atendimento presencial.
🛠️Ferramentas
📋Passo a passo
- Monitorar a caixa de entrada do Suri ao longo do expediente.
- Identificar o solicitante (terapeuta, supervisor ou colaborador) e o sistema/módulo envolvido.
- Classificar a natureza do problema: acesso, dúvida operacional, erro de sistema ou bloqueio.
- Investigar a causa raiz no NeuroSteps (dados do paciente, log de status, configuração de conta).
- Responder ao solicitante com a solução ou orientação necessária.
- Se identificado erro de sistema, escalar para o suporte do NeuroSteps/ByBrain com evidências.
- Caso o atendimento exija ação presencial, deslocar-se e realizar a manutenção necessária.
- Registrar o atendimento (solicitante, resumo do problema, solução aplicada) e encerrar o chamado.
⚠️Pontos de atenção
- Priorizar atendimentos ligados a bloqueios ativos, que impactam diretamente o faturamento.
- Manter comunicação clara e objetiva, já que muitos solicitantes não têm familiaridade técnica.
- Escalar formalmente ao fornecedor sempre que o problema for um bug de sistema, não um erro de uso.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Auditoria da Agenda NeuroSteps
Validação mensal da agenda do NeuroSteps para garantir paridade entre atendimentos, faturamento e repasse, identificando pendências e reposições.
🎯Objetivo
Auditar mensalmente, paciente a paciente, a agenda do NeuroSteps frente ao faturamento e repasse, garantindo que os dados usados nos painéis e nos pagamentos estejam corretos.
🛠️Ferramentas
📋Passo a passo
- Definir o período de referência (mês corrente) e reunir a planilha local de crianças/agenda.
- Extrair a base de pacientes do NeuroSteps para o período.
- Auditar pacientes em lotes (15–20 por sessão), comparando agenda × atendimento realizado × faturamento.
- Classificar cada paciente: OK, com Reposição, ou com Divergência (faturamento incorreto, especialidade errada etc.).
- Registrar as divergências encontradas com detalhamento por paciente.
- Reunir com a Recepção para validar casos de dúvida, diferenciando profissionais com Folha (AT) dos sem folha.
- Consolidar o relatório final de Mapeamento e Auditoria.
- Revisitar o relatório final e traçar os próximos passos (correções a aplicar).
- Formalizar por e-mail o Relatório Executivo de Auditoria à Diretoria, detalhando as correções aplicadas.
⚠️Pontos de atenção
- Registros idênticos nem sempre são duplicados: confirmar antes de descartar qualquer lançamento.
- Sempre separar profissionais com Folha (Acompanhante Terapêutico) dos sem folha antes de fechar valores.
- Validar o comportamento real dos filtros do painel usado na conferência, não assumir pela documentação.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Monitoramento e Extração de Dados da API Agenda NeuroSteps
Garantir que a integração via API entre a Agenda NeuroSteps e o Power BI/DRE esteja funcionando corretamente, com dados completos e atualizados.
🎯Objetivo
Manter a integração API entre NeuroSteps e Power BI estável, monitorando endpoints, tratando dados e sincronizando semanalmente para evitar impacto em indicadores de faturamento.
🛠️Ferramentas
📋Passo a passo
- Executar a rotina diária de extração/atualização dos dados da agenda via API.
- Validar se os endpoints retornaram todos os campos esperados (profissional, status, valores).
- Identificar endpoints com erro ou dados incompletos (ex.: campo "Profissional" em branco).
- Investigar a causa: automação de datas dinâmicas (linguagem M) ou instabilidade do endpoint.
- Tratar e consolidar os dados extraídos para uso nos painéis.
- Ao final da semana, realizar o fechamento semanal de sincronia, conferindo a base contra o esperado.
- Validar operacionalmente de forma contínua, revisando amostras aleatórias.
- Em caso de erro crítico e recorrente, formalizar e-mail técnico ao fornecedor com evidências.
⚠️Pontos de atenção
- Erros de endpoint podem inviabilizar indicadores de faturamento e produtividade, por isso devem ser tratados como prioridade alta.
- Documentar tecnicamente o fluxo de integração para consulta futura e para o fornecedor.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Modelagem e Manutenção de Painéis BI/DRE
Desenvolver, corrigir e manter os painéis do DRE no Power BI (Power Query + DAX), com layout e identidade visual da clínica.
🎯Objetivo
Garantir que os painéis do DRE reflitam corretamente a lógica de negócio, com dados tratados no Power Query, medidas DAX corretas e layout padronizado à identidade visual da clínica.
🛠️Ferramentas
📋Passo a passo
- Solicitar/obter screenshot do painel original antes de qualquer replicação ou ajuste.
- Levantar a lógica de negócio do painel: medidas, filtros e escopo.
- Modelar os dados no Power Query, priorizando a coluna "Descrição" literal em caso de colunas duplicadas.
- Criar ou ajustar medidas DAX e gráficos conforme a especificação do painel.
- Aplicar layout de fundo, formatação de cartões, tabelas, filtros e logo da identidade visual da clínica.
- Validar o escopo de cada filtro individualmente, testando o comportamento real do painel.
- Corrigir valores com erros de consulta identificados no Power Query.
- Testar o painel com dados reais, comparando com a fonte original.
- Publicar/atualizar o painel e comunicar a entrega às partes interessadas.
⚠️Pontos de atenção
- Sempre confirmar visualmente com screenshot antes de replicar, pois o layout real frequentemente diverge do documentado.
- Checar o escopo de filtro de cada painel individualmente (ex.: "Provisão do Mês sem pagamento" não deve ser restringida pelo filtro de Ano/Mês de Pagamento).
- Atenção redobrada a colunas duplicadas na base de Entrada (ex.: duas colunas "Forma de Pagamento").
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Relatório de Atendimentos Bloqueados e Liberações
Levantar, mensurar e reportar terapeutas/atendimentos bloqueados por falta de preenchimento de nota clínica dentro do prazo de 72h.
🎯Objetivo
Garantir ciência da Supervisão e da Diretoria sobre terapeutas/atendimentos bloqueados por falta de nota clínica, viabilizando liberação tempestiva quando justificada.
🛠️Ferramentas
📋Passo a passo
- Extrair do NeuroSteps a lista de atendimentos sem nota clínica preenchida dentro do prazo (72h).
- Classificar entre "já bloqueados" e "a bloquear" (dentro do prazo, mas em risco).
- Consolidar por unidade (ex.: Duque de Caxias) e por terapeuta.
- Elaborar o relatório com o levantamento completo e os prazos envolvidos.
- Enviar por e-mail, com papel timbrado padrão da clínica, para a Supervisora Layza e Diretoria.
- Receber e registrar as justificativas de terapeutas bloqueados, quando houver.
- Encaminhar o pedido de liberação de bloqueio à Diretoria/Recepção com a devida justificativa.
- Acompanhar a liberação e atualizar o status correspondente no sistema.
⚠️Pontos de atenção
- Sempre formalizar por e-mail para manter rastreabilidade das decisões.
- Usar o papel timbrado oficial e atualizado da clínica em todos os relatórios.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Correção Manual de Faturamento e Agenda
Corrigir manualmente divergências entre a Agenda NeuroSteps e o DRE de faturamento, restabelecendo paridade após ajustes ou reprocessamentos.
🎯Objetivo
Restabelecer a paridade de valores entre a Agenda NeuroSteps e o DRE de faturamento após identificação de divergências, corrigindo manualmente paciente a paciente.
🛠️Ferramentas
📋Passo a passo
- Identificar o período com divergência (ex.: após ajustes no DRE-Entrada).
- Extrair a base de faturamento por paciente do período afetado.
- Comparar paciente por paciente entre agenda local e NeuroSteps.
- Corrigir manualmente as entradas divergentes na planilha de agenda do NeuroSteps.
- Ajustar os valores de faturamento correspondentes.
- Validar se a paridade entre Agenda e DRE foi restabelecida.
- Atualizar a carga no Power BI (Carga e Integração API) após a correção.
- Registrar as correções aplicadas para referência futura.
⚠️Pontos de atenção
- Transações idênticas nem sempre são duplicatas: validar antes de descartar qualquer lançamento repetido.
- Trabalhar paciente a paciente reduz o risco de erros de correção em lote.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Gestão de Chamados de TI e Suporte Técnico Geral
Atender, diagnosticar e solucionar chamados técnicos de infraestrutura e sistemas internos: impressoras, notebooks, sistemas e portais de fornecedores.
🎯Objetivo
Receber, diagnosticar e resolver chamados técnicos de hardware, sistemas internos e portais de fornecedores, mantendo o registro centralizado no Portal de Chamados.
🛠️Ferramentas
📋Passo a passo
- Receber o chamado (via Portal de Chamados, Suri ou presencialmente).
- Classificar o tipo de chamado (hardware, sistema interno, portal de fornecedor) e o departamento solicitante.
- Diagnosticar a causa: testar sensores físicos, drivers, isolar falha lógica de mecânica, conforme o caso.
- Executar a correção ou reinstalação necessária.
- Se o problema for de sistema de terceiros (ex.: Portal ByBrain, NeuroSteps), capturar evidências (prints, vídeos) e abrir chamado formal com o fornecedor.
- Validar a solução com o solicitante.
- Registrar o chamado como resolvido no Portal de Chamados de TI.
⚠️Pontos de atenção
- Usar sempre POST tradicional (multipart/form-data) no FormSubmit, pois o modo AJAX descarta anexos silenciosamente.
- Capturar evidências visuais (print/vídeo) para todo chamado aberto com fornecedores externos.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Formalização de Comunicados e Alinhamentos via E-mail
Formalizar por e-mail comunicados oficiais, status de projetos, mudanças de processo e alinhamentos com Diretoria, fornecedores e equipe.
🎯Objetivo
Garantir rastreabilidade e clareza sobre entregas, mudanças de processo e incidentes relevantes, formalizando-os por e-mail com o padrão visual oficial da clínica.
🛠️Ferramentas
📋Passo a passo
- Identificar o fato gerador (entrega concluída, mudança de processo, incidente, divergência identificada).
- Definir os destinatários (Diretoria, setor específico, fornecedor).
- Redigir o comunicado de forma objetiva, citando data, contexto e próximos passos.
- Aplicar o papel timbrado oficial da clínica quando for documento formal.
- Anexar evidências ou relatórios de suporte quando aplicável.
- Revisar antes do envio, garantindo clareza e tom adequado ao destinatário.
- Enviar e arquivar cópia para referência futura.
⚠️Pontos de atenção
- Sempre usar o papel timbrado mais recente, descartando modelos antigos imediatamente.
- Manter tom firme e orientado a dados com fornecedores; tom colaborativo com a equipe interna.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Elaboração de Relatório de Repasse e Atendimentos
Consolidar mensalmente os atendimentos realizados por profissional e especialidade, viabilizando o cálculo de repasse com transparência para Financeiro e Diretoria.
🎯Objetivo
Consolidar os atendimentos do mês por profissional/especialidade em documento editável, apoiando o Financeiro no cálculo do repasse com transparência para a Diretoria.
🛠️Ferramentas
📋Passo a passo
- Extrair a base de atendimentos do mês por profissional e especialidade.
- Cruzar a agenda local com o NeuroSteps para identificar profissionais com Folha (AT) e sem folha.
- Elaborar documento editável (Word) com a quantidade de sessões por especialidade, para preenchimento do Financeiro (Nota Fiscal).
- Identificar e investigar inconsistências (ex.: alteração de status sem aviso prévio, repasse acima do tabelado).
- Alinhar com Diretoria e Financeiro os ajustes necessários antes do fechamento.
- Corrigir eventuais erros pontuais no relatório (ex.: nome de paciente).
- Enviar o relatório final com as permissões configuradas para os responsáveis (Financeiro/Diretoria).
- Criar ou atualizar o link da nota fiscal correspondente no painel de Repasse.
⚠️Pontos de atenção
- Diferenciar sempre profissionais com Folha (AT) dos sem folha antes de fechar valores de repasse.
- Validar a tabela de precificação oficial antes de formalizar qualquer divergência de especialidade.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Protocolo de Avaliação Inicial do Paciente
Padroniza os dois caminhos da anamnese: paciente sem laudo (protocolo de 5 etapas) e paciente com laudo médico.
1. Objetivo
Padronizar o protocolo de avaliação inicial, distinguindo corretamente os dois caminhos existentes: paciente que chega SEM laudo e paciente que chega COM laudo médico.
2. Primeiro passo, identificar o perfil do paciente
| Paciente SEM laudo | Paciente COM laudo |
|---|---|
| Família veio por suspeita, indicação da escola, pediatra ou outro profissional | Família já possui diagnóstico médico com indicação de especialidades e carga horária |
| Segue o Protocolo de 5 Etapas (seção 3) | Segue o Protocolo com Laudo (seção 4) |
| Não tem metas definidas desde o início, fase de avaliação | Não tem metas no primeiro mês, fase de vínculo e avaliação |
⚠️ Só agendar a anamnese após comunicado formal da consultora comercial. Nunca agendar por iniciativa própria da recepção.
3. Protocolo de 5 Etapas: Paciente SEM laudo
Todo paciente sem laudo passa obrigatoriamente por 5 etapas antes de iniciar o tratamento regular. Nenhuma etapa pode ser pulada.
| Etapa | Com quem | O que acontece |
|---|---|---|
| 1ª | Supervisora + Família | Anamnese geral, levantamento do histórico da criança, queixa principal, desenvolvimento, escola, rotina. Duração: 1 hora. Local: Sala 12. |
| 2ª | 1º Terapeuta indicado | Avaliação com o terapeuta definido pela supervisora com base na suspeita ou indicação recebida (ex.: se suspeita de fala → fono). Também pode ser definido com base no que a família veio exatamente em busca. O terapeuta observa e avalia. |
| 3ª | 2º Terapeuta (indicado pelo 1º) | Com base no que o 1º terapeuta observou, ele indica o próximo (ex.: fono percebe questão comportamental → indica psicóloga) ou o segundo terapeuta também pode já ser sugerido pela supervisão com base nos dados da família ou o que eles buscam. |
| 4ª | 3º Terapeuta (indicado pelo 2º) | O 2º terapeuta indica o 3º conforme o que observou, caso necessário. Sugerimos que todos os pacientes sem laudo passem por no mínimo 3 terapeutas. |
| 5ª | Supervisora + Família | Devolutiva final, a supervisora explica à família o que foi observado, quais especialidades são indicadas e como funcionará o tratamento. |
ℹ️ EXCEÇÃO: Se a família veio com indicação específica de apenas uma especialidade (ex.: "só fonoaudiologia") e a supervisora + 1º terapeuta avaliam e confirmam essa indicação, a criança poderá realizar as 3 avaliações apenas com aquele terapeuta.
3.1 Etapas do protocolo
1. Após o comunicado do comercial: recepção agenda a anamnese conforme POP-REC-002.
3.2 Metas e tratamento durante o protocolo
Durante as 5 etapas não há metas terapêuticas definidas, é fase de avaliação e construção de vínculo.
As sessões de avaliação são cobradas normalmente como sessões de atendimento.
Somente após a devolutiva e início do tratamento regular as metas são estabelecidas.
4. Protocolo com Laudo: Paciente COM laudo médico
Paciente com laudo já tem diagnóstico e indicação médica de especialidades. O processo é mais direto mas igualmente rigoroso.
4.1 Fluxo
1. Agendar anamnese com a supervisora, conforme POP-REC-002 (idem protocolo sem laudo).
4.2 Primeiro mês, fase de vínculo
No primeiro mês não há metas terapêuticas definidas, é fase de vínculo e avaliação dentro do tratamento.
As devolutivas e metas assertivas são estabelecidas somente a partir do segundo mês.
O terapeuta trabalha dentro do que está sendo observado, sem protocolo engessado.
5. Após a anamnese: Responsabilidades da Recepção
1. Aguardar a supervisora descer com a família após a anamnese.
6. Condução da Anamnese
Toda anamnese (paciente com ou sem laudo) deverá seguir o roteiro abaixo:
Recepcionar os pais na sala da supervisão.
Oferecer café e/ou água e fazer uma breve introdução da reunião, apresentando-se, explicando a confidencialidade das informações e a duração de aproximadamente 60 minutos.
Seguir o roteiro de perguntas disponível no Neurosteps, ouvir com empatia e anotar todas as respostas.
Sempre chamar os responsáveis pelo nome e, ao mencionar a criança, também chamá-la pelo nome.
Para pacientes de suporte 3, quando necessidade identificada pela supervisão, solicitar aos pais autorização para realizar procedimentos físicos e disponibilizar documento para assinatura (Anexo 1). Somente profissionais treinados e certificados PCM poderão aplicar o procedimento.
Finalizar reforçando o trabalho em equipe e abrindo espaço para eventuais insatisfações.
Nas primeiras 2 semanas a Supervisão deverá abordar os pais e perguntar se está indo tudo bem (1x por semana).
Informações gerais para os pais
Informar que as sessões possuem 60 minutos.
Reforçar sobre trocas e reposições.
Pagamentos serão realizados apenas para o financeiro.
Anexo 1
Autorização para Realizar Procedimentos Físicos, documento assinado pelo responsável legal, autorizando a equipe a aplicar estratégias e procedimentos físicos por profissionais com certificação PCM (Nível P1, P2 ou Instrutor P), com confirmação de que os procedimentos foram demonstrados e compreendidos.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Supervisão ABA e Acompanhamento Clínico da AT
Ciclo completo de supervisão semanal das Auxiliares Terapêuticas, análise funcional, definição de objetivos, retroação técnica e conduta em situações de risco.
1. Objetivo
Padronizar o ciclo completo de supervisão ABA das Auxiliares Terapêuticas da Clínica Transformação, abrangendo: condução da supervisão semanal, análise funcional do comportamento (Quadro ABC), definição e registro de objetivos terapêuticos, registro de evolução diária, relatório trimestral ao responsável e conduta da AT em situações de risco.
2. Definições
| Termo | Definição |
|---|---|
| AT (Auxiliar Terapêutica) | Profissional que aplica os programas ABA com o paciente, seja na escola ou no domicílio, sob supervisão clínica direta da supervisora. |
| Supervisão ABA | Reunião semanal estruturada entre supervisora e AT para análise de dados, retroação técnica e definição de objetivos da semana seguinte. |
| Quadro ABC | Instrumento de Análise Funcional do Comportamento. Registra Antecedente, Comportamento e Consequência de eventos disruptivos para identificar a função do comportamento. |
| Objetivos semanais | Três objetivos terapêuticos definidos a cada supervisão, baseados na avaliação periódica do paciente (Denver Checklist) e no contexto atual da criança. |
| Retroação | Análise pela supervisora de vídeos e relatos da AT, com apontamento de acertos e pontos de melhora na conduta técnica. |
| Denver Checklist | Instrumento de avaliação de desenvolvimento utilizado como base para traçar os objetivos terapêuticos individualizados. Aplicado de 3 em 3 meses por todos os profissionais que atendem a criança. |
| Neurosteps | Sistema de gestão clínica da clínica. Repositório oficial de evoluções, gráficos e programas ABA de cada paciente. |
| Grupo do paciente | Grupo de WhatsApp e Facebook privado e oculto por paciente, com supervisoras, AT e Diretoria Clínica. Canal de comunicação clínica entre os envolvidos no caso. |
| PCM | Gerenciamento de Crise, certificação obrigatória para qualquer intervenção física com paciente. Sem PCM, a AT nunca realiza contenção. |
3. Supervisão semanal, fluxo completo
A supervisão semanal é obrigatória para todas as ATs em atividade. Não há exceção. Em caso de impossibilidade da AT ou da supervisora, a supervisão deve ser remarcada para o mesmo período, nunca pulada.
É um momento de supervisão mas também de desenvolvimento da AT; é papel da supervisora, enquanto nessa posição de liderança, desenvolver sua equipe e formar novos profissionais.
A supervisora mantém uma agenda fixa, disponível em drive institucional, com as ATs para reunião semanal.
Utilizar Google Meet corporativo para o agendamento da reunião.
3.1 Preparação da supervisora (antes da chamada)
1. Acessar o grupo do paciente no WhatsApp e Facebook e revisar as mensagens, vídeos e relatos enviados pela AT durante a semana.
3.2 Estrutura da supervisão, pauta padrão
| Ordem | Bloco | O que acontece |
|---|---|---|
| 1 | Relato da AT | AT relata o período desde a última supervisão: comportamentos, evoluções, ocorrências, estado geral da criança, relações com escola/família. |
| 2 | Análise do Quadro ABC | Se houver comportamento disruptivo registrado: supervisora analisa antecedente, comportamento e consequência para identificar a função e orientar a conduta correta. |
| 3 | Revisão dos gráficos | Supervisora abre os gráficos do Neurosteps e analisa com a AT os dados da semana: o que foi atingido, com qual suporte, o que precisa ser ajustado. |
| 4 | Retroação de vídeos | Se houver vídeos de sessão no grupo do paciente: supervisora analisa com a AT, aponta acertos e erros técnicos, ensina a conduta correta. Pergunta padrão: "Onde você acha que errou?" |
| 5 | Definição dos objetivos | Supervisora define os três objetivos da semana seguinte com base na avaliação Denver e no estado atual da criança. Registra no Neurosteps e no grupo do paciente. |
| 6 | Orientações de conduta | Supervisora passa orientações específicas para a semana: estratégias de manejo, recursos a utilizar, condutas a evitar, pontos de atenção. |
| 7 | Registro da supervisão | Supervisora registra a evolução da supervisão no Neurosteps dentro da ficha do paciente: o que foi discutido, decisões tomadas, objetivos definidos. |
A supervisão não se limita ao relato, ela é um momento de formação técnica. A supervisora ensina, corrige e orienta. A AT deve chegar com dúvidas, relatos e o Quadro ABC preenchido se houver ocorrências.
3.3 Definição dos três objetivos semanais
Os objetivos são traçados com base nos protocolos de avaliação periódica do paciente e ajustados conforme o contexto atual da semana.
⚠️ Em semanas de instabilidade emocional (desregulação acentuada, ruptura medicamentosa, mudança de rotina): priorizar habilidades de manutenção, aquelas que a criança já domina, e evitar objetivos que exijam esforço além do que ela consegue naquele momento.
Os objetivos do ambiente escolar podem ser diferentes dos da clínica, adaptados ao contexto.
A supervisora alinha os objetivos com os demais terapeutas via grupo do paciente.
Um mesmo objetivo poderá se repetir por mais de uma semana se a criança ainda não alcançou a meta.
4.1 Quando usar
O Quadro ABC é geralmente utilizado para comportamentos disruptivos, interferentes ou socialmente inaceitáveis, não para o comportamento geral da criança. Exemplos:
Autoagressão (bater em si mesmo, morder-se)
Agressão a terceiros (bater, morder, cuspir, empurrar)
Comportamentos de risco (tirar roupa, jogar objetos, quebrar)
Comportamentos socialmente inaceitáveis recorrentes (cuspe, gritos intensos)
Qualquer comportamento que a supervisora solicitar registro
OBS: O Quadro ABC também pode ser aplicado para comportamentos funcionais, para realizar a linha de base daquele comportamento.
4.2 Como preencher
| Campo | O que registrar | Exemplo prático |
|---|---|---|
| A: Antecedente | O que aconteceu imediatamente ANTES do comportamento | Pai não deu o celular na entrada da escola |
| B: Comportamento | O que a criança fez (topografia exata, quanto, onde, como) | Bateu no próprio antebraço 15 vezes, cuspiu na AT, deu 3 tapas |
| C: Consequência | O que aconteceu DEPOIS do comportamento (resposta do ambiente) | AT se afastou; criança foi levada ao brinquedão; recebeu chocolate após 40 minutos |
| Função identificada | Hipótese da função do comportamento | Controle (acesso a item tangível, celular) |
| Frequência | Número de ocorrências no período (se aplicável) | 12 tapas em 50 minutos, registrar em papel e transferir |
4.3 Funções do comportamento, referência rápida
| Função | Sinal no ABC | Cuidado na conduta |
|---|---|---|
| Controle / Acesso a item | Comportamento ocorre quando algo é negado; cessa quando recebe o item | NUNCA oferecer o item após o comportamento, reforça a função |
| Fuga / Esquiva | Comportamento ocorre diante de demanda; cessa quando a demanda é removida | Cuidado ao retirar a criança do ambiente, pode reforçar a fuga |
| Atenção | Comportamento aumenta quando há pessoas presentes; diminui quando ignorado | Atenção neutra, não reforçar com atenção positiva nem negativa intensa |
| Estimulação automática | Comportamento ocorre independente do contexto social; parece autorregulatório | Avaliar se há necessidade sensorial subjacente; redirecionar para alternativa segura |
4.4 Onde registrar e arquivar
O Quadro ABC é preenchido pela AT a cada ocorrência de comportamento disruptivo, preferencialmente logo após, com detalhes frescos na memória.
Cada paciente tem seu Quadro ABC no Drive da clínica.
A supervisora usa o Quadro na supervisão semanal para fazer a análise funcional e orientar a conduta da semana seguinte.
ℹ️ O Quadro ABC também serve como respaldo jurídico. Em casos onde a criança apresenta marcas físicas ou a família questiona condutas, o Quadro documenta o que aconteceu, quando e como a AT respondeu.
5. Registro de evolução diária no Neurosteps
O registro diário pela AT é obrigatório. Prazo máximo: 24 horas após o atendimento. Após esse prazo o sistema não aceita mais a evolução e fica bloqueado.
5.1 O que registrar a cada atendimento
| Campo | O que preencher |
|---|---|
| Nota clínica | Relato descritivo do atendimento: como a criança chegou, comportamentos apresentados, estratégias utilizadas, resposta da criança, ocorrências relevantes. |
| Programa ABA, gráfico | Marcar o desempenho da criança em cada objetivo da semana: independente, com suporte parcial ou com suporte total. |
| Ocorrências específicas | Qualquer evento fora do padrão: crise, queda, marca no corpo, contato com responsável, mudança de medicação relatada. |
5.2 Como a supervisora usa os registros
Na supervisão semanal: abre os gráficos do Neurosteps e analisa a evolução com a AT.
Identifica inconsistências entre o que a AT relata e o que o gráfico mostra.
Usa os dados para decidir se o objetivo avança, se repete ou se a estratégia muda.
Registra a própria supervisão como evolução dentro do Neurosteps, na ficha do paciente.
6. Grupo do paciente no WhatsApp e Facebook
Cada paciente sob supervisão ABA tem um grupo de WhatsApp e Facebook dedicados. É o canal de comunicação clínica entre todos os envolvidos no caso durante a semana.
| Parâmetro | Especificação |
|---|---|
| Participantes | Supervisora ABA + AT do paciente + diretora + supervisora. |
| Tipo do grupo | Privado e oculto, não aparece em buscas, não aceita participantes externos. |
| Finalidade | Troca de informações clínicas: relatos, dúvidas, orientações, vídeos de sessão para retroação, quadro ABC. |
| Vídeos de sessão | Compartilhados para retroação técnica pela supervisora. |
| Dúvidas entre supervisões | AT pode enviar dúvidas durante a semana. Supervisora responde quando disponível ou pede para a AT anotar para a supervisão. |
| O que NÃO entra no grupo | Comentários sobre a família, fofocas, informações não verificadas, críticas a outros profissionais. O grupo é um canal clínico, não pessoal. |
7.1 Periodicidade e gatilhos
Rotina: 2x ao ano (meio e final do ano).
Sob demanda: quando solicitado por médico, escola ou processo judicial, prazo conforme solicitação.
Processo judicial: pode ser solicitado a cada 3 meses ou com prazo determinado pelo advogado/juiz.
7.2 Conteúdo mínimo do relatório
1. Como a criança chegou à clínica: diagnóstico, nível de suporte, principais déficits identificados na avaliação inicial.
7.3 Relatório para médico, escola ou processo judicial
Inclui adicionalmente: justificativa clínica para continuidade do atendimento na clínica.
Descreve o diagnóstico do transtorno, suas implicações e por que o modelo de atendimento adotado é o mais indicado.
É elaborado pela supervisora com base nos dados do Neurosteps e na evolução clínica registrada.
O Neurosteps contém os dados de evolução que servem de base para o relatório. A supervisora extrai os dados e complementa com a narrativa clínica. Em casos judiciais, o relatório precisa ser assinado pela supervisora e, se necessário, pelo Responsável Técnico.
8. Conduta e respaldo da AT em situações de risco
A AT é uma profissional que está em campo, muitas vezes sozinha com a criança em ambiente externo (escola). Em situações de risco ela precisa agir com segurança técnica, sem improvisação. Este protocolo é seu respaldo.
8.1 Regras permanentes de segurança
| Regra | Por quê e como aplicar |
|---|---|
| Nunca ficar sozinha com a criança em local sem câmera | Em ambiente escolar: se a única opção for um espaço sem câmera, solicitar que um funcionário da escola permaneça presente. Documentar a solicitação. |
| Nunca realizar contenção física sem certificação PCM vigente | Contenção sem PCM é ilegal e expõe a AT e a clínica a processos. Em crise intensa: afastar a criança de superfícies de risco, manter neutralidade, aguardar a regulação. |
| Comunicar a supervisora imediatamente em qualquer ocorrência | Qualquer evento fora do padrão, marca no corpo, crise intensa, queda, comportamento incomum, mensagem imediata no grupo do paciente. |
| Documentar marcas no corpo ao receber a criança | Se a criança chega com marca visível: tirar foto discreta (apenas área afetada, sem exposição desnecessária), enviar para a supervisora com descrição. Registrar no Quadro ABC como antecedente. |
| Demonstrar propriedade técnica e segurança diante da família | Sempre fundamentar as condutas: "Estou fazendo isso porque é um comportamento de função X e a intervenção correta é Y. Tenho supervisão semanal baseada na ciência ABA." Nunca agir por achismo. |
8.2 Conduta em crise do paciente
1. Afastar a criança de superfícies com ponta, vidro, quina ou outros riscos físicos.
8.3 Checklist de respaldo das ATs, antes de iniciar o atendimento
Estou em local com câmera e com adulto presente
Sei quais são os três objetivos desta semana para este paciente
Tenho o Quadro ABC disponível para preencher se necessário
Tenho o contato da supervisora salvo e acessível
Se a criança chegou com marca: já fotografei e enviei para a supervisora
Registrarei a evolução no Neurosteps em até 24h após este atendimento
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Reunião de Alinhamento Escolar
Preparação, condução, pauta e pós-reunião entre a clínica e a escola, revisão do PEI, manejo da AT/mediadora e comunicação alternativa.
1. Objetivo
Padronizar o processo de reunião de alinhamento entre a Clínica Transformação e a escola do paciente, garantindo troca de informações clínicas e pedagógicas, alinhamento de conduta da mediadora/AT, revisão do Plano de Ensino Individualizado (PEI) e fortalecimento da comunicação alternativa no ambiente escolar.
2. Definições importantes
| Termo | Definição |
|---|---|
| PEI | Plano de Ensino Individualizado, documento obrigatório elaborado pela escola, baseado na BNCC, com conteúdo, metodologia, estratégias e avaliação individualizados para o aluno. Deve ser específico, nunca genérico. |
| AT (Auxiliar Terapêutica) | Profissional da clínica que acompanha o aluno na escola. Sua função é o MANEJO COMPORTAMENTAL, não é mediadora escolar. A escola não pode atribuir funções pedagógicas à AT. |
| Mediadora | Profissional contratada pela família ou escola para acompanhar o aluno. Diferente da AT, a mediadora tem função de apoio pedagógico e de inclusão. |
| Comunicação alternativa (CA) | Sistema de comunicação não verbal utilizado pelo paciente (tablet com software ou prancha de baixa tecnologia). Cada paciente tem seu comunicador individual, configurações só são alteradas com aval do terapeuta de fono. |
| Termo de orientação de manejos | Documento entregue pela clínica à escola descrevendo os manejos autorizados e a função da AT no ambiente escolar. |
| Política de boa vizinhança | A clínica tem uma AT dentro da escola, a relação deve ser de parceria. A clínica não cobra a escola diretamente por pendências. Toda cobrança formal é feita via família, que tem respaldo legal. |
3. Quando realizar a reunião
| Gatilho | Quando ocorre | Quem solicita |
|---|---|---|
| Início do ano letivo | Obrigatório, verificar se o PEI já está disponível e alinhar conduta para o ano | Supervisora (proativa) |
| Início do 2º semestre | Revisão do PEI e atualização de estratégias conforme evolução do aluno | Supervisora (proativa) |
| Solicitação da família | Qualquer momento, família identifica necessidade de alinhamento | Família |
| Solicitação da escola | Qualquer momento, escola identifica mudança de comportamento ou necessidade de orientação | Escola |
| Urgência clínica | Mudança brusca de comportamento, aumento de autoagressão, ruptura medicamentosa com impacto escolar | Supervisora (proativa) |
| Treinamento de mediadora | Quando a mediadora não tem capacitação para manejo comportamental | Família ou clínica solicita |
4.1 O que a supervisora prepara
1. Verificar no Neurosteps e Drive do paciente: histórico de comportamento recente, objetivos ABA em andamento e evolução clínica.
4.2 Identificação dos participantes
No início de cada reunião, confirmar e registrar em ata o nome e o cargo de cada participante da escola presente:
Professora titular, indicada para informações sobre comportamento em sala e material pedagógico
Coordenadora pedagógica, indicada para questões do PEI e estrutura escolar
Mediadora, indicada para alinhamento de manejo e comunicação alternativa
ℹ️ Quando a escola envia apenas a professora sem a coordenação, os encaminhamentos sobre PEI e estrutura devem ser formalizados e solicitados por escrito à coordenação após a reunião.
5. Pauta padrão da reunião
| Bloco | Tema | O que abordar |
|---|---|---|
| 1 | Estado do aluno na escola | Comportamento, regulação e rotina. Mudanças recentes. O que está funcionando e o que não está. Comportamentos novos ou acentuados. |
| 2 | Material pedagógico e atividades adaptadas | As atividades estão adequadas ao nível do aluno? Há material adaptado além do livro? A avaliação contempla as possibilidades do aluno? |
| 3 | PEI: Plano de Ensino Individualizado | O PEI está disponível? É específico ou genérico? Contempla comunicação alternativa, metodologia individualizada, estratégias por bimestre? Ver seção 6. |
| 4 | Manejo da mediadora/AT | Como está a conduta? Há necessidade de alinhamento ou treinamento? A função da AT está clara para a escola? |
| 5 | Comunicação alternativa (quando aplicado ao aluno) | A escola usa o comunicador do aluno? Há dúvidas sobre os botões? Qualquer solicitação de alteração no comunicador deve ser alinhada com o terapeuta de fono antes de qualquer mudança. |
| 6 | Orientações de manejo (quando aplicado ao aluno) | Entregar ou atualizar o Termo de Orientação de Manejos. Esclarecer a diferença entre AT e mediadora. Definir condutas para os comportamentos mais recorrentes. |
| 7 | Treinamento da mediadora | Se necessário: oferecer vivência presencial na clínica ou sessão remota assistida. Ver seção 7. |
| 8 | Encaminhamentos e prazos | Definir o que cada parte fará após a reunião e em qual prazo. Registrar tudo em ata. |
6.1 O que a clínica verifica no PEI
| O PEI deve conter | Adequado | Inadequado, orientar ajuste |
|---|---|---|
| Identificação do aluno e diagnóstico atualizado | Específico e atual | Genérico ou desatualizado |
| Conteúdos bimestrais com objetivos específicos | Ex.: "1º bimestre: cor vermelha. Após adesão: cor azul" | "Trabalhar cores" sem detalhamento |
| Metodologia e estratégias individualizadas | Descreve como será ensinado (recursos visuais, CA, peças, etc.) | Metodologia igual à dos alunos típicos |
| Comunicação alternativa | Menciona como será usada e por quem | Não menciona ou é vaga |
| Avaliação adaptada | Critérios de avaliação adequados ao perfil do aluno | Avaliação padrão da turma |
| Profissionais envolvidos | Nome de todos que acompanham o aluno | Sem identificação |
| Histórico e evolução | O que o aluno já conquistou e o que ainda precisa alcançar | Não há histórico |
6.2 O que fazer quando o PEI está genérico ou incompleto
1. Não confrontar a professora ou coordenadora diretamente durante a reunião.
7.1 Modalidades
| Modalidade | Como funciona | Quando usar |
|---|---|---|
| Presencial na clínica (preferencial) | Mediadora assiste um ou mais atendimentos do paciente na clínica, junto com o terapeuta responsável. Vivência real. | Sempre que possível, é o formato mais eficaz |
| Remoto (alternativo) | Supervisora agenda sessão via Google Meet. Terapeuta aplica o atendimento enquanto mediadora observa e tira dúvidas. | Quando mediadora não pode se deslocar à clínica |
7.2 Fluxo de agendamento
1. Supervisora oferece o treinamento à escola durante a reunião de alinhamento e comunica a família.
8. Termo de orientação de manejos
O Termo de Orientação de Manejos é entregue à escola sempre que há AT da clínica no ambiente escolar e atualizado sempre que houver mudança de conduta clínica.
8.1 O que deve constar no termo
Nome do paciente e data de elaboração.
Função da AT: manejo comportamental: NÃO pedagógico, NÃO de mediação escolar.
Diferença explícita entre AT e mediadora: a AT aplica programas ABA e intervém em comportamentos disruptivos; a mediadora apoia o processo de inclusão e aprendizagem.
Manejos autorizados: redirecionamento, bloqueio de objetos de risco, oferta de reforçadores, uso do comunicador.
Manejos NÃO autorizados sem certificação PCM: qualquer forma de contenção física (permitida apenas para profissionais com certificação PCM e termo de autorização dos pais assinado).
Como a escola deve agir em caso de crise: afastar de superfícies de risco, comunicar a AT, aguardar regulação.
Contato da supervisora para dúvidas e urgências.
⚠️ Muitas escolas confundem AT com mediadora e atribuem funções pedagógicas à AT. O termo deve ser entregue no início de cada ano e relembrado sempre que houver troca de profissional ou mudança de sala.
9. Encaminhamentos pós-reunião
1. Registrar a ata da reunião no Drive do paciente até 24h após: data, participantes com nome e cargo, pontos discutidos, encaminhamentos e prazos.
| Encaminhamento | Prazo | Responsável |
|---|---|---|
| Registrar ata no Drive do paciente | Até 24h após a reunião | Supervisora |
| Comunicar família sobre o resultado | Até 24h após a reunião | Supervisora |
| Escola enviar PEI revisado (via família) | 15 dias | Família cobra a escola |
| Escola confirmar treinamento da mediadora | 15 dias | Escola (via família se não responder) |
| Atualizar grupo do paciente no WhatsApp | Até 24h após a reunião | Supervisora |
| Atualizar Termo de Orientação se necessário | Antes da próxima sessão da AT na escola | Supervisora |
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Devolutiva para Responsáveis após a Sessão
Modelo de 4 camadas para a devolutiva diária ao responsável, sempre abrindo e fechando em positivo.
1. Objetivo
Padronizar a comunicação do terapeuta com o responsável ao final de cada sessão, garantindo que as informações sejam transmitidas de forma clara, empática e estruturada, sempre preservando a esperança e o engajamento da família no processo terapêutico.
2. Princípio fundamental
A devolutiva da Clínica Transformação segue um modelo de 4 camadas:
| Camada | Nome | O que é |
|---|---|---|
| 1ª | 🟢 Positivo + Atividade | Começar com ponto positivo da sessão + dizer QUAL atividade foi realizada e QUAL habilidade estava sendo desenvolvida. |
| 2ª | 🔴 Atenção + Plano de ação | Apresentar o ponto negativo COM o que foi trabalhado na sessão e o que será trabalhado na próxima. Nunca trazer o negativo sem solução. |
| 3ª | 🟢 Positivo final | Encerrar com esperança, conquista, avanço ou projeção animadora. |
| 4ª | Plano para casa (quando aplicável) | Deixar uma dica ou tarefa simples para o responsável reforçar em casa (sempre que possível). |
⚠️ A devolutiva NUNCA começa com os pontos negativos. Independentemente de como foi a sessão, o terapeuta encontra um ponto positivo para abrir, dizendo qual atividade realizou e qual habilidade estava desenvolvendo, isso comprova o trabalho e gera confiança.
3. Estrutura detalhada, o que falar em cada camada
🟢 Camada 1: Positivo + atividade realizada + habilidade desenvolvida
Abrir com um ponto positivo e genuíno da sessão.
Informar qual atividade foi realizada e qual habilidade estava sendo desenvolvida através dessa atividade.
Fórmula: "[Abertura positiva] + Hoje trabalhamos [ATIVIDADE] para desenvolver [HABILIDADE]."
Ex.: "Que sessão boa hoje! O João conseguiu completar o quebra-cabeça praticamente sozinho. Trabalhamos o encaixe de formas geométricas para desenvolver a coordenação motora fina e a atenção sustentada."
Evitar: começar com o negativo; falar só o que aconteceu sem explicar o que foi feito (devolutiva "rasa"); dizer "foi uma sessão normal" sem trazer nada específico.
🔴 Camada 2: Ponto de atenção + o que foi feito + plano de ação
Apresentar o ponto negativo de forma honesta, mas sempre acompanhado do que foi feito na sessão e do plano de ação para a próxima.
O responsável nunca deve sair sem saber qual é o próximo passo.
Fórmula obrigatória: "Hoje observei que [PONTO NEGATIVO]. Durante a sessão trabalhamos [O QUE FOI FEITO]. Na próxima semana vou [PLANO DE AÇÃO] para que [RESULTADO ESPERADO]."
Evitar: trazer o negativo sem plano de ação; chegar como uma "queixa" ("seu filho me mordeu"); exagerar na gravidade; minimizar o negativo para poupar o responsável.
🟢 Camada 3: Positivo final, fechar com esperança
Encerrar com um ponto positivo diferente do da abertura, uma conquista pequena mas significativa, uma projeção animadora para a próxima sessão, ou uma frase de encorajamento ao responsável.
Evitar: encerrar com o negativo, mesmo com plano de ação, a última mensagem é a que fica na memória; frases genéricas sem nada específico.
Camada 4: Plano de ação para casa (quando aplicável)
Uma dica simples ou orientação para o responsável reforçar em casa o que foi trabalhado na sessão. Não é obrigatório em toda sessão, o terapeuta avalia quando faz sentido.
Quando usar: quando a criança conquistou algo novo que pode ser reforçado em casa; quando há uma estratégia simples que o responsável consegue aplicar; quando o responsável demonstra interesse em participar mais ativamente.
Evitar: dar tantas orientações que o responsável se sinta sobrecarregado, uma dica por vez; orientar algo que o responsável não tem condição de fazer em casa.
4. Abra para perguntas
Ao final do diálogo, perguntar ao responsável se ele tem alguma dúvida em relação à devolutiva e se podemos ajudá-lo com mais alguma coisa:
"Ficou alguma dúvida em relação à devolutiva da sessão de hoje ou consigo te ajudar com mais alguma coisa?"
5. Linguagem, o que dizer e o que evitar
A forma como o terapeuta fala é tão importante quanto o que fala. A devolutiva deve ser um relatório com solução.
| ❌ NÃO dizer | ✔ DIZER no lugar |
|---|---|
| "Seu filho foi agressivo hoje." | "Ele emitiu um comportamento de heteroagressão. Apliquei a estratégia X e ele se regulou em Y minutos." |
| "Seu filho me mordeu." | "Ele apresentou um comportamento de autoagressão/heteroagressão. Trabalhei a regulação com [estratégia] e conseguimos atravessar o momento juntos." |
| "Seu filho me bateu." | "Ele teve um episódio de desorganização com heteroagressão. Usei [estratégia] e ele se acalmou. Na próxima sessão vou [plano]." |
| "Hoje foi muito difícil." | "Foi uma sessão desafiadora, mas conseguimos [algo positivo]. Já tenho um plano para a próxima semana." |
| "Ele não fez nada hoje." | "Ele teve dificuldade para engajar hoje. Trabalhei [o que fez] para [objetivo]. Na próxima sessão vou [ajuste de estratégia]." |
| "Ele só ficou no celular." | "Hoje ele precisou de mais regulação. Usei o celular como reforçador para introduzir [atividade]. Estamos trabalhando na transição gradual." |
Os termos técnicos (autoagressão, heteroagressão, desorganização, regulação) são aceitos na devolutiva, os responsáveis da Clínica Transformação já conhecem o vocabulário.
6. Registro em vídeo e foto, comprovação do trabalho
O registro em vídeo e foto é uma ferramenta poderosa de confiança. O responsável que tem evidências do filho trabalhando tem certeza do que está sendo feito e confia no terapeuta. É também a forma de comprovar a conduta em caso de qualquer questionamento.
Padrão mínimo: 1 vídeo de 1 minuto por sessão.
O vídeo é feito no tablet da sala, nunca no celular pessoal do terapeuta.
O registro é feito pelo próprio terapeuta durante a sessão, sem interromper o atendimento.
O vídeo pode ser compartilhado com o responsável via Neurosteps ou apresentado presencialmente na devolutiva.
Conteúdo ideal do vídeo: a criança realizando a atividade trabalhada na sessão, o que valida a devolutiva na prática.
⚠️ O tablet da sala é equipamento da clínica. Vídeos registrados no mesmo pertencem à clínica e não devem ser compartilhados para contatos pessoais dos terapeutas, atendendo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
7. Regra de comunicação: WhatsApp pessoal
O terapeuta não deve manter contato direto com responsáveis pelo WhatsApp pessoal. Esta é uma norma de proteção do terapeuta e da clínica. Toda comunicação com responsáveis segue o seguinte fluxo:
| Canal | Quem usa |
|---|---|
| Recepção (WhatsApp da clínica) | Agendamentos, confirmações, informações administrativas e repasse de recados do terapeuta. |
| Grupo do paciente (WhatsApp) | Informações clínicas relevantes ao responsável. |
| Neurosteps | Evoluções, vídeos e registros clínicos. |
| Devolutiva presencial | O terapeuta ao final de cada sessão, diretamente com o responsável. |
Se o responsável enviar mensagem no WhatsApp pessoal do terapeuta: responder orientando a entrar em contato com a recepção da clínica.
Se o terapeuta precisar passar alguma informação ao responsável fora da devolutiva: comunicar à recepção ou à supervisora para que façam o contato pelos números corporativos.
O terapeuta que mantiver comunicação clínica pelo WhatsApp pessoal assume responsabilidade individual por qualquer problema decorrente disso, a clínica não se responsabiliza.
8.1 Sessão muito difícil
Mesmo numa sessão muito difícil, há sempre algo positivo a encontrar. Em sessões com ocorrências relevantes (crise intensa, marca no corpo, comportamento novo): comunicar à supervisora antes de fazer a devolutiva, para alinhar como a informação será transmitida.
8.2 Responsável ansioso ou em sofrimento
Aumentar o tempo na Camada 1, o responsável precisa de acolhimento antes de qualquer informação difícil.
Reduzir o número de pontos negativos, priorizar o mais importante nesse momento.
Finalizar com frase de encorajamento ao responsável.
8.3 Responsável questiona ou discorda
Escutar sem interromper.
Responder com base no que foi observado clinicamente, sem tom defensivo.
Se a questão for complexa: "Vou anotar e conversar com a supervisora para trazermos uma resposta mais completa na próxima semana."
Nunca entrar em conflito na devolutiva, escalar para a supervisora se necessário.
9. Registro da devolutiva
Registrar na evolução de cada sessão (no Neurosteps) que a devolutiva foi realizada com o responsável após a sessão.
"Devolutiva realizada com o responsável após sessão, sem questionamentos."
Observação: caso o responsável relate informações importantes no momento da devolutiva, também registrar na evolução.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Atuação da AT em Atividades Sociais, Escolares e Domiciliares
Conduta da Auxiliar Terapêutica nos ambientes externos, observação, vínculo, manejo incidental e limites de autonomia.
1. Objetivo
Padronizar a conduta da Auxiliar Terapêutica (AT) nos diferentes ambientes externos de atuação, domiciliar, escolar e de lazer/social, garantindo consistência na aplicação das metas ABA, segurança do paciente e da profissional, e alinhamento permanente com a supervisão clínica.
2. Definições e perfil da AT
A AT é uma profissional APLICADORA, ela executa as metas e estratégias definidas em supervisão. Ela não toma decisões clínicas de forma autônoma. Toda situação nova, inesperada ou de risco é comunicada à supervisora antes de qualquer ação.
| Termo | Definição |
|---|---|
| AT (Auxiliar Terapêutica) | Profissional que acompanha o paciente no ambiente externo, aplicando as metas ABA definidas em supervisão. Foco: manejo comportamental, habilidades sociais, AVDs e suporte em crises. |
| Manejo incidental | Intervenção realizada nas situações que surgem naturalmente no ambiente, birra na escovação, recusa de atividade, transição entre espaços. |
| DTT (Treino de Tentativa Discreta) | Aplicação de metas de forma mais estruturada, em ambiente controlado dentro do domicílio. Usado quando há espaço adequado disponível. |
| AVD (Atividade de Vida Diária) | Habilidades funcionais do dia a dia: usar o banheiro, escovar os dentes, vestir-se, alimentar-se. Foco de trabalho em todos os ambientes. |
| CA (Comunicação Alternativa Aumentativa) | Sistema de comunicação não verbal: tablet com software, prancha de baixa tecnologia. Aplicada conforme orientação da fono e da supervisora. |
| Reforçador | Estímulo que aumenta a probabilidade de um comportamento se repetir. Identificar os reforçadores do paciente é uma das primeiras tarefas da AT. |
3. Primeiros atendimentos, sequência obrigatória
Independentemente do ambiente, os primeiros atendimentos seguem sempre a mesma ordem:
| Etapa | Nome | O que fazer |
|---|---|---|
| 1ª | Observação | Observar o funcionamento da criança no ambiente, rotina, dinâmica familiar/escolar, pontos de tensão, reforçadores naturais. NÃO intervir ainda. |
| 2ª | Criação de vínculo | Ser presente, carinhosa e previsível para a criança. Identificar reforçadores (o que ela gosta, o que a motiva). Observar com quem faz mais birra e por quê. Não apressar o vínculo. |
| 3ª | Manejo incidental | Intervir nas situações naturais do ambiente conforme elas surgem. Usar as estratégias já definidas em supervisão para as metas do paciente. |
| 4ª (quando possível) | DTT estruturado | Se o ambiente permitir um espaço mais controlado, realizar sessões estruturadas de DTT (Treino de Tentativa Discreta) com as metas do paciente. |
⚠️ Nunca pular a fase de observação. Intervir antes de criar vínculo e entender o ambiente gera resistência da criança e compromete o tratamento.
4.1 Ambiente domiciliar
Foco da atuação:
Manejo comportamental nos contextos naturais da rotina (refeição, higiene, sono, transições)
AVDs, estimular independência nas atividades de vida diária
DTT em espaço controlado quando disponível
Orientar o comportamento da criança dentro da dinâmica familiar, não substituir o papel dos pais
Como atuar:
1. Observar antes de intervir, entender como a família funciona e quais são os pontos de tensão.
O que NÃO é função da AT no domiciliar:
Dar orientação parental, isso é papel da supervisora
Modificar as estratégias por conta própria sem consultar a supervisora
Assumir papel de cuidadora ou babá da criança
4.2 Ambiente escolar
Foco da atuação:
Manejo comportamental em sala de aula e nos espaços livres
Suporte em crises, contenção apenas se AT possui PCM vigente
AVDs, banheiro, alimentação, transições
Interações sociais, recreio, jogos, vínculos com colegas
Manutenção da atenção e foco nas atividades propostas pela escola
Posicionamento em sala:
Nível 2 e 3: próxima à criança, do lado ou atrás, para perceber sinais de desorganização antes que se torne uma crise.
Nível 1 (maior autonomia): pouco afastada (ex.: duas cadeiras), manutenção discreta da atenção e foco em interações sociais.
Interações sociais, recreio e atividades livres:
Mediar a aproximação da criança com os colegas, dar inputs sociais (o que falar, como entrar no jogo, como reagir).
Não substituir a interação, facilitar, não fazer por ela.
Identificar com quais colegas a criança tem mais afinidade e potencializar esses vínculos.
Em jogos e esportes: ajudar a criança a entender as regras e participar dentro das suas possibilidades motoras.
O que NÃO é função da AT na escola:
Suporte pedagógico ou acadêmico, isso é papel da mediadora ou da escola
Participar de reuniões escolares, papel da supervisão clínica
Dar orientações à escola sobre o PEI ou estrutura pedagógica, papel da supervisão
Assumir papel de mediadora escolar
4.3 Lazer, esporte e atividades sociais
Foco da atuação:
Habilidades sociais, como iniciar e manter conversas, como participar de grupos, como lidar com ganhar e perder
Tolerância à frustração, especialmente em crianças perfeccionistas ou com fuga de demanda
Generalização das habilidades trabalhadas em clínica para o ambiente natural
Atividades motoras, dar suporte para participação em esportes e jogos conforme capacidade da criança
Como atuar:
Identificar as atividades de lazer que motivam a criança (reforçadores naturais)
Usar essas atividades como contexto para treinar habilidades sociais
Dar inputs sociais discretos, o que falar, como reagir, como pedir para entrar no jogo
Não intervir em excesso, o objetivo é que a criança seja funcional no ambiente, não que a AT esteja sempre presente
Filmar interações relevantes para análise em supervisão
Exemplos práticos:
Criança no jiu-jitsu: AT apoia a aceitação de lutar com parceiros de níveis diferentes, trabalha fuga de demanda e tolerância a perder.
Recreio escolar: AT faz mediação social, apresenta colegas, sugere como entrar no grupo, apoia nas regras do jogo.
Parque/passeio: AT usa o ambiente para trabalhar metas de comunicação e autonomia de forma incidental.
5. Filmagem e registro para supervisão
O registro em vídeo é fundamental para a qualidade da supervisão.
5.1 O que filmar
Aplicações das metas da semana, mostrar a habilidade sendo trabalhada.
Intervenções em comportamentos interferentes, como a AT reagiu.
Momentos de desorganização e regulação, para análise funcional em supervisão.
Interações sociais relevantes, recreio, jogos, aproximação com colegas.
5.2 Como e quando filmar
Vídeos curtos (1 a 2 minutos) são suficientes, não é necessário gravar a sessão inteira.
Ao menos 3 vídeos por semana.
Postar no grupo privado da supervisão (Facebook ou WhatsApp, conforme orientado).
Levar os vídeos para a supervisão semanal, a supervisora faz a retroação.
5.3 O que a supervisora analisa nos vídeos
| O que a supervisora observa | Exemplos de ajuste |
|---|---|
| Posicionamento físico da AT | "Você estava lateralizada, a criança não conseguia ver seu rosto. Fique sempre de frente." |
| Nível de motivação da atividade | "A criança desorganizou porque a atividade perdeu a motivação. Da próxima vez, troca antes de ela desengajar." |
| Suporte dado (nível correto?) | "Você fez por ela, deveria ter dado só o suporte parcial e deixado ela completar." |
| Fala e tom de voz | "O tom estava muito firme, a criança se fechou. Use o mesmo tom mas mais suave." |
| Reforço entregue no momento certo? | "O reforço demorou 3 segundos, precisa ser imediato para ela associar ao comportamento correto." |
6. Evolução diária no Neurosteps
A AT registra a evolução do atendimento no Neurosteps a cada dia de atuação.
O que registrar: o que foi trabalhado, como a criança respondeu, ocorrências relevantes, nível de suporte utilizado.
Padrão de preenchimento: seguir o modelo conforme POP-CLI-010.
7. Controle financeiro, relatório de atendimentos
1. A AT preenche o relatório de atendimentos (Anexo 1) com data e horário de cada sessão realizada.
8. Comunicação de ocorrências
| Passo | Quem | O que faz |
|---|---|---|
| 1 | AT | Identifica a ocorrência (crise, marca no corpo, comportamento novo, intercorrência). |
| 2 | AT | Entra em contato com a supervisora: WhatsApp ou ligação imediata. |
| 3 | Supervisora | Avalia a situação, decide como a informação será repassada aos responsáveis, em qual momento e com qual estratégia. |
| 4 | Supervisora | Repassa a informação ao responsável via grupo do paciente. |
| 5 | AT | Aguarda orientação da supervisora para ajustar a conduta. |
Suporte em tempo real, supervisora de prontidão:
A supervisora fica disponível para atender a AT em campo por WhatsApp ou videochamada.
A AT pode pedir ajuda em qualquer momento: "não estou conseguindo manejar" é um relato legítimo e esperado.
Pedir ajuda não é fraqueza, é profissionalismo.
9. Quadro ABC em campo
A AT preenche o Quadro ABC sempre que a criança apresentar comportamento inesperado, interferente, autolesivo, heterolesivo ou socialmente inaceitável. Também pode ser usado para medir comportamentos adequados que se quer aumentar.
| Campo | O que registrar | Exemplo |
|---|---|---|
| A: Antecedente | O que aconteceu imediatamente ANTES do comportamento | Professora pediu que guardasse o material |
| B: Comportamento | O que a criança fez, topografia exata | Jogou o estojo no chão, gritou e começou a se bater na cabeça |
| C: Consequência | O que aconteceu DEPOIS, resposta do ambiente | AT retirou a criança da sala, levou ao banheiro. Criança se regulou em 10 minutos. |
Preencher logo após a ocorrência, enquanto os detalhes ainda estão frescos.
Salvar no Drive do paciente para discussão em supervisão.
10. Condutas em situações de crise
| Tipo de crise | Conduta padrão |
|---|---|
| Desorganização leve (agitação, recusa, birra) | Redirecionar para outro ambiente ou atividade. Usar reforçadores identificados. Reduzir a demanda temporariamente. NÃO ceder ao comportamento como função de fuga. |
| Desorganização intensa (grito, choro prolongado, autoagressão leve) | Afastar de superfícies de risco. Manter neutralidade. Aguardar janela de regulação. Estratégias específicas definidas em supervisão para aquele paciente. |
| Heteroagressão (bater, morder, cuspir em terceiros) | Afastar as partes. Não usar contenção sem PCM. Comunicar supervisora imediatamente. Registrar no Quadro ABC. |
| Crise grave com risco de autolesão intensa (paciente grande, nível 3) | Manejo de imobilização no chão SOMENTE com certificação PCM vigente. Sem PCM: afastar de superfícies perigosas e acionar supervisora por ligação imediata. |
⚠️ Estratégias específicas de crise para cada paciente são definidas em supervisão e podem variar. Para cada paciente haverá um plano específico. Nunca improvisar em crise sem ter sido orientada em supervisão.
11. Limites de autonomia da AT
| ✔ A AT FAZ | ✗ A AT NÃO FAZ |
|---|---|
| Aplica as metas definidas em supervisão | Define metas por conta própria |
| Usa as estratégias de manejo definidas para aquele paciente | Cria estratégias novas sem consultar a supervisora |
| Filma e registra para trazer à supervisão | Toma decisões clínicas baseadas apenas nos vídeos |
| Pede suporte à supervisora em tempo real | Resolve situações complexas sozinha sem comunicar |
| Repassa informações ao grupo do paciente, após falar com a supervisora | Posta ocorrências no grupo sem falar com a supervisora antes |
| Coleta assinatura do responsável para o controle financeiro | Valida ou contesta atendimentos sem passar pela supervisora |
| Faz manejo de crise com as estratégias definidas para o paciente | Aplica contenção física sem certificação PCM vigente |
| Participa da supervisão semanal e traz dúvidas e vídeos | Participa de reuniões escolares ou toma decisões com a escola |
Anexo 1
Relatório de Atendimentos da AT, planilha de controle com data, horário e assinatura do responsável por sessão realizada. O relatório deverá ser enviado para supervisão digitalizado.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Criação de Vínculo com o Paciente
Etapa clínica obrigatória antes de qualquer intervenção estruturada, a base do tratamento.
1. Objetivo
Estabelecer o processo de criação de vínculo entre terapeuta e paciente como etapa clínica obrigatória antes de qualquer intervenção estruturada. O vínculo é a base do tratamento, sem ele, a criança não aceita demanda, não responde às estratégias e não evolui.
2. O que é vínculo, e por que ele vem antes de tudo
Para uma criança atípica, todo terapeuta é um estranho. Ela não tem obrigação de responder a alguém que ela não conhece, não confia e com quem não tem história. O vínculo é o processo de construir essa confiança, de se tornar alguém motivador para aquela criança.
Vínculo não é simpatia, é ser um reforçador para a criança. Quando ela escolhe estar perto de você, te busca, te puxa, te mostra coisas, você virou alguém valioso para ela. Só então ela aceita uma demanda sua.
O objetivo do vínculo é que a criança:
Confie no terapeuta como um adulto seguro e previsível
Associe o terapeuta a experiências positivas e reforçadoras
Aceite a presença do terapeuta sem resistência, fuga ou crise
Passe a solicitar ao terapeuta o que deseja, de forma funcional
Tolere demandas e frustrações com mais facilidade quando vêm do terapeuta
3. Quando o processo de vínculo ocorre
| Situação | O que acontece |
|---|---|
| Primeiro atendimento de um novo paciente | A primeira sessão é inteiramente dedicada ao vínculo. Nenhuma meta é trabalhada. O terapeuta observa e engaja. |
| Troca de terapeuta (qualquer especialidade) | Mesmo que o paciente já tenha vínculo com outro profissional, o novo terapeuta começa do zero no processo de vínculo. |
| Retorno após longa ausência | Se a criança ficou sem atendimento por período prolongado, o terapeuta retoma com sessões de reconexão antes de exigir metas. |
| AT em novo ambiente (escola/domicílio) | A AT segue o mesmo protocolo: observação → vínculo → manejo. Não intervém antes de criar conexão. |
O vínculo não tem tempo fixo. Há crianças onde ele acontece na primeira sessão. Há casos que levaram dois meses. O terapeuta avalia usando os indicadores da seção 6.
4. Preparação antes da primeira sessão
O vínculo começa antes de a criança entrar pela porta. O terapeuta precisa se preparar para aquela criança específica.
Passo 1: Ler a anamnese antes da sessão
A recepção envia a anamnese ao terapeuta via WhatsApp logo após a anamnese ser realizada e a designação ser feita pela supervisão.
O terapeuta lê a anamnese completa antes do primeiro encontro com o paciente, sem exceção.
Atentar especialmente para: diagnóstico, nível de suporte, queixa principal da família, histórico de terapias anteriores e, acima de tudo, a lista de reforçadores.
O que é a lista de reforçadores: objetos, atividades e estímulos de alta preferência da criança, o que ela adora, o que chama a atenção dela, o que ela vai atrás. Com crianças atípicas, o hiperfoco em determinados temas ou objetos é a porta de entrada para o vínculo.
Exemplos de reforçadores comuns:
Brinquedos específicos (carrinho, dinossauro, boneca, blocos de montar)
Personagens e temas (Divertidamente, Super-Heróis, animais, músicas)
Atividades sensoriais (balançar, pular, girar, texturas específicas)
Alimentos de preferência (quando autorizado pela família)
Vídeos, músicas ou sons específicos
O que não fazer: chegar na primeira sessão sem ter lido a anamnese; usar materiais genéricos sem saber o que motiva aquela criança.
Passo 2: Preparar o ambiente e os materiais
Com base nos reforçadores identificados na anamnese, separar materiais e atividades específicos para aquela criança.
O ambiente deve estar preparado antes de a criança entrar, não buscar materiais no meio da sessão. Para novos impressos, encaminhar à recepção até às 16h do dia anterior; ficam disponíveis no dia seguinte pela manhã.
Deixar o espaço aberto e sem demanda estruturada: a sessão de vínculo não tem cartão de rotina, não tem atividade programada em sequência.
ℹ️ Princípio: o terapeuta se adapta ao mundo da criança, não o contrário.
5. A sessão de vínculo, como conduzir na prática
Fase 1: Observação (início da sessão)
Nos primeiros minutos: observar. Ver como a criança se movimenta no espaço, o que ela explora, como ela reage à presença do terapeuta.
Não fazer demanda, não pedir nada, não direcionar. Apenas estar presente.
Posicionar-se no nível da criança, sentar no chão junto com ela quando ela for para o chão.
O que observar: como ela reage ao espaço (explora livremente, fica parada, foge para a porta?); como ela reage ao terapeuta (ignora, olha de longe, se aproxima, evita?); o que ela escolhe espontaneamente; nível de tolerância à proximidade física.
Fase 2: Engajamento no interesse da criança
Entrar no jogo da criança, no que ela está fazendo, não no que o terapeuta quer que ela faça.
Se ela está empurrando carrinhos pelo chão: sentar no chão e empurrar carrinhos junto.
Se ela está girando objetos: observar junto, comentar com entusiasmo, imitar o que ela faz.
Se ela está num canto em silêncio: ficar perto sem invadir, com calma e sem pressão.
Como ser motivador:
Tom de voz animado e positivo, sem forçar
Sorrir genuinamente quando a criança faz algo
Imitar o que a criança faz, a imitação é uma das formas mais poderosas de criar conexão com crianças com TEA
Oferecer o reforçador de forma generosa, sem pedir nada em troca ainda
Celebrar o mínimo contato: olhar, sorriso, toque leve
O que não fazer: forçar contato físico; fazer perguntas em excesso; introduzir demanda ou atividade estruturada antes do vínculo estar estabelecido; tirar da criança o objeto que ela está usando para redirecionar; demonstrar frustração quando a criança não responde.
Fase 3: Inserção gradual do terapeuta como parte da brincadeira
Quando a criança já tolera a presença do terapeuta: começar a inserir o terapeuta como parceiro da brincadeira, não como condutor.
Oferecer e receber: dar o carrinho pra ela, ela devolve (ou não). Celebrar qualquer troca de turno, por menor que seja.
Começar a nomear o que acontece: 'Que legal! Você empurrou o carrinho!', sem exigência de resposta.
Usar o reforçador como moeda de aproximação: o terapeuta que dá o que a criança mais gosta vira alguém valioso.
Sinal de progresso nesta fase: a criança entrega algo para o terapeuta espontaneamente; a criança olha para o terapeuta durante a brincadeira; a criança tolera o terapeuta sentado do lado sem tentar se afastar.
6. Indicadores de vínculo estabelecido
O vínculo não é declarado pelo terapeuta, ele é demonstrado pela criança. Os indicadores abaixo são os sinais que mostram que a criança já tem uma conexão real com o terapeuta.
O terapeuta avalia esses indicadores ao longo das sessões e comunica à supervisora quando identifica que o vínculo está estabelecido. Só então as metas terapêuticas formais são iniciadas.
| Nível | Indicador | O que significa |
|---|---|---|
| 1 | A criança tolera a presença do terapeuta sem resistência ou fuga | Aceitação básica, o terapeuta não é mais percebido como ameaça |
| 1 | A criança aceita o reforçador oferecido pelo terapeuta | Início de associação positiva, terapeuta = algo bom |
| 2 | A criança olha para o terapeuta durante a brincadeira | Atenção compartilhada emergindo, base da comunicação |
| 2 | A criança entrega espontaneamente algo para o terapeuta | Início de troca de turno, reconhece o terapeuta como parceiro |
| 2 | A criança busca o terapeuta no espaço, se aproxima por conta própria | Conexão real, o terapeuta virou algo de valor para ela |
| 3 | A criança puxa o terapeuta pelo braço ou pela mão para mostrar algo | Comunicação funcional emergindo, ela quer compartilhar com você |
| 3 | A criança solicita ao terapeuta o que deseja, pelo gesto, comunicador ou fala | Vínculo estabelecido, você virou reforçador. Ela usa você para conseguir o que quer. |
| 3 | A criança fala com carinho do terapeuta em casa, a família relata | Vínculo consolidado, o terapeuta tem presença afetiva mesmo fora da sessão |
| 3 | A criança demonstra alegria visível na chegada ao terapeuta | Vínculo pleno, a criança antecipa a experiência positiva que o terapeuta representa |
⚠️ O terapeuta não avança para metas estruturadas antes de observar pelo menos os indicadores de nível 2 de forma consistente por duas ou mais sessões. Avançar antes fragiliza o processo e pode gerar resistência.
7. Tempo de vínculo, o que esperar
| Perfil da criança | Tempo médio de vínculo | O que influencia |
|---|---|---|
| Nível de suporte 1, maior autonomia | 1 a 4 sessões | Linguagem presente, maior abertura social, facilidade de criar conexão |
| Nível de suporte 2, médio | 2 a 8 sessões | Varia conforme histórico terapêutico anterior e reforçadores disponíveis |
| Nível de suporte 3, severo | 4 semanas a 2 meses | Comunicação reduzida, histórico de experiências negativas, hipersensibilidade sensorial |
| Qualquer nível, ruptura medicamentosa ou crise emocional | Reinicia parcialmente | Desregulação intensa pode fragilizar o vínculo estabelecido, retomar com cuidado |
8. Comunicação com a supervisora durante o vínculo
O terapeuta relata à supervisora o progresso do vínculo em cada supervisão semanal.
Se o vínculo estiver demorando mais do que o esperado para o perfil da criança: discutir em supervisão para ajustar estratégias.
Se houver regressão do vínculo (criança que estava próxima passa a fugir ou resistir): comunicar imediatamente, pode indicar mudança de medicação, evento familiar ou experiência negativa.
A supervisora define, junto com o terapeuta, o momento de transição do vínculo para as metas formais.
9. Comunicação com a família durante o vínculo
A família precisa entender que as primeiras sessões são intencionalmente abertas, e que isso é terapêutico, não uma perda de tempo.
Na devolutiva das primeiras sessões: explicar à família o que é vínculo e por que ele precede as metas.
Usar linguagem acessível: "Estamos construindo a confiança dele comigo. Quando ele me ver como alguém seguro e divertido, vai aceitar muito melhor o que a gente propõe."
Compartilhar os indicadores de progresso com a família.
Nunca prometer um prazo fixo para o vínculo, cada criança tem seu tempo.
Pedir à família informações novas que possam ajudar: "Tem alguma coisa nova que ele descobriu que gosta?"
10. Evolução no Neurosteps
As sessões com foco na criação de vínculo também devem ser evoluídas no Neurosteps, conforme POP-CLI-010.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Gerenciamento de Crise
Identificação, manejo, regulação sensorial e registro de crises em qualquer ambiente de atendimento.
1. Objetivo
Padronizar a identificação, o manejo e o registro de crises de pacientes com TEA em todos os ambientes de atendimento da Clínica Transformação, garantindo a segurança do paciente e do profissional, a aplicação das estratégias corretas e o registro adequado para continuidade do cuidado.
2. Definição e diferença de comportamento disruptivo
Crise é uma desorganização emocional e/ou sensorial muito intensa em que a criança entra em loop de comportamento e não consegue voltar sozinha. Na maioria dos casos em TEA a causa é sensorial, um estímulo que sobrecarregou o sistema nervoso da criança.
| Comportamento disruptivo (NÃO é crise) | Crise (É crise) |
|---|---|
| Criança para o comportamento quando você tenta intervir | Criança não para, continua intensamente mesmo com intervenção |
| Criança dá sinais de atenção para o terapeuta | Criança não responde a chamados, olhares ou fala |
| Comportamento cessa com redirecionamento | Comportamento não cede com redirecionamento simples |
| Duração curta, segundos a poucos minutos | Duração variável, pode durar de minutos a mais de 1 hora |
| Risco baixo de autolesão ou heterolesão | Risco real de a criança se machucar ou machucar outra pessoa |
⚠️ Quando há dúvida se é crise ou comportamento: agir como se fosse crise. É melhor intervir desnecessariamente do que deixar a criança se machucar.
3. Antecedentes comuns de crise
Identificar o antecedente é o primeiro passo do manejo, ele indica o que causou a crise e orienta a estratégia de regulação.
| Antecedente | O que aconteceu | Estratégia inicial |
|---|---|---|
| Sobrecarga sensorial | Estímulo (som, luz, toque, cheiro) ultrapassou o limite da criança | Eliminar imediatamente o estímulo. Reduzir luz, som, movimento no ambiente. |
| Fuga de demanda | Atividade exigiu além do que a criança conseguia naquele momento | Retirar a demanda. Oferecer atividade de alta probabilidade (que ela já domina). |
| Item ou atividade negada | Criança não recebeu o que queria (celular, brinquedo, alimento) | Não ceder ao comportamento. Manter neutralidade. Oferecer alternativa motivadora. |
| Ruptura de rotina | Algo diferente do esperado aconteceu (terapeuta diferente, sala diferente, ordem mudou) | Usar comunicador ou recurso visual para antecipar o que vem. Dar previsibilidade. |
| Mudança de medicação | Medicação foi trocada, aumentada ou suspensa | Registrar no Neurosteps. Comunicar supervisora. Sessão com baixa demanda. |
| Sono inadequado | Criança não dormiu bem, hiperirritabilidade generalizada | Reduzir demanda. Sessão de regulação sensorial leve. Registrar e comunicar à família. |
| Causa desconhecida | Criança chegou desorganizada sem antecedente identificado | Registrar como desconhecido. Contatar família para identificar evento externo. |
4. Protocolo de manejo, passo a passo
O manejo começa sempre pela segurança. Antes de qualquer estratégia de regulação: garantir que a criança não está em risco de se machucar ou machucar outra pessoa.
Passo 1: Segurança imediata
1. Afastar a criança de superfícies perigosas: quinas, vidros, objetos pontiagudos, janelas.
Passo 2: Identificar o antecedente
5. O que estava acontecendo imediatamente antes?
Passo 3: Reduzir os estímulos do ambiente
8. Baixar a luz do ambiente, iluminação intensa pode intensificar a crise.
Princípio: menos estímulo → mais espaço para o sistema nervoso da criança se reorganizar.
Passo 4: Ofertar o input regulatório
Com base no comportamento da criança e no perfil sensorial conhecido, oferecer o input que ela precisa. Ver seção 5 para estratégias por tipo de busca sensorial.
12. Observar o comportamento da criança → identificar qual busca sensorial está ativa → oferecer o input correspondente.
Passo 5: Aguardar a janela de regulação
A crise tem uma curva natural: escalada → pico → descida. O terapeuta precisa atravessar o pico com segurança e esperar a descida.
16. Manter o input regulatório enquanto a intensidade estiver alta.
5. Estratégias de regulação sensorial, por tipo de busca
Não existe estratégia universal. O terapeuta observa o que a criança está fazendo durante a crise para identificar qual sistema sensorial está desorganizado e oferece o input correspondente.
| Sinal observado na crise | Sistema sensorial envolvido | Estratégias a oferecer |
|---|---|---|
| Criança foge da luz, cobre os olhos, fica em canto escuro | Visual, hipersensibilidade | Baixar a luz. Retirar estímulos visuais. Ambiente mais neutro. |
| Criança tapa os ouvidos, grita, agitação com sons | Auditivo, hipersensibilidade | Reduzir ruído. Fechar portas. Oferecer abafador. Ruído branco suave. |
| Criança bate as mãos no chão, em superfícies duras | Tátil, busca de input tátil intenso | Tato profundo, massagem firme. Massageador vibratório. Superfície texturizada. |
| Criança bate a cabeça, joga o corpo no chão, pede colo | Proprioceptivo, busca de pressão profunda | Embalar no colo. Compressão com colete de pressão. Abraço firme (se aceitar). Lycra. |
| Criança gira, balança, não para quieta | Vestibular, busca de movimento | Rede/balanço. Pula-pula. Rolar no chão. Balançar no colo. |
| Criança morde objetos, leva tudo à boca | Oral, busca de input oral | Mordedor de borracha firme. Alimento de textura consistente (se autorizado). Canudo. |
| Criança faz estereotipia intensa (girar objeto, alinhar) | Regulação por hiperfoco | Oferecer o objeto de hiperfoco. Lego, carrinhos, qualquer item de alta preferência. |
| Criança busca água, vai para o banheiro, molha as mãos | Regulação por estímulo aquático | Levar ao banheiro. Deixar lavar as mãos ou brincar com água (quando seguro). |
ℹ️ O perfil sensorial de cada paciente está descrito nas evoluções do Neurosteps e é fornecido pela terapia ocupacional. Sempre consultar antes de atender uma criança nova ou de retornar após ausência.
6.1 Dentro da clínica
| Quem | O que faz |
|---|---|
| Terapeuta da sessão | Inicia o manejo imediatamente. Aciona apoio via WhatsApp: áudio ou mensagem para a supervisora. |
| AT volante | Circula pela clínica durante os atendimentos. Ao ouvir ruído de crise: entra para apoiar. Pode auxiliar no manejo, sem contenção física sem PCM. |
| Supervisora | Assume o manejo nos casos mais intensos. É quem mais frequentemente regula a criança em crises graves. Orienta o terapeuta na conduta. |
| Profissional com PCM vigente | Único autorizado a realizar contenção física quando necessário. Verificar mensalmente quem está com certificação ativa. |
O terapeuta nunca deve ficar sozinho em uma crise grave. Se não houver resposta da supervisora imediatamente: acionar recepção ou qualquer outro profissional disponível na clínica.
6.2 Em campo, escola ou domicílio (AT)
| Situação | Conduta |
|---|---|
| Crise manejável | AT aplica as estratégias definidas em supervisão para aquele paciente. Registra no Neurosteps e informa a supervisora após o atendimento. |
| Crise intensa: AT não consegue manejar sozinha | Ligar imediatamente para a supervisora. Supervisora orienta em tempo real por ligação ou videochamada. |
| Risco real à integridade física | Acionar a escola ou responsável para ajuda imediata. Supervisora permanece na linha até a situação ser controlada. |
| Contenção física necessária | SOMENTE com PCM vigente. AT sem PCM: apenas afastar de superfícies perigosas e aguardar apoio. |
7. Contenção física, regras do PCM
Contenção física SOMENTE por profissional com certificação PCM (Gerenciamento de Comportamento Positivo) vigente. Certificação vence anualmente. Verificar ativamente quem está habilitado.
O que é contenção, e o que não é
| ✔ Qualquer profissional pode fazer | ✗ Apenas profissional com PCM vigente |
|---|---|
| Afastar a criança de superfícies perigosas | Imobilização técnica no chão |
| Bloquear objetos que a criança vai jogar | Contenção de membros superiores e inferiores |
| Oferecer input regulatório (massagem, balanço) | Qualquer técnica de restrição de movimento |
| Manter neutralidade e aguardar regulação | Segurar a criança contra a vontade dela por tempo prolongado |
Pai assina termo de autorização para aplicação de PCM no momento da anamnese, especialmente para pacientes nível 3 de suporte.
Sem autorização assinada: não é possível aplicar PCM, mesmo com certificação.
8. Registro obrigatório no Neurosteps após crise
O registro da crise é essencial para a continuidade do cuidado. Um terapeuta novo que assumir o caso precisa ser capaz de ler as evoluções e entender como aquela criança se regula.
| Campo obrigatório | O que registrar |
|---|---|
| Antecedente | O que aconteceu imediatamente antes da crise, o gatilho identificado |
| Comportamento | O que a criança fez durante a crise, topografia exata (bateu a cabeça, gritou, mordeu, jogou objetos) |
| Duração | Quanto tempo durou a crise, do início ao momento em que a criança se regulou |
| Estratégias tentadas | O que foi feito para regular, na ordem em que foi tentado |
| O que funcionou | Qual estratégia foi eficaz para aquela criança naquele dia |
| O que NÃO funcionou | Estratégias que não surtiram efeito, evitar repetir sem reorientação da supervisora |
| Retorno ao atendimento | A criança conseguiu voltar à sessão após a regulação? Com qual tipo de atividade? |
| Quem apoiou o manejo | Nome dos profissionais que entraram para ajudar |
| PCM aplicado? | Sim ou Não. Se sim: por quem e qual técnica |
⚠️ Registrar no Neurosteps em até 72 horas. Para crises com PCM aplicado ou lesão física: registrar no mesmo dia, antes de sair da clínica.
9. Alinhamento com a Terapia Ocupacional
A Terapia Ocupacional é o setor responsável pelo mapeamento do perfil sensorial de cada paciente, e esse mapeamento é a base das estratégias de regulação em crise.
Toda criança com histórico de crises frequentes deve passar por avaliação com a TO para mapeamento do perfil sensorial.
Após a avaliação: a TO fornece à supervisora as estratégias de regulação específicas para aquele paciente.
A supervisora registra essas estratégias no Neurosteps e repassa aos terapeutas via grupo do paciente.
Quando uma crise acontece e a estratégia habitual não funciona: comunicar à supervisora para alinhamento com a TO antes da próxima sessão.
O perfil sensorial deve ser atualizado quando houver: mudança de medicação, evento significativo na vida da criança, ou mudança no padrão de crises.
10.1 Crise muito prolongada, acima de 1 hora
Acionar a supervisora imediatamente se a crise ultrapassar 30 minutos sem sinais de descida.
A supervisora avalia se é necessário acionar os responsáveis para buscar o paciente.
Nunca dispensar o paciente em crise sem que ele esteja regulado o suficiente para uma transição segura.
Registrar em detalhes no Neurosteps, crise prolongada pode indicar mudança de medicação ou evento externo significativo.
10.2 Adolescentes e pacientes de maior porte físico
Para adolescentes nível 3 de suporte: a clínica está expandindo o número de profissionais com certificação PCM para atender essa demanda.
Nunca atender adolescente nível 3 sem um segundo profissional na clínica em condições de apoiar.
Posicionamento técnico do PCM para pacientes grandes: imobilização no chão com proteção de cabeça, somente por quem tem certificação vigente.
10.3 Crise na presença do responsável
Manter o responsável informado mas em local seguro, ele não deve intervir sem orientação.
Explicar brevemente o que está sendo feito: "Estou tentando regular o sistema sensorial dele, vou precisar de alguns minutos com ele."
Nunca realizar a devolutiva sobre a crise imediatamente após o evento, aguardar a criança se regular e o próprio terapeuta se recuperar antes de conversar com o responsável.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Devolução de Metas para Responsáveis
Preparação, condução e registro da reunião de devolução de metas terapêuticas, com foco em manter a família engajada e esperançosa.
1. Objetivo
Padronizar o processo de preparação, condução e registro da reunião de devolução de metas terapêuticas para os responsáveis, garantindo que a família compreenda o que está sendo trabalhado, participe do plano terapêutico e saia da reunião informada, engajada e esperançosa com a evolução da criança.
2. Visão geral do processo
| Etapa | Nome | O que acontece |
|---|---|---|
| 1 | Coleta de metas | Supervisora solicita relatório de fechamento a todos os terapeutas (~15 dias antes da reunião). |
| 2 | Revisão e ajuste | Supervisora revisa as novas metas propostas por cada especialidade e alinha pessoalmente com os terapeutas, caso necessário. |
| 3 | Investigação prévia | Supervisora coleta informações sobre o paciente nas orientações parentais semanais antes da reunião formal (entender se alguma meta descrita pelo terapeuta já foi alcançada em casa). |
| 4 | Condução da reunião | Supervisora apresenta as metas de cada especialidade com justificativa clínica ligada ao cotidiano da família. |
| 5 | Assentimento da família | Família valida o plano. Recebe o documento pelo WhatsApp. |
| 6 | Registro | Relatório de metas arquivado no Drive do paciente e lançado no Neurosteps pela supervisão. |
3. Preparação da reunião, o que a supervisora faz antes
Passo 1: Solicitar o relatório de fechamento aos terapeutas
Com aproximadamente 15 dias de antecedência, a supervisora solicita a todos os terapeutas que atendem aquele paciente, via grupo do WhatsApp, o relatório com metas propostas para o próximo ciclo, com critério de desempenho claro.
ℹ️ Prazo: todos os terapeutas devem enviar até 5 dias antes da reunião, para que a supervisora tenha tempo de revisar e alinhar.
Passo 2: Revisar e ajustar as metas
A supervisora revisa cada meta proposta e avalia se está adequada ao nível atual da criança:
A meta está alcançável dentro de 3-4 meses? Se não: reduzir o critério ou recortar em passos menores.
A meta está muito abaixo do que a criança já faz? Se sim: aumentar o nível de exigência.
A meta está alinhada com as metas das outras especialidades?
Como a supervisora alinha com o terapeuta: presencialmente. Evitar apenas mensagem de WhatsApp para não dar a impressão de interferência no trabalho técnico do terapeuta. Ex.: "O que você acha de trocar para 'sem apoio visual'?, aqui você sugere, ele que decide."
Metas devem ser sempre recortadas em passos pequenos e alcançáveis. Ex.: amarrar o cadarço = 4 metas separadas: (1) colocar o pé no tênis, (2) puxar a língua, (3) dar um nó, (4) manipular os dois cadarços ao mesmo tempo.
Passo 3: Investigar previamente nas orientações parentais
Antes da reunião formal, a supervisora usa as orientações parentais semanais para coletar informações que evitam surpresas na reunião:
Perguntar como está a criança em casa em relação às habilidades que são metas.
Se a criança já faz algo em casa que é uma meta: sinalizar ao terapeuta para ajustar o critério da meta.
Identificar demandas novas da família que podem virar metas no próximo ciclo.
4. Estrutura do relatório de metas
O relatório de metas é o material que a supervisora usa para conduzir a reunião. Cada seção corresponde a uma especialidade que a criança frequenta.
| Seção | O que contém |
|---|---|
| Introdução | Apresenta o documento. Informa que as metas foram definidas por setor e profissional responsável. |
| Por especialidade (3-4 metas) | Nome da habilidade + critério de desempenho mensurável + justificativa clínica ligada ao cotidiano da família. |
| Plano ABA | Metas incidentais que a AT aplica no dia a dia, alinhadas com as metas da TO, fono e demais especialidades. |
| Orientação aos responsáveis | Como a família participa: o que reforçar em casa, o que observar, como relatar para a equipe. |
| Assentimento | Espaço para a família validar o plano. Responsável que não veio: recebe o documento e retorna pelo WhatsApp. |
ℹ️ Cada meta precisa ter uma justificativa ligada ao dia a dia da família, não apenas o nome técnico. A família precisa entender PARA QUÊ aquela habilidade está sendo trabalhada. Ex.: "trabalhamos equilíbrio dinâmico porque ele tende a cair quando corre em caminho mais longo, algo que você pontuou na anamnese."
5. Condução da reunião, como apresentar as metas
O tom da reunião de metas é o mesmo da devolutiva (POP-CLI-004): sempre positivo, com esperança, mostrando progresso real. Esses responsáveis carregam um peso enorme, se a reunião traz só o que a criança não faz, o engajamento cai.
Abertura, conversa informal
Perguntar sobre consulta médica recente, novidades da escola, como a criança está em casa.
Esse momento cria conexão e também coleta informações que podem complementar a avaliação das metas.
Mover para sala mais privada se necessário.
Apresentação de cada meta
Nome da habilidade, o que será trabalhado.
Critério de desempenho, como sabemos que foi alcançado ("capaz de caminhar 2m sem apoio enquanto carrega objeto").
Justificativa clínica ligada ao cotidiano: POR QUÊ essa meta importa para o dia a dia daquela criança e família.
Metas do ciclo anterior, como tratar
Meta alcançada:
Confirmar com a família: "Vocês já percebem isso em casa?", valida a evolução com o cotidiano deles.
Celebrar brevemente e informar que uma nova meta foi criada para avançar a partir desse ponto.
Meta não alcançada:
Mostrar o progresso parcial com linguagem positiva, nunca apresentar como fracasso.
Explicar o que foi feito e o que será ajustado na estratégia.
Nunca culpar a criança ou a família pela meta não alcançada.
Encerramento, abrir para a família
Perguntar se a família tem demandas de casa que poderiam virar metas.
Reforçar a importância da participação da família.
Se o outro responsável não esteve presente: "Passa pra ele ver o documento, se tiver alguma sugestão você me manda pelo WhatsApp que eu alinho com os terapeutas."
Encerrar com frase positiva sobre a evolução da criança e o plano à frente.
6.1 Quem define
Cada terapeuta define as metas do seu setor, com base na avaliação clínica e nas observações das sessões.
A supervisora revisa e pode sugerir ajustes, sempre com diálogo com o terapeuta, nunca de forma impositiva.
A família pode sugerir demandas, que são avaliadas pela equipe para possível inclusão.
6.2 Critérios para uma boa meta
| Critério | Como aplicar |
|---|---|
| Alcançável | A meta deve ser possível de ser alcançada dentro de 3-4 meses. Se não for: recortar em passos menores. |
| Mensurável | Deve ter critério claro de sucesso: "capaz de fazer X em Y tentativas sem apoio", não apenas "melhorar". |
| Funcional | Deve ter impacto na vida real da criança, não apenas em consultório. |
| Recortada | Habilidades complexas devem ser divididas em sub-habilidades. Cada passo = uma meta. |
| Alinhada entre setores | Quando possível, as metas de especialidades diferentes se complementam e reforçam uma a outra. |
6.3 Metas repetidas e metas novas
Meta alcançada: criar nova meta que avança a partir do ponto conquistado.
Meta não alcançada: repetir no próximo ciclo. Não deixar a meta "em aberto" sem ação, ajustar a estratégia e manter.
No Neurosteps: a meta não alcançada permanece com o percentual atingido. Uma nova data é criada para o próximo ciclo.
Se a criança alcançar todas as metas antes do prazo: terapeuta comunica imediatamente à supervisora e a reunião é antecipada.
7. Acesso da família ao Neurosteps
Os responsáveis têm acesso ao Neurosteps, onde podem acompanhar gráficos de evolução de cada meta, registros de quando a avaliação foi feita e a porcentagem de desempenho da criança em cada objetivo.
A família que acompanha o Neurosteps chega à reunião mais informada e faz perguntas mais assertivas.
A reunião de metas complementa o que a família vê no Neurosteps, contextualizando os dados com linguagem acessível e justificativa clínica.
Dados do Neurosteps servem como base para a supervisora preparar a reunião, especialmente para identificar metas com baixo desempenho.
8. Registro e arquivamento
1. O relatório de metas é arquivado no Drive do paciente ao final da reunião.
9.1 Responsável que não pode comparecer
Enviar o documento de metas pelo WhatsApp após a reunião.
Solicitar retorno do responsável ausente com qualquer sugestão ou dúvida.
Se o responsável ausente for o tomador de decisão principal: adiar a reunião se possível ou realizar reunião complementar quando ele puder.
9.2 Meta contestada pela família
Escutar sem defensividade, a família tem perspectiva legítima sobre a criança.
Explicar a justificativa clínica com exemplos concretos do dia a dia.
Se a contestação fizer sentido: levar para o terapeuta do setor e alinhar ajuste.
Nunca alterar uma meta na reunião sem consultar o terapeuta responsável primeiro.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Orientação Parental
Reunião semanal de alinhamento técnico com os responsáveis, formação do responsável como co-terapeuta, sem virar suporte emocional.
1. Objetivo
Padronizar a condução da reunião de orientação parental, garantindo que o responsável receba orientação técnica clara sobre o manejo em casa, compreenda os registros que deve manter, desenvolva pensamento analítico sobre o comportamento da criança e seja tratado como parte ativa e responsável do tratamento, sem que a reunião se torne suporte emocional ou substituição de psicoterapia.
A orientação parental é uma das ferramentas mais poderosas do tratamento. O que acontece dentro do consultório representa poucos minutos da semana da criança. O resto do tempo ela está com a família. Se a família não sabe manejar, o que foi conquistado em terapia não se generaliza.
2. O que é orientação parental, e o que ela não é
| Orientação parental É | Orientação parental NÃO é |
|---|---|
| Espaço técnico de alinhamento de condutas em casa | Sessão de suporte emocional para o responsável |
| Revisão crítica dos registros e vídeos enviados | Espaço para a família desabafar sem limites |
| Ensino de estratégias de manejo e regulação | Psicoterapia do responsável |
| Cobrança com firmeza e carinho sobre os registros | Validação incondicional de tudo que a família faz |
| Formação do responsável como co-terapeuta | Transferência de responsabilidade clínica para a família |
ℹ️ A supervisora acolhe sem absorver. Oferece uma escuta breve quando o responsável traz questão emocional, encerra e redireciona. Se perceber que o responsável precisa de suporte psicológico próprio: indicar encaminhamento e não assumir esse papel.
3. Frequência por perfil do paciente
| Nível de suporte | Frequência da reunião | Registros obrigatórios | Intensidade da formação |
|---|---|---|---|
| TEA Nível 3, severo | Semanal | Sono + Comportamento + Quadro ABC | Alta, casos clínicos, exercícios semanais, revisão de vídeos |
| TEA Nível 2, moderado | Semanal | Sono + Comportamento + Quadro ABC (quando necessário) | Média, casos clínicos, exercícios semanais (se necessário), revisão de vídeos |
| TEA Nível 1, leve | Semanal | Conforme orientação da supervisão | Baixa, orientações pontuais, sem registros obrigatórios fixos |
| Outros diagnósticos | Semanal | Conforme orientação da supervisão | À depender de cada caso |
Independente do diagnóstico da criança ou quantidade de terapias realizadas, todos os responsáveis devem participar de orientação parental. Caso seja necessário, por questões financeiras da família ou agenda, a supervisão poderá aprovar reuniões quinzenais.
4. Registros que a família deve manter
Os registros são ferramentas clínicas. Sem eles, a supervisora trabalha às cegas sobre o que acontece em casa. A família deve compreender isso antes de começar a preencher.
| Registro | O que anotar | Para que serve |
|---|---|---|
| Diário do sono | Horário de dormir e acordar, despertares noturnos, intercorrências, qualidade geral | Identificar padrões de sono que impactam o comportamento diurno. Sono ruim = comportamento mais difícil no dia seguinte. |
| Relato de comportamento | O que aconteceu no dia, como a criança se comportou, como o responsável manejou | Permite à supervisora identificar padrões, retroalimentar o manejo e ajustar estratégias na reunião. |
| Quadro ABC | Antecedente + Comportamento + Consequência de episódios relevantes (crises, comportamentos interferentes, situações novas) | Análise funcional do comportamento, entender o que dispara e o que mantém cada comportamento da criança. |
Quando o registro não foi feito: a supervisora cobra com firmeza e sem julgamento. "Sem o registro trabalhamos em dados e não conseguimos te orientar da melhor forma."
5. Preparação da supervisora antes da reunião
Revisar os vídeos enviados pelo responsável no WhatsApp e Facebook desde a última reunião.
Abrir o Drive do paciente e verificar os registros: sono, comportamento e ABC. Identificar lacunas, inconsistências e pontos de destaque.
Identificar as pendências da reunião anterior: o que foi orientado? A família aplicou? Com qual resultado?
Preparar os exercícios ou casos clínicos que serão trabalhados na reunião.
Se houver informação nova dos terapeutas (via grupo do paciente): incorporar à reunião.
⚠️ A supervisora que chega à reunião sem ter revisado os registros e vídeos não consegue dar orientação assertiva. A preparação é obrigatória, mesmo que breve.
6. Estrutura da reunião, 4 blocos
Bloco 1: Revisão dos registros
Abrir o diário do sono: houve despertar noturno? Intercorrências? Como foi a qualidade?
Abrir o relato de comportamento: pedir que o responsável leia ou relate o que registrou. Analisar em tempo real.
Verificar o Quadro ABC: foi preenchido? Quantos episódios? Quais foram os antecedentes mais frequentes?
Oferecer retroação imediata: o que o responsável fez certo, o que pode melhorar, qual seria a conduta mais adequada.
Se o registro não foi feito: cobrar com firmeza e carinho, sem aceitar como normal. Perguntar o que impediu e remover a barreira.
Bloco 2: Revisão dos vídeos
Abrir os vídeos enviados no WhatsApp e Facebook desde a última reunião. Assistir junto com o responsável.
Para cada vídeo: identificar o que foi bem feito e o que pode melhorar.
O que observar nos vídeos: posicionamento do responsável/AT; nível de suporte oferecido; como está respondendo ao comportamento; recursos sensoriais disponíveis; o que a criança está comunicando com o comportamento.
Nunca focar só no erro, sempre mostrar o que funcionou junto com o que pode melhorar.
Bloco 3: Orientações da semana
Com base no que foi visto nos registros e vídeos: definir as orientações práticas para a semana.
Ser específico, não dar orientações genéricas. Cada orientação tem uma situação concreta à qual se aplica.
Checar se o responsável entendeu: pedir que repita com as próprias palavras ou demonstre como faria.
| Tema | Situação comum | Orientação padrão |
|---|---|---|
| Tela e tecnologia | Criança hiperestimulada pelo tablet/celular | Tablet = comunicação, não entretenimento. Retirar 30 min antes de dormir. Nunca retirar abruptamente, usar temporizador visual. |
| Transições | Criança chora ou recusa ao trocar de atividade | Temporizador visual. Avisar com recurso visual, não verbal repetitivo. Oferecer recurso regulatório após a transição. |
| Regulação sensorial | Criança busca estímulo de forma intensa (cuspe, morder, bater em superfícies) | Identificar o sistema sensorial envolvido. Oferecer alternativa regulatória ANTES da desorganização, não após. |
| Sono | Dificuldade para dormir, despertar noturno | Higiene do sono: reduzir tela à noite, baixar a luz, música suave, rotina previsível de deitar. |
| Atenção ao comportamento | Responsável cede ao comportamento interferente | Não dar atenção ≠ não manejar. Preservar integridade física sempre. Redirecionar sem contato visual nem fala reforçadora. |
| Família estendida | Avós ou outros cuidadores não seguem as orientações | Responsável é a porta-voz das orientações para toda a família. "A adulta da história é você." |
Encerrar o bloco com um resumo das 2-3 orientações principais da semana, em linguagem simples, e perguntar se o responsável tem alguma dúvida sobre como aplicar.
Bloco 4: Formação do responsável (quando necessário)
Quando a família não identifica um comportamento como problema, ou quando precisa desenvolver o pensamento analítico sobre o comportamento da criança, a supervisora usa casos clínicos para ensinar a lógica do comportamento ABA de forma prática.
Como funciona: apresentar 2-3 casos clínicos curtos (fictícios ou adaptados de livros) com antecedente, comportamento e consequência; pedir que o responsável identifique a função do comportamento; corrigir e explicar o raciocínio, sempre ligando ao comportamento do próprio filho.
| Caso | Antecedente | Comportamento | Consequência e função |
|---|---|---|---|
| 1 | Professora pediu atividade de escrita | Criança chorou, jogou o lápis, saiu da cadeira | Professora suspendeu a atividade → Fuga de demanda |
| 2 | Mãe ao telefone, criança sozinha | Criança gritou e puxou a roupa da mãe | Mãe desligou o telefone e conversou → Atenção |
| 3 | Avó recusou comprar biscoito | Criança se jogou no chão e chorou alto | Avó comprou o biscoito → Acesso a item tangível |
Quando usar este bloco: quando há comportamento novo que a família não identificou como problema; quando o responsável está cedendo ao comportamento sem perceber por quê; quando a família está pronta para avançar na formação.
7. Postura da supervisora, equilíbrio entre firmeza e acolhimento
| O que fazer | O que evitar |
|---|---|
| Cobrar os registros com firmeza e carinho | Ignorar a ausência dos registros ou aceitar como normal |
| Devolver a responsabilidade: "A adulta da história é você" | Assumir a responsabilidade pelo que a família deveria fazer |
| Escutar brevemente a questão emocional e redirecionar | Virar terapeuta do responsável, absorver a demanda emocional |
| Celebrar quando a família aplicou algo corretamente | Focar só no que não funcionou |
| Usar exemplos concretos do relato da própria família | Dar orientações genéricas sem conexão com a realidade daquela criança |
| Encerrar a reunião com 2-3 orientações claras para a semana | Encerrar sem orientação definida, família sai sem saber o que fazer |
ℹ️ Quando o responsável tem muita demanda emocional própria, e isso consome a reunião toda, é sinal de que ele precisa de suporte psicológico para si mesmo. Indicar encaminhamento e manter as reuniões de orientação parental focadas no manejo da criança.
8. Conceitos técnicos essenciais, como explicar à família
| Conceito técnico | Como explicar à família |
|---|---|
| Função do comportamento | "Quando ele joga o objeto no chão e você pega, ele aprendeu que jogar faz você interagir. A função é chamar atenção." |
| Reforço positivo inadvertido | "Toda vez que você cede depois da crise, você ensina que a crise funciona. Não é culpa sua, é automático. Mas precisa mudar." |
| Não dar atenção vs. não manejar | "Não dar atenção significa não fazer contato visual nem falar sobre o comportamento. Mas você pode e deve redirecionar o corpo dele para um lugar seguro, sem falar sobre o que ele está fazendo." |
| Hiperestimulação | "Quando ele fica muito tempo na tela, o cérebro dele recebe muito estímulo de graça. Quando você retira, ele entra em crise porque a queda de estimulação é brusca." |
| Regulação sensorial | "Quando ele fica girando, balançando ou buscando superfícies duras, ele está tentando se regular, o corpo está pedindo um input específico. Oferecer o input correto abrevia o processo." |
| Mouse Time (temporizador visual) | "É um temporizador visual, ele pode ver o tempo acabando. Muito mais eficaz do que avisar verbalmente, porque a criança vê concretamente quando vai acabar." |
| Generalização | "O que a gente trabalha aqui representa poucos minutos da semana dele. Se em casa não se faz o mesmo, a habilidade fica restrita ao consultório e não vira funcional para a vida." |
9. Encerramento da reunião
1. Resumir as 2-3 orientações principais definidas na reunião, em voz alta, de forma clara.
10.1 Responsável que não aplica as orientações repetidamente
Identificar a barreira real: não entendeu, não concorda, não tem condições práticas de aplicar, ou não tem apoio da família estendida.
Adaptar a orientação à realidade daquela família, orientação impossível de aplicar não adianta.
Comunicar à Diretora Clínica quando a situação comprometer o tratamento da criança.
10.2 Responsável que vira a reunião em desabafo
Escutar por no máximo 5 minutos. Oferecer uma fala de acolhimento breve.
Redirecionar com gentileza: "Eu entendo que está sendo muito difícil. Vamos usar esse nosso tempo para te dar ferramentas que podem tornar o dia a dia um pouco mais leve."
Se o padrão for recorrente: indicar encaminhamento para psicólogo próprio e registrar a recomendação.
10.3 Família estendida que não segue as orientações
Orientar o responsável principal a ser a porta-voz das condutas dentro de casa.
Se necessário e com concordância da família: incluir um familiar adicional na reunião de orientação.
Nunca contornar o responsável principal para falar diretamente com a família estendida.
10.4 Responsável que filma ao invés de manejar a crise
Abordar com firmeza e carinho na reunião: "Quando ele está em crise, seu trabalho é manejar, não documentar."
Explicar que o vídeo tem valor quando feito nos momentos certos, não durante a crise intensa.
Se o comportamento continuar: escalar para a Direção Clínica para abordagem com a família.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Evolução Clínica no Neurosteps
Padrão de registro de evoluções clínicas no Neurosteps, estrutura em 5 blocos, linguagem técnica e observável.
1. Objetivo
Padronizar o registro de evoluções clínicas no sistema Neurosteps, garantindo qualidade técnica dos registros, visibilidade para as famílias, consistência financeira e rastreabilidade clínica para toda a equipe.
2. Por que usar o sistema corretamente, impacto real
| Dimensão | O que acontece |
|---|---|
| Visibilidade para os pais | A plataforma é acessada pelas famílias. Tudo que o terapeuta registra reflete diretamente na percepção do seu trabalho e da clínica. |
| Faturamento e agenda | O sistema centraliza agenda e faturamento. Dados incorretos ou ausentes impactam diretamente os cálculos financeiros. Dados ausentes podem indicar que a sessão não foi realizada e não terão o valor repassado. |
| Se não preencher | Impacto profissional: seu nome estará associado ao registro. Impacto financeiro: o pagamento só é orçado com o atendimento registrado no sistema. |
⚠️ Usar o sistema é parte essencial do trabalho de cada terapeuta e AT. O registro é obrigatório.
3. Prazo e responsabilidade
Prazo máximo: 24 horas após o atendimento realizado.
Responsável pelo registro: o terapeuta ou AT que realizou o atendimento.
Registro em atraso: impede o cálculo financeiro e compromete o acompanhamento clínico pela supervisora.
Registro incompleto ou vago: é considerado inadequado mesmo dentro do prazo.
ATs: ao encerrar o atendimento, registrar imediatamente ou registrar antes de encerrar o expediente.
4. Estrutura da evolução clínica
A evolução deve ser escrita em linguagem técnica, com informações observáveis e mensuráveis. Não deve ser vaga ou genérica. As famílias têm acesso ao registro, ele representa você e a clínica.
Bloco 1: Estado geral de chegada
O que registrar: como o paciente chegou à sessão: estado geral, humor, nível de regulação, intercorrências antes do atendimento.
Exemplos: "Paciente comparece à sessão apresentando-se em estado geral preservado." / "Paciente chegou agitado, com relato da mãe de sono irregular na noite anterior." / "Paciente apresentou resistência inicial na entrada, necessitando de estratégia de regulação sensorial antes do início das atividades."
O que NÃO escrever: "Paciente bem" (vago demais); "Sessão normal" (não descreve nada); informações sobre a família que não têm relação com o atendimento.
Bloco 2: Atividades realizadas e habilidades trabalhadas
O que registrar: quais atividades foram realizadas na sessão e qual habilidade cada uma visava desenvolver. Usar a fórmula: ATIVIDADE + HABILIDADE.
Fórmula obrigatória: "Realizei [ATIVIDADE] com o objetivo de trabalhar [HABILIDADE]."
Exemplo: "Realizei atividade de quebra-cabeça em dupla com o objetivo de desenvolver tolerância à frustração e troca de turno."
Abordagens e estratégias, exemplos: ABA (Análise do Comportamento Aplicada), abordagem cognitivo-comportamental, ludoterapia, treino de habilidades sociais, Comunicação Alternativa Aumentativa (CA).
Bloco 3: Comportamentos observados
O que registrar: como o paciente se comportou durante a sessão, comportamentos observáveis, não interpretações. Descrever o que foi visto, não o que o terapeuta acha que a criança sentiu.
| Categoria | Exemplos |
|---|---|
| Adesão à sessão | Boa adesão (engajou com mínima mediação); resistência inicial (recusou no início, aceitou após estratégia de motivação); necessidade de mediação frequente. |
| Comportamentos funcionais | Comunicação funcional adequada; contato visual presente e consistente; troca de turno estabelecida; solicitou ao terapeuta de forma espontânea. |
| Comportamentos interferentes | Dificuldade em manter atenção; rigidez comportamental; comportamento autolesivo/heterolesivo, descrever topografia, antecedente, consequência e estratégia usada. |
O que NÃO escrever: "Ficou agitado" sem descrever o que foi observado; interpretações emocionais sem base observável ("estava triste", "com raiva").
Bloco 4: Resposta às intervenções e suporte dado
O que registrar: como o paciente respondeu às estratégias usadas e qual nível de suporte foi necessário: respondeu positivamente, parcialmente ou com dificuldade.
| Tipo de suporte | Quando usar no registro |
|---|---|
| Modelagem | Terapeuta demonstrou o comportamento e o paciente imitou. |
| Prompting verbal | Instrução verbal dada para iniciar ou completar a ação. |
| Prompting físico parcial | Apoio físico em parte do movimento, ex.: guiar apenas a mão. |
| Prompting físico total | Suporte completo na execução do movimento. |
| Reforçamento diferencial | Reforço dado somente para o comportamento correto, ignorando os incorretos. |
| Validação emocional | Reconhecimento do estado emocional antes de introduzir a demanda. |
| Extinção | Retirada do reforço que mantinha o comportamento indesejado. |
Bloco 5: Estado de saída e devolutiva ao responsável
Estado de saída: como o paciente estava ao final da sessão: regulado, agitado, tranquilo, sonolento, etc.
"Ao final da sessão, apresentou-se regulado, com boa disposição para a transição de saída." / "Ao encerrar, paciente ainda apresentava agitação residual. Foi realizado protocolo de regulação sensorial antes da saída."
Devolutiva ao responsável, verificar POP-CLI-004: Devolutiva para Responsáveis após a Sessão.
5. Modelo completo de evolução, referência para preenchimento
O texto abaixo é o modelo padrão da Clínica Transformação para registro de evolução. Adaptar conforme o paciente, a sessão e as habilidades trabalhadas. Nunca copiar igual para todos os pacientes.
ℹ️ "Paciente comparece à sessão apresentando-se em estado geral [preservado / alterado, descrever]. Durante o atendimento, foram realizadas atividades [descrever] com o objetivo de trabalhar [habilidade]. Utilizadas estratégias baseadas em [ABA / CCC / ludoterapia / treino de habilidades sociais], com foco em [ex.: ampliação de repertório comunicativo, manejo da frustração, flexibilidade cognitiva, autorregulação]. Observou-se que o paciente apresentou [boa adesão / resistência inicial / necessidade de mediação frequente], demonstrando [interesse / dispersão / rigidez comportamental] diante das propostas. Durante as atividades, evidenciou-se [descrever comportamentos observáveis]. Paciente respondeu [positivamente / parcialmente / com dificuldade] às intervenções, sendo necessário [modelagem / prompting verbal / reforçamento diferencial / validação emocional]. Ao final da sessão, apresentou-se [regulado / agitado / tranquilo], sendo realizada devolutiva breve ao responsável acerca dos pontos trabalhados."
6. Registro de comportamentos interferentes: Quadro ABC
Sempre que ocorrer um comportamento interferente, autolesivo, heterolesivo ou fora do padrão esperado, registrar o Quadro ABC na evolução e na planilha do Drive.
| Campo | O que é | Como registrar |
|---|---|---|
| A: Antecedente | O que aconteceu ANTES do comportamento, o gatilho, o contexto | "Terapeuta pediu que guardasse o material para iniciar nova atividade" |
| B: Comportamento | A ação em si, topografia exata do que foi observado | "Paciente jogou o material no chão, gritou e tentou sair da sala" |
| C: Consequência | O que aconteceu DEPOIS, a resposta do ambiente que mantém ou enfraquece o comportamento | "Terapeuta redirecionou para atividade de regulação. Paciente se regulou em 8 minutos." |
Todo comportamento tem uma função. As 5 funções principais: atenção; fuga; evitação/tangível; acesso a item/sensorial; automático/objetos.
⚠️ Regra de ouro do manejo comportamental: sempre há um comportamento previsível ANTES da desregulação. Atue nesse momento, não depois. Registrar no Neurosteps os sinais precoces identificados.
7. Manejo comportamental, o que registrar após uma intercorrência
| Situação | O que registrar |
|---|---|
| Comportamento interferente pontual | ABC completo. Estratégia usada. Tempo de regulação. Retorno ao atendimento. |
| Crise com desregulação intensa | ABC. Estratégias tentadas em ordem. O que funcionou e o que não funcionou. Se houve suporte de terceiros (AT volante, supervisora). Se PCM foi aplicado: quem e qual técnica. |
| Comportamento positivo que quer aumentar | Também pode ser registrado com ABC, antecedente que gerou o comportamento adequado e consequência reforçadora aplicada. |
| Negociação ou troca | Descrever se foi possível negociar com o paciente, qual foi a proposta e qual foi o resultado. A viabilidade da negociação é avaliada caso a caso. |
8. Postura e ética no registro
| ✔ O registro DEVE conter | ✗ O registro NUNCA deve conter |
|---|---|
| Comportamentos observáveis e mensuráveis | Interpretações subjetivas sem base observável |
| Linguagem técnica e respeitosa | Julgamentos sobre a família ou sobre o comportamento da criança |
| Atividade + habilidade trabalhada | "Sessão normal", "Paciente bem", registros vagos |
| Suporte dado e resposta do paciente | Informações confidenciais da família sem relação com o atendimento |
| Devolutiva realizada e canal usado | Combinados ou orientações não autorizados pela supervisão |
| Estado de saída do paciente | Críticas ou comparações com outros profissionais |
O registro no Neurosteps é um documento clínico. O nome do terapeuta está associado a cada registro. Escreva com precisão, respeito e responsabilidade.
9. Comunicação com famílias, regras inegociáveis para a AT
Como AT, você está dentro do ambiente familiar. Os pais compartilharão satisfações e reclamações. Ouça com respeito. Mas não concorde, não discorde e não se envolva.
| Situação | Como agir |
|---|---|
| Pai faz pergunta que você não sabe responder | "Vou verificar com a supervisora e te dou um retorno." Nunca dê respostas por impulso. |
| Pai compartilha satisfação ou elogio | Agradeça com brevidade. Reporte à supervisora. |
| Pai compartilha reclamação ou insatisfação | Ouça. Acolha. Não tome partido. Reporte à supervisora imediatamente. |
| Informação clínica ou dúvida sobre o tratamento | Sempre direcionar para a supervisora. Nunca opinar sobre o plano terapêutico. |
| Qualquer situação que você testemunhou | Registrar no Neurosteps e comunicar à supervisora ANTES de postar no grupo do paciente. |
10. Passo a passo para evolução no Neurosteps
Acessar o site: https://web.neurosteps.com.br/
Inserir login e senha.
Clicar no menu esquerdo em "Agenda".
Na data do atendimento realizado, localizar seu nome na agenda e o atendimento que será evoluído.
Clicar em "Evoluir" e seguir com a evolução.
Apenas o terapeuta responsável pelo atendimento poderá realizar a evolução.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Protocolo PCM: Gerenciamento Profissional de Crises
Sistema internacional de gerenciamento de crises graves, último recurso, com foco em prevenção e desaceleração antes da intervenção física.
1. Objetivo
Padronizar a aplicação do protocolo PCM na Clínica Transformação, definindo com precisão: quem pode aplicar, quando aplicar, como aplicar cada fase, o que registrar e como conduzir o pós-crise. O objetivo central do PCM é garantir a segurança e a dignidade do paciente durante uma crise comportamental grave, minimizando a necessidade de intervenção física e priorizando sempre as estratégias preventivas e de desaceleração.
⚠️ PRINCÍPIO INEGOCIÁVEL: O PCM é um protocolo de ÚLTIMO RECURSO. A intervenção física só ocorre quando todas as estratégias não físicas foram tentadas e quando há risco real e imediato à segurança do paciente, de terceiros ou do profissional. Nunca é uma primeira resposta.
2. O que é o PCM, fundamentos do protocolo
O PCM (Professional Crisis Management) é um sistema internacional de gerenciamento de crises comportamentais, desenvolvido pela PCM Association e baseado nos princípios da Análise do Comportamento Aplicada (ABA). É amplamente utilizado em clínicas, escolas e centros de reabilitação que atendem pessoas com TEA, transtornos do neurodesenvolvimento e outras condições que podem envolver comportamentos desafiadores graves.
| Característica | Descrição |
|---|---|
| Base científica | Análise do Comportamento Aplicada (ABA), mais de 40 anos de evidência prática e científica. |
| Abordagem | Humanizada. Todos os procedimentos físicos são projetados para não causar dor. A dignidade do paciente é inegociável. |
| Foco | Prevenção e desaceleração da crise antes da intervenção física. A contenção é sempre o último recurso. |
| Certificação | Internacional, emitida pela PCM Association. Dois níveis: Básico e Praticante Nível 2. Renovação obrigatória anual. |
| O que o Praticante Nível 2 pode fazer | Aplicar todas as fases do protocolo, incluindo imobilização, transporte e posição pronada quando necessário. |
| O que o Praticante Básico pode fazer | Estratégias de prevenção, desaceleração e defesa pessoal: NÃO pode realizar contenção física. |
3. Quem pode aplicar o PCM na Clínica Transformação
⚠️ REGRA ABSOLUTA: Somente profissionais com certificação PCM Praticante Nível 2 VIGENTE podem realizar intervenção física (contenção, transporte, imobilização). Certificação vencida equivale a profissional não certificado para fins de manejo físico.
A gestão das certificações é responsabilidade da supervisão clínica. A lista de profissionais certificados (nome, cargo, nível PCM e validade) deve ser mantida atualizada em anexo a este documento.
Responsável por manter a lista atualizada: supervisoras.
Frequência de revisão: mensal, verificar validade de todas as certificações no primeiro dia útil de cada mês.
Quando uma certificação vencer: comunicar imediatamente ao profissional; ele passa a atuar apenas como apoio, sem manejo físico.
Recertificação: obrigatória anualmente, conforme exigência da PCM Association.
4. A curva comportamental, como o PCM entende uma crise
O PCM descreve o comportamento em crise como uma curva com fases previsíveis. Reconhecer cada fase é o que permite a intervenção correta no momento certo, agir na fase certa salva a situação; agir na fase errada a agrava.
| Fase | Comportamento observável | Intervenção correta |
|---|---|---|
| Funcionamento estável | Engajado, regulado, respondendo às demandas da sessão | Manutenção do ambiente terapêutico. Reforçamento de comportamentos adequados. |
| Pré-crise (escalada) | Sinais precoces: agitação, recusa, estereotipias aumentadas, vocalização intensa, choro, tensão corporal, busca por saída | INTERVENÇÃO PRIORITÁRIA. Reduzir demanda, oferecer reforçador, mudar atividade, regular o ambiente. Nunca ignorar essa fase. |
| Pico da crise | Comportamento desafiador grave: agressão física (bater, morder, chutar), autolesão, destruição de ambiente | Estratégias de desaceleração. Intervenção física APENAS se risco real e imediato e todas as alternativas foram esgotadas. |
| Desaceleração | Comportamento começa a diminuir. Criança ainda instável, risco de reagudização se mal manejada | Manter ambiente calmo. Não reintroduzir demandas. Apoio regulatório. Não falar muito. |
| Recuperação | Retorno ao funcionamento estável. Criança se regula progressivamente | Reintegração gradual à atividade. Sem punição, sem discussão sobre o ocorrido. |
⚠️ REGRA DE OURO DO PCM: Sempre há um comportamento previsível ANTES da crise. Identificar os sinais precoces de cada paciente e agir na Fase 2 (escalada) é o que diferencia o profissional treinado. Esperar o pico é esperar tarde demais.
5. Procedimentos por fase, o que fazer em cada momento
Fase 1: Funcionamento estável
Objetivo: manter o ambiente favorável e prevenir a escalada antes que ela comece.
Apresentar demandas em ordem crescente de dificuldade, nunca começar pela tarefa mais exigente.
Usar sequência previsível: reforçador de alta preferência intercalado com demandas.
Sinalizar transições com antecedência (timer visual, aviso verbal, objeto de transição).
Conhecer e usar os reforçadores identificados no plano de tratamento do paciente.
Manter o ambiente organizado: reduzir estímulos distratores, barulho excessivo, mudanças não antecipadas.
Monitorar sinais corporais do paciente ao longo de toda a sessão, não apenas quando o problema aparece.
| Categoria | Sinais a monitorar |
|---|---|
| Motor | Agitação corporal aumentando, estereotipias intensificadas, andar em círculos, tensão muscular visível |
| Vocal | Vocalização aumentando em intensidade ou frequência, choro sem causa aparente, gritos |
| Comportamento direcionado | Recusa de demanda que antes aceitava, afastar itens, empurrar profissional |
| Fisiológico | Face avermelhada, respiração acelerada, suor, olhar fixo ou evasivo |
Fase 2: Pré-crise (escalada)
Objetivo: desacelerar o comportamento ANTES do pico. Esta é a fase mais importante do protocolo.
⚠️ Esta fase é a mais crítica. O que o profissional faz ou deixa de fazer aqui determina se haverá ou não intervenção física. Agir rápido, com calma e na sequência correta.
O que NUNCA fazer na escalada: aumentar a demanda ou insistir na tarefa recusada; elevar a voz ou usar tom de repreensão; ameaçar ou dar ultimatos; fazer contato físico sem necessidade; trazer outros pacientes para o mesmo ambiente; ignorar a escalada esperando que passe sozinha.
Fase 3: Pico da crise
Objetivo: garantir segurança com o mínimo de intervenção necessária. Contenção física: último recurso.
⚠️ A intervenção física só é justificada quando: (1) o paciente representa risco real e imediato para si mesmo ou para outros, E (2) todas as estratégias não físicas foram tentadas sem sucesso. Jamais como punição, controle ou conveniência operacional.
Passo 1: Defesa pessoal:
Se o paciente tentar morder: afastar o membro de forma segura usando as técnicas de liberação PCM, sem puxar bruscamente.
Se o paciente puxar cabelo: não puxar de volta. Aplicar a técnica de soltura de cabelo PCM (pressão sobre a mão, não tração).
Se o paciente puxar roupa: técnica de soltura de roupa PCM, nunca puxar de volta.
Se o paciente golpear: bloquear com o antebraço (bloqueio defensivo PCM), não segurar o pulso.
Passo 2: Imobilização vertical (quando necessário):
Acionar imediatamente um segundo profissional certificado, nunca realizar imobilização sozinho.
Comunicar ao paciente com calma e clareza o que está acontecendo: "Eu vou te ajudar a ficar seguro."
Aplicar a imobilização vertical PCM conforme treinamento: posicionamento lateral, controle dos membros superiores, sem pressão sobre o pescoço ou tórax.
Manter comunicação verbal calma e contínua durante toda a contenção.
Monitorar respiração do paciente a cada 30 segundos durante a contenção.
Passo 3: Posição pronada (apenas quando absolutamente necessário):
Indicada exclusivamente quando a imobilização vertical não garante segurança e o risco persiste.
Requer DOIS profissionais certificados Praticante Nível 2.
Aplicar conforme treinamento: decúbito ventral, nunca pressionar sobre costas, pescoço ou cabeça.
Monitorar respiração a cada 15 segundos. Se qualquer sinal de comprometimento respiratório: encerrar imediatamente e acionar SAMU (192).
Duração máxima: o tempo mínimo necessário para o paciente se regular. Retirar tão logo seja seguro.
Comunicação durante toda a Fase 3: um profissional faz o manejo físico; o outro mantém comunicação verbal com o paciente e monitora os sinais físicos. Comunicar a presença de outros pacientes no ambiente: removê-los ou afastá-los. Acionar a supervisora e o RT assim que a crise atingir o pico, não esperar o encerramento.
⚠️ SINAIS DE ALERTA DURANTE CONTENÇÃO, encerrar imediatamente e acionar SAMU (192): dificuldade respiratória | lábios roxos | perda de consciência | vômito | parada de resistência súbita (pode indicar perda de consciência).
Fase 4: Desaceleração
Objetivo: conduzir o paciente com segurança da crise ao funcionamento estável.
Encerramento progressivo da contenção:
Assim que o paciente demonstrar redução do comportamento agressivo e início de regulação, reduzir gradualmente a contenção.
Liberar um membro de cada vez, monitorando a resposta do paciente a cada liberação.
Quando seguro: retirar completamente o contato físico e manter presença próxima sem tocar.
Ambiente pós-contenção:
Conduzir o paciente para um espaço calmo, preferencialmente sem outros pacientes.
Reduzir estímulos: luz, som, movimento ao redor.
Oferecer água e, se pertinente, item de regulação sensorial.
Não reintroduzir demandas terapêuticas enquanto o paciente não estiver claramente regulado.
Não discutir o que aconteceu, não repreender, não explicar as regras nesse momento.
Comunicação com o paciente: pouquíssimas palavras, tom neutro e calmo, "Você está bem. Estou aqui. Pode descansar."
Fase 5: Recuperação e reintegração
Objetivo: retornar ao funcionamento estável com segurança e sem reativação.
Indicadores de que o paciente está pronto para reintegração:
Comportamento motor calmo, sem agitação residual visível
Aceitação de contato suave (se pertinente ao perfil)
Atenção ao ambiente sem hipervigilância
Vocalizações dentro do padrão basal do paciente
Reintegração à atividade:
Começar pela atividade de maior preferência, não pela tarefa que antecedeu a crise.
Demanda mínima no retorno. Reforçamento intenso de qualquer engajamento.
Progressão lenta para a rotina habitual da sessão.
Reavaliar o planejamento da sessão com a supervisora antes de continuar.
Cuidado com o profissional:
O profissional que aplicou PCM deve ter um momento de pausa, mesmo que breve, após o encerramento da crise.
Comunicar à supervisora qualquer impacto físico (arranhão, mordida, contusão), acionar RH-POP-001 se houver exposição a material biológico.
A equipe não deve retornar à sessão enquanto não estiver emocionalmente regulada. A supervisora avalia isso.
6. Responsabilidades durante uma crise com aplicação de PCM
| Quem | Responsabilidade |
|---|---|
| Profissional 1 (PCM P2) | Conduz o manejo físico quando necessário. Mantém comunicação verbal com o paciente durante a contenção. Monitora respiração. |
| Profissional 2 (PCM P2) | Apoia o manejo físico. Monitora sinais vitais. Registra o tempo de contenção. Aciona SAMU se necessário. |
| Profissional de apoio (sem PCM ou Básico) | Remove outros pacientes do ambiente. Isola a área. Avisa a recepção para bloquear o corredor. NÃO realiza manejo físico. |
| Supervisora | Acionar assim que a crise atingir o pico. Tomar decisões clínicas. Comunicar ao RT e à família. |
| Direção Clínica | Ser comunicada de qualquer crise com aplicação de PCM. Responsável por decisões críticas e comunicação com a família. |
| Recepção | Bloquear acesso ao corredor próximo. Não deixar responsáveis entrarem na área da crise. Acionar SAMU se orientada. |
Nunca realizar manejo físico PCM com apenas um profissional, exceto as técnicas de defesa pessoal (solturas e bloqueios), que podem ser aplicadas individualmente. Imobilização e transporte exigem sempre dois profissionais certificados P2.
7. Comunicação com a família após aplicação de PCM
ℹ️ Toda aplicação de PCM, especialmente quando houver intervenção física, deve ser comunicada ao responsável legal. Transparência é parte do protocolo e da ética da Clínica Transformação. Esconder ou minimizar o ocorrido não é opção.
No mesmo dia: comunicar ao responsável o ocorrido, de forma clara, respeitosa e factual. Não usar linguagem que minimize ou que exagere o evento.
Descrever o que aconteceu, qual protocolo foi aplicado, como o paciente está agora e quais são os próximos passos.
Registrar no Neurosteps antes do final do dia (ou em até 72h no máximo).
Explicar o PCM, mostrar o que foi feito, esclarecer dúvidas, apresentar o plano de prevenção para as próximas sessões.
8. Registro obrigatório no Neurosteps após aplicação de PCM
Todo episódio com aplicação de PCM, mesmo que apenas estratégias não físicas, deve ser registrado no Neurosteps com os campos abaixo preenchidos. O registro é um documento clínico e legal.
| Campo | O que registrar |
|---|---|
| Antecedente (A) | O que aconteceu imediatamente antes do início da escalada, atividade, demanda, mudança ambiental, transição. |
| Comportamento (B) | Descrição objetiva e precisa do comportamento: topografia exata, duração estimada, intensidade. |
| Consequência (C) | O que a equipe fez em resposta e como o paciente reagiu a cada estratégia. |
| Fase da crise atingida | Pré-crise / pico / desaceleração. |
| Estratégias não físicas tentadas | Listar em ordem o que foi tentado e a resposta a cada estratégia. |
| Intervenção física aplicada | Se houve: qual técnica, quem aplicou (nome dos dois profissionais), duração estimada. |
| O que funcionou | Estratégia ou técnica que demonstrou efeito de desaceleração. |
| O que não funcionou | Estratégia que não surtiu efeito ou que agravou a situação, igualmente importante de registrar. |
| Estado de saída do paciente | Como o paciente estava ao final da sessão: regulado, ainda agitado, sonolento. |
| Comunicação com a família | Quando foi feita, por quem, por qual canal, o que foi comunicado. |
| Impacto na equipe | Se algum profissional sofreu lesão, acionar RH-POP-001 se houver exposição a material biológico. |
9. Análise pós-crise, o que a supervisão deve fazer nas 24 horas seguintes
Revisar o registro do Neurosteps com o profissional que conduziu o manejo.
Realizar análise funcional completa do episódio: qual foi a função do comportamento? O que pode ser modificado no ambiente, na demanda ou na rotina?
Atualizar o plano de manejo comportamental do paciente se necessário.
Identificar sinais precoces que não foram percebidos ou que foram ignorados, incluir no registro do paciente para que toda a equipe conheça.
Verificar se a equipe está bem. Crise intensa com intervenção física é um evento estressante para o profissional também.
Agendar reunião com a família se não foi feita no mesmo dia.
Discutir em reunião de supervisão semanal, aprendizado coletivo da equipe.
ℹ️ A análise pós-crise não é punição nem apontamento de erros. É um exercício coletivo de aprendizado para que a próxima crise seja menos intensa, ou não ocorra.
10. Regras inegociáveis, o que nunca pode acontecer
Profissional sem certificação PCM vigente NÃO realiza manejo físico de nenhuma forma.
Imobilização ou posição pronada NÃO é aplicada por apenas um profissional.
Contenção física NÃO é usada como punição, resposta de conveniência ou atalho para comportamentos desafiadores simples.
Nenhuma técnica PCM causa dor intencional. Se causou dor: a técnica foi aplicada incorretamente.
A família NÃO é surpreendida ao chegar. A comunicação acontece antes da saída do paciente.
O episódio NÃO deixa de ser registrado no Neurosteps, nem que seja registrado após o horário, dentro do prazo de 72h.
O profissional NÃO retorna ao atendimento imediatamente após uma contenção intensa sem verificação da supervisora.
O profissional NÃO aplica PCM em situação onde não há risco real, agitação, choro ou recusa sozinhos não justificam contenção.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Dicionário de Protocolos de Avaliação
Guia técnico de referência rápida para escolher o protocolo de avaliação adequado a cada criança, por área de atuação.
⚠️ Este dicionário é um guia de orientação rápida para a equipe técnica. A aplicação de cada instrumento deve seguir o manual oficial e ser realizada por profissional habilitado/treinado no instrumento específico; alguns testes exigem certificação (ex.: ADOS-2) ou aquisição de kit junto à editora.
Como usar este dicionário
O dicionário está organizado em blocos, do mais geral para o mais específico:
1. Fluxo de acolhimento, o que fazer quando uma criança chega pela primeira vez na clínica.
2. Triagem e identificação inicial, instrumentos de rastreio rápido, aplicados antes de qualquer diagnóstico fechado.
3. Diagnóstico e avaliação específica de TEA, instrumentos que aprofundam a investigação diagnóstica (Psicologia).
4. Comportamento e comorbidades: TDAH, ansiedade, oposição, pica.
5. Avaliação comportamental / repertório para ABA, para montar o plano terapêutico de ensino.
6. Fonoaudiologia e alfabetização, linguagem, consciência fonológica e prontidão escolar.
7. Motor e psicomotricidade: Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Psicomotricidade.
8. Musicoterapia.
9. Desenvolvimento global e comportamento adaptativo: Vineland-3.
10. Matriz-resumo por terapia, quais protocolos cada especialidade costuma usar.
Fluxo de acolhimento, passo a passo
1. Anamnese e escuta da família: história do desenvolvimento, queixa principal, idade, se já fala, marcos motores, rotina, comportamentos que preocupam.
1. Triagem e Identificação Inicial
Aplicados logo na chegada da criança, antes de qualquer fechamento diagnóstico.
| Protocolo | O que avalia | Idade | Quando indicar | Quem aplica |
|---|---|---|---|---|
| M-CHAT (M-CHAT-R/F) | Checklist de rastreio (pais respondem 20 perguntas) para sinais precoces de TEA em bebês/crianças pequenas. Ponto de corte indica necessidade de avaliação aprofundada. | 16–30 meses | Toda criança pequena na primeira consulta, ou quando pais relatam atraso de fala, pouco contato visual, ausência de atenção compartilhada. | Psicologia |
| IDADI / IDADI-Breve | Inventário brasileiro multidimensional (cognitivo, socioemocional, linguagem, motricidade, comportamento adaptativo). Rastreia atraso global e sinais de alerta para TEA e DI. | 4–72 meses | Avaliação inicial de desenvolvimento global, antes de direcionar para avaliações específicas. | Psicologia |
| ASRS-18 | Escala de traços do espectro autista (versão reduzida), respondida por pais/professores. | 2–18 anos | Complementar ao rastreio inicial, quando já há suspeita levantada por outro instrumento. | Psicologia |
2. Diagnóstico e Avaliação Específica de TEA
Escolha do módulo/instrumento depende principalmente da idade e do nível de linguagem da criança.
| Protocolo | O que avalia | Idade | Quando indicar | Quem aplica |
|---|---|---|---|---|
| ADOS-2: Módulo T | Observação direta e estruturada do brincar, comunicação e interação social em crianças muito pequenas, ainda pré-verbais. | 12–30 meses | Suspeita de TEA em bebês/crianças pequenas com pouca ou nenhuma fala. | Psicologia (certificado) |
| ADOS-2: Pré-verbal/Palavras Soltas | Comunicação social e comportamentos restritos/repetitivos em crianças sem linguagem fluente. | A partir de ~31 meses, sem fala fluente | Criança não verbal ou com vocabulário muito reduzido. | Psicologia (certificado) |
| ADOS-2: Fala com Frases | Interação social, comunicação e comportamentos repetitivos em crianças que já combinam palavras em frases. | Frases simples | Criança já forma frases curtas, mas linguagem ainda imatura. | Psicologia (certificado) |
| ADOS-2: Expressão Verbal com Frases | Comunicação social em nível de linguagem mais elaborado, com conversação já estabelecida. | Verbais fluentes | Boa fluência verbal, mas com dúvida diagnóstica sobre TEA. | Psicologia (certificado) |
| ADOS-2: Fluidez Verbal (Adol./Adulto) | Comunicação social, reciprocidade e comportamentos restritos em adolescentes/adultos fluentes. | Adolescentes e adultos | Avaliação diagnóstica em adolescentes/jovens adultos com fala fluente. | Psicologia (certificado) |
| CARS | Escala de observação/pontuação (15 itens) que classifica a gravidade dos traços autísticos. | A partir de 2 anos | Apoio ao diagnóstico e classificação de gravidade; acompanhamento de evolução. | Psicologia |
| ATA | 23 subescalas (0–2 pontos cada); ponto de corte 15 sugere quadro autístico. Instrumento brasileiro. | Crianças e adolescentes | Apoio complementar ao diagnóstico. | Psicologia |
| PROTEA-R | Observação comportamental (3 sessões de 45 min) para identificar comprometimentos sociocomunicativos, inclusive em não verbais. | 18–48 meses | Suspeita de TEA em crianças pequenas, principalmente não verbais. | Psicologia |
| PROC (2004) | Avaliação de linguagem e aspectos cognitivos por observação de comportamento comunicativo. | Pré-verbais | Detecção precoce de alterações de linguagem. | Fonoaudiologia / Psicologia |
| ATEC | Checklist respondido pelos pais em 4 domínios, com escore total. | Todas as idades com TEA | Acompanhamento periódico da evolução (reaplicar a cada 3–6 meses). | Psicologia / equipe |
| SRS-2: Pré-Escolar | Reciprocidade social, comunicação e comportamentos restritos. | 2,5–4,5 anos | Avaliação dimensional da gravidade dos traços do espectro. | Psicologia |
| SRS-2: Idade Escolar | Versão para idade escolar da escala de responsividade social. | 4–18 anos | Avaliação dimensional em crianças e adolescentes escolarizados. | Psicologia |
| Checklist Social Skills Solution | Habilidades sociais específicas a trabalhar. | Crianças e adolescentes | Planejamento de grupo de habilidades sociais. | Psicologia / Psicopedagogia |
| Socially Savvy | Currículo estruturado de habilidades sociais por marcos de desenvolvimento. | Pré-escolares a escolares | Objetivo terapêutico central: desenvolvimento social. | Psicologia (ABA) / Fono |
3. Comportamento e Comorbidades
Usados quando, além do TEA, há sinais de TDAH, ansiedade, oposição ou comportamentos de risco como a pica.
| Protocolo | O que avalia | Idade | Quando indicar | Quem aplica |
|---|---|---|---|---|
| CBCL 1½–5 anos | Comportamentos internalizantes, externalizantes, problemas emocionais, respondido pelos pais. | 1½–5 anos | Suspeita de problemas emocionais/comportamentais na primeira infância. | Psicologia |
| CBCL 4–18 anos | Mesma lógica, versão para crianças maiores e adolescentes. | 4–18 anos | Comorbidades emocionais/comportamentais em acompanhamento. | Psicologia |
| SNAP-IV | Sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade (TDAH). | Crianças e adolescentes | Suspeita de TDAH isolado ou comórbido ao TEA. | Psicologia / Psicopedagogia |
| ETDAH-PAIS | Sintomas de TDAH respondida pelos pais. | Idade escolar | Complementa o SNAP-IV. | Psicologia |
| SCARED | Sintomas de ansiedade (separação, social, generalizada, pânico). | A partir de ~8 anos | Sinais de ansiedade significativa, evitação, queixas somáticas. | Psicologia |
| MASC | Avaliação dimensional dos tipos de ansiedade infantil. | 8–19 anos | Aprofundamento diagnóstico de quadros ansiosos. | Psicologia |
| TOD | Comportamento desafiador, opositor e baixa tolerância à frustração. | Crianças e adolescentes | Crises intensas de birra/oposição que prejudicam o convívio. | Psicologia |
| PRI (Pica) | Identificação e frequência de comportamento de pica e associados. | TEA/DI, qualquer idade | Relato de ingestão de itens não alimentares, prioridade de segurança. | Psicologia (ABA) / TO |
4. Avaliação Comportamental e Repertório (ABA)
Base para a construção do plano de ensino individualizado dentro da Análise do Comportamento Aplicada.
| Protocolo | O que avalia | Idade | Quando indicar | Quem aplica |
|---|---|---|---|---|
| VB-MAPP | Marcos de linguagem baseada em comportamento verbal, habilidades de brincar e sociais, em 3 níveis. | 0–48 meses de desenvolvimento | Ponto de partida padrão-ouro para o programa ABA. | Psicologia (ABA) / Fono |
| VB-MAPP: Análise de Tarefas | Detalha subhabilidades dentro de cada marco. | Acompanha o VB-MAPP | Transformar resultados em metas terapêuticas. | Psicologia (ABA) |
| VB-MAPP: Avaliação de Barreiras | Comportamentos que atrapalham a aprendizagem. | Acompanha o VB-MAPP | Quando a criança não avança apesar da intervenção. | Psicologia (ABA) |
| VB-MAPP: Ecóico | Capacidade de imitação vocal/ecoica. | Pré-verbais | Decide se o foco inicial será vocal ou com apoio de CAA. | Psicologia (ABA) / Fono |
| ABLLS-R | 25 áreas de linguagem e aprendizagem (imitação, receptiva/expressiva, autocuidado, acadêmicas). | Nível inicial/intermediário | Alternativa/complemento ao VB-MAPP. | Psicologia (ABA) |
| AFLS | Habilidades funcionais para vida diária. | Maiores, adolescentes e adultos | Foco em autonomia e funcionalidade. | Psicologia (ABA) / TO |
| PEAK: Treinamento Direto | Ensino direto de habilidades verbais/cognitivas específicas. | Crianças/adolescentes | Após VB-MAPP/ABLLS-R, para habilidades ainda não adquiridas. | Psicologia (ABA) |
| PEAK: Generalização | Se a habilidade se mantém em diferentes contextos. | Acompanha o PEAK | Quando aprendida na terapia mas não usada em casa/escola. | Psicologia (ABA) |
| PEAK: Transformação | Habilidades verbais mais complexas e abstratas. | Repertório avançado | Pronta para raciocínio elaborado. | Psicologia (ABA) |
| ADL2 | Habilidades de vida diária (autocuidado, alimentação, higiene). | Pequenas a escolares | Queixa principal envolve autonomia em rotina. | TO / Psicologia (ABA) |
| PORTAGE | Guia de desenvolvimento (estimulação precoce) em cognição, linguagem, socialização, motricidade. | 0–6 anos | Atraso global, para planejar estimulação precoce ampla. | Psicologia / TO / Fono |
5. Fonoaudiologia, Alfabetização e Aprendizagem
Usados por Fonoaudiologia e Psicopedagogia para linguagem, consciência fonológica e prontidão para leitura/escrita.
| Protocolo | O que avalia | Idade | Quando indicar | Quem aplica |
|---|---|---|---|---|
| CONFIAS | Consciência fonológica sequencial (rima, aliteração, síntese/segmentação silábica/fonêmica). | ≈4–10 anos | Dificuldades de leitura/escrita, suspeita de dislexia. | Fono / Psicopedagogia |
| BACLE | Pré-competências para leitura e escrita: maturidade perceptiva, memória, esquema corporal, motor, linguagem. | 5–7 anos | Antes da alfabetização ou diante de dificuldades de aprendizagem. | Psicopedagogia / Fono |
| IAR | Repertório comportamental pré-requisito à alfabetização. | Pré-escola / 1º ano | Antes de iniciar alfabetização; verificar prontidão em TEA. | Psicopedagogia / Psicologia (ABA) |
| PRELEC | Habilidades de base (percepção, linguagem oral, raciocínio lógico) para leitura, escrita e cálculo. | Pré-escola / início EF | Investigação de dificuldades antes de fechar diagnóstico. | Psicopedagogia |
| TDE II | Teste de Desempenho Escolar: escrita, aritmética e leitura (várias faixas de série). | 1º ao 9º ano (conforme versão) | Suspeita de transtorno específico de aprendizagem. | Psicopedagogia |
6. Motor e Psicomotricidade
Usados por Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Psicomotricidade para desenvolvimento motor e organização corporal.
| Protocolo | O que avalia | Idade | Quando indicar | Quem aplica |
|---|---|---|---|---|
| POP-TT | Conhecimento do corpo, lateralidade, imagem proprioceptiva, praxia fina/global, desenho da figura humana. | 4–12 anos | Dificuldades motoras, desorganização espacial, impacto na escrita. | Psicomotricidade / TO |
| Bateria Psicomotora (BPM) | Tonicidade, equilíbrio, lateralidade, noção do corpo, estruturação espaço-temporal, praxias. | Idade escolar | Avaliação psicomotora ampla no início do acompanhamento. | Psicomotricidade |
| Alberta (AIMS) | Desenvolvimento motor grosso em bebês (prono, supino, sentado, em pé). | 0–18 meses | Suspeita de atraso motor, hipotonia/hipertonia, prematuridade. | Fisioterapia / TO |
| TGMD-2 | Habilidades motoras grossas: locomotoras e de manipulação de objetos. | 3–10 anos | Dificuldades de coordenação motora grossa. | Fisioterapia / Ed. Física / TO |
| DAGG-3 | Desenvolvimento e habilidades motoras/gerais (conforme manual específico). | Conforme manual | Avaliação de desenvolvimento motor/global. | TO / Fisioterapia |
DAGG-3 e FAST: confirmar com a coordenação técnica o manual/edição em uso na clínica antes de padronizar a aplicação, para garantir orientação exata de faixa etária e critérios de pontuação.
7. Musicoterapia
| Protocolo | O que avalia | Idade | Quando indicar | Quem aplica |
|---|---|---|---|---|
| DEMUCA | Comportamentos autistas, percepção/exploração rítmica e sonora, cognição, movimentação corporal na sessão. Instrumento brasileiro validado para TEA. | TEA, qualquer idade | Avaliação inicial e reavaliação periódica. | Musicoterapia |
| IMTAP | Perfil amplo: domínios musical, motor, comunicação, cognição, socioemocional e sensorial. | Crianças e adolescentes | Avaliação inicial ampla, cruzando dados com outras áreas. | Musicoterapia |
8. Desenvolvimento Global e Comportamento Adaptativo
Usado transversalmente pela Psicologia para medir funcionalidade e autonomia, frequentemente citado em laudos.
| Protocolo | O que avalia | Idade | Quando indicar | Quem aplica |
|---|---|---|---|---|
| Vineland-3: Domínios | Comportamento adaptativo (comunicação, vida diária, socialização, motricidade) por entrevista estruturada. | 0–90 anos | Nível de funcionalidade/autonomia; exigido em laudos. | Psicologia |
| Vineland-3: Comport. Desadaptativo | Módulo complementar sobre comportamentos desadaptativos (internalizantes, externalizantes). | Mesma faixa | Mapear comportamentos-problema associados. | Psicologia |
9. Matriz-resumo por Terapia
Visão rápida de quais protocolos cada especialidade da clínica costuma utilizar como ponto de partida.
| Terapia | Foco da avaliação | Protocolos de referência |
|---|---|---|
| Fonoaudiologia | Linguagem, fala, comunicação, alfabetização inicial e consciência fonológica. | M-CHAT/IDADI (rastreio) → PROC, VB-MAPP/VB-MAPP Ecóico, ABLLS-R, CONFIAS, IAR, PRELEC, TDE II, SRS-2 (comunicação). |
| Psicologia (avaliação/diagnóstico) | Diagnóstico de TEA e comorbidades, funcionamento adaptativo. | ADOS-2 (módulo conforme idade/fala), CARS, ATA, PROTEA-R, ATEC, SRS-2, CBCL, Vineland-3, SNAP-IV, ETDAH-PAIS, SCARED, MASC, TOD. |
| Psicologia: ABA | Repertório comportamental e plano de ensino individualizado. | VB-MAPP (+ Análise de Tarefas, Barreiras, Ecóico), ABLLS-R, AFLS, PEAK (3 módulos), ADL2, PORTAGE, PRI (pica), IAR. |
| Psicopedagogia (TCC/aprendizagem) | Prontidão escolar, dificuldades específicas de aprendizagem. | PRELEC, BACLE, IAR, CONFIAS, TDE II (faixa correspondente), Checklist Social Skills Solution, SCARED/MASC, IDADI. |
| Terapia Ocupacional | Autonomia, integração sensorial, motricidade fina e habilidades de vida diária. | ADL2, AFLS, POP-TT, TGMD-2, Alberta (AIMS), DAGG-3, PRI (pica), PORTAGE. |
| Musicoterapia | Resposta e desenvolvimento musical, comunicação não verbal e regulação. | DEMUCA, IMTAP. |
| Fisioterapia | Desenvolvimento motor grosso, tônus e marcos motores. | Alberta (AIMS), TGMD-2, Bateria Psicomotora (BPM), DAGG-3, IDADI. |
| Psicomotricidade | Integração corporal, lateralidade, praxias e organização espaço-temporal. | POP-TT, Bateria Psicomotora (BPM), TGMD-2, IDADI. |
Observação final
Nenhum protocolo isolado fecha diagnóstico ou plano terapêutico sozinho. O valor deste dicionário está em ajudar o terapeuta a escolher rapidamente o instrumento certo para a pergunta certa, a decisão clínica final é sempre da equipe, em conjunto, a partir do cruzamento de várias fontes de informação (observação clínica, relato da família, escolas e os protocolos aplicados).
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Plano de Contingência
Rotinas para garantir a continuidade dos atendimentos e a segurança de pacientes e equipe diante de eventos adversos inesperados.
1. Objetivo
Descrever as rotinas a serem seguidas para garantir a continuidade dos atendimentos e a segurança de pacientes, responsáveis e equipe frente a eventos adversos inesperados, sem comprometer a integridade das pessoas e a qualidade dos serviços prestados.
⚠️ A segurança dos pacientes é a prioridade absoluta em qualquer situação de contingência. Nenhum protocolo operacional se sobrepõe à segurança das pessoas.
2. Responsabilidades
| Quem | O que faz em situação de contingência |
|---|---|
| Líder Operacional | Coordenar todas as ações e decisões críticas. Acionar equipe e serviços externos. Comunicar famílias quando necessário. |
| Supervisoras Clínicas | Apoiar o manejo dos pacientes. Garantir que as condutas clínicas estejam sendo seguidas. Dar suporte em regulação de pacientes TEA. |
| Terapeutas e ATs | Executar as rotinas conforme orientação da supervisão. Permanecer com o paciente até que seja possível transferi-lo com segurança. |
| Recepção / Administrativo | Comunicação com responsáveis, reagendamento, registro manual quando necessário. |
3. Situações cobertas por este plano
| Situação | Seção | Nível de risco |
|---|---|---|
| Interrupção de energia elétrica | 5.1 | Alto, impacto imediato nos pacientes TEA |
| Falha do Neurosteps / internet | 5.2 | Médio, impacto operacional e de registro |
| Falha do ar-condicionado | 5.3 | Alto, pacientes TEA são sensíveis a temperatura |
| Falha de equipamentos | 5.4 | Médio, impacto nas sessões específicas |
| Interrupção de água | 5.5 | Alto, biossegurança e higienização |
| Incêndio ou emergência grave | 5.6 | Crítico, evacuação imediata |
| Ausência inesperada de profissional | 5.7 | Médio, impacto na agenda |
| Intercorrência com material biológico | 5.8 | Alto, ver POP-HIG-001 |
4. Cuidados específicos com pacientes TEA em situações de emergência
Situações de emergência são particularmente desafiadoras para pacientes com TEA. Barulho, luzes piscando, mudança de ambiente e quebra de rotina podem desencadear crises intensas. A equipe precisa estar preparada para manejar a regulação sensorial do paciente AO MESMO TEMPO em que executa o protocolo de contingência.
Princípios gerais:
Manter tom de voz calmo e previsível, mesmo em situação de emergência.
Nunca deixar o paciente TEA sozinho durante uma situação de contingência.
Oferecer o reforçador ou objeto regulatório do paciente imediatamente ao sinal de desorganização.
Evitar comunicação verbal excessiva, usar gestos, recursos visuais ou comunicador quando possível.
Para pacientes não verbais: manter contato físico seguro e tranquilizador conforme perfil do paciente.
Profissional com PCM vigente assume o manejo físico em caso de crise intensa durante emergência.
5. Procedimentos por situação
5.1: Interrupção de energia elétrica
Infraestrutura: a clínica possui luminárias de emergência autônomas em todas as salas de terapia, corredores, banheiros e recepção, com acionamento automático na falta de energia.
Conduta imediata, primeiros 5 minutos:
1. Comunicar supervisão imediatamente.
Se a falha for geral (bairro):
Liderança operacional entra em contato com a Light: 0800 021 0196 ou agência virtual https://agenciavirtual.light.com.br para registro do evento e previsão de retorno.
Anotar protocolo.
Aguardar na recepção até 15 minutos. Se não retornar: suspender todos os atendimentos e comunicar as famílias para buscar os pacientes.
Se a falha for apenas na clínica:
Acionar o setor de Manutenção Predial (ADM) para que verifique o ocorrido.
Durante a falta de energia:
Suspender todos os atendimentos, não há condições seguras para manter sessões.
Manter os pacientes na recepção até a chegada dos responsáveis ou retorno da energia.
Não iniciar novos atendimentos enquanto a energia não retornar.
Caso a previsão de retorno seja alongada, recepção deverá entrar em contato com os responsáveis para suspender os atendimentos do dia.
⚠️ Alerta TEA, acionamento imediato: a mudança súbita de iluminação pode desencadear crise. Ao primeiro sinal de desorganização: oferecer reforçador, reduzir estímulos adicionais e seguir protocolo de regulação (ver POP-CLI-007). Supervisora assume o suporte clínico na recepção enquanto a recepção gerencia a comunicação com as famílias.
5.2: Falha do Neurosteps / internet
Comunicar a supervisão.
Acionar o suporte do Neurosteps: _________________________ (telefone/WhatsApp, preencher).
Acionar o provedor de internet: _________________________ (telefone, preencher).
Anotar o protocolo de atendimento de cada chamado.
Clínica passa a operar com REGISTRO MANUAL enquanto o sistema estiver fora (ver Anexo A: Formulário de Registro Manual de Evolução).
O que NÃO para durante falha de sistema:
Atendimentos clínicos continuam normalmente, o sistema não é requisito para a sessão.
Registrar todas as evoluções no Neurosteps assim que o sistema retornar, dentro do prazo de 72 horas.
Agenda e agendamentos:
Recepção mantém agenda manual (caderno ou planilha impressa do dia) para consulta durante a falha.
Não reagendar pacientes por falha de sistema, informar que o agendamento será confirmado quando o sistema retornar.
5.3: Falha do ar-condicionado
ℹ️ Por que este item é crítico: pacientes com TEA frequentemente têm hipersensibilidade térmica. Calor ou frio excessivo pode ser um antecedente direto de crise. O conforto térmico é parte do ambiente terapêutico.
Comunicar a liderança operacional.
Retirar o equipamento da tomada, aguardar 5 minutos e religar. Se não resolver: acionar o setor de manutenção predial (ADM).
Se temperatura acima de 30°C na sala: suspender o atendimento daquela sala e transferir para sala com ar-condicionado funcionando.
Se todas as salas estiverem comprometidas: verificar com a supervisão a possibilidade de sessão em dupla.
5.4: Interrupção de água
Comunicar liderança operacional e setor de manutenção predial (ADM).
Verificar se há água mineral disponível na copa para uso emergencial.
Impacto nos atendimentos:
Higienização das mãos: usar álcool 70% gel em todos os pontos de dispensação. NÃO suspender atendimentos apenas por falta de água enquanto houver álcool gel disponível.
Se a falta de água for prolongada (mais de 3 horas):
Interditar banheiros.
Suspender todos os atendimentos do período.
Comunicar as famílias dos pacientes que ainda não chegaram para não trazerem a criança.
Recepção registra e reagenda todos os atendimentos do dia afetado.
5.5: Incêndio ou emergência grave
⚠️ EVACUAÇÃO IMEDIATA: NÃO ESPERAR CONFIRMAÇÃO
Sequência obrigatória:
Acionar o alarme de incêndio (se disponível) ou gritar FOGO com voz firme para alertar todos.
Ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros: 193.
Cada terapeuta/AT conduz SEU paciente para a saída mais próxima, nunca deixar o paciente sozinho.
Recepção orienta os responsáveis presentes e garante que ninguém fique para trás.
Cuidados específicos TEA na evacuação:
Manter o paciente TEA próximo ao corpo do terapeuta, evitar soltar a mão.
Falar com calma e firmeza: "Vamos sair agora. Está tudo bem. Vamos juntos."
Não usar elevador, somente escadas. Orientar paciente sobre o barulho antes de sair.
Pacientes em crise durante a evacuação: profissional com PCM assume o manejo. Nunca abandonar o paciente.
Ao chegar no ponto externo: oferecer reforçador e aguardar regulação.
O que NÃO fazer:
NÃO retornar para buscar objetos pessoais.
NÃO usar elevador.
NÃO tentar combater o fogo sem treinamento.
NÃO deixar paciente TEA sem supervisão em nenhum momento.
5.6: Ausência inesperada de profissional
Profissional ausente comunica à recepção com a maior antecedência possível, ideal: antes do início dos atendimentos.
Supervisão avalia o impacto na agenda do dia e realoca para outro profissional, para AT volante ou verifica a possibilidade de sessão em dupla.
5.7: Intercorrência com material biológico
Situações comuns na Clínica Transformação:
Sangramento após autolesão do paciente (bater a cabeça, se morder)
Mordida de paciente em profissional ou AT
Episódio de urina ou fezes fora do vaso
Conduta geral:
Isolar a área imediatamente, afastar outras crianças.
Paramentar-se com EPIs antes de tocar em qualquer material (luvas de nitrila, avental, máscara).
Seguir o protocolo completo do POP-HIG-001: sangue, seção 12; urina e fezes, seção 12.6.
Mordida em profissional: seguir RH-POP-001 (acidente de trabalho tipo A), atendimento hospitalar em até 2 horas.
Documentação:
Preencher RH-ANX-003 (Ficha de Acidente) quando houver exposição a material biológico em profissional.
6. Lista de contatos de emergência
Esta lista deve ser impressa, plastificada e afixada em local visível na recepção e na sala da supervisão. Atualizar sempre que houver mudança de contato.
| Situação | Contato / Serviço | Telefone |
|---|---|---|
| Emergência médica | SAMU | 192 |
| Incêndio / emergência | Corpo de Bombeiros | 193 |
| Segurança | Polícia Militar | 190 |
| Energia elétrica | Light | 0800 021 0196 |
| Sistema Neurosteps | Suporte Neurosteps | _____________________ |
| Internet | Provedor: _______________ | _____________________ |
| Ar-condicionado | Empresa: _______________ | _____________________ |
| Manutenção geral | Técnico: _______________ | _____________________ |
| Administração do condomínio | ______________________ | _____________________ |
| Liderança Operacional: Thifany | Diretora | _____________________ |
| Supervisora: Laysa | Supervisão clínica | _____________________ |
| Supervisora: Estephanie | Supervisão ABA | _____________________ |
| Hospital de referência | H. M. Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo: Rod. Washington Luiz, 3200, Duque de Caxias | _____________________ |
7. Documentos complementares
POP-HIG-001: Higienização e Limpeza do Ambiente
RH-POP-001: Acidente de Trabalho (mordida, corte, queda, mal súbito)
POP-CLI-007: Gerenciamento de Crise (regulação de pacientes TEA)
RH-ANX-003: Ficha de Registro de Acidente do Colaborador
8. Anexo A: Formulário de registro manual (Neurosteps ou internet fora do ar)
Preencher à mão quando o sistema estiver indisponível. Lançar no Neurosteps assim que retornar, dentro de 72 horas.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Check-in e Check-out: Responsabilidades do Terapeuta
Procedimento obrigatório de inspeção visual na entrada e saída de pacientes não verbais, proteção jurídica do terapeuta, da criança e da clínica.
1. Objetivo
Garantir que todo terapeuta compreenda e execute corretamente o processo de check-in e check-out, com foco na proteção jurídica do profissional, da criança e da clínica. O check-in e o check-out são procedimentos obrigatórios para pacientes não verbais e fazem parte do atendimento desde o momento em que o terapeuta busca o paciente na recepção.
⚠️ O check-in e o check-out NÃO são burocracia, são proteção. Em caso de acusação relacionada a marcas ou lesões em paciente não verbal, o formulário corretamente preenchido e assinado é a única prova documental que protege o terapeuta. Campo em branco = risco jurídico real.
2. Definições, o que o terapeuta precisa saber
| Termo | O que significa para o terapeuta |
|---|---|
| Paciente verbal | Comunicação verbal funcional conforme anamnese. NÃO realiza check-in/check-out com formulário. O terapeuta busca normalmente. |
| Paciente não verbal | Sem comunicação verbal funcional conforme anamnese. OBRIGATORIAMENTE realiza check-in e check-out com o Formulário de Observação assinado pelo responsável e pelo terapeuta. |
| Listagem de não verbais | Planilha com os nomes de todos os pacientes não verbais ativos. O terapeuta consulta antes de buscar o paciente. |
| Formulário de Observação | Documento com inspeção visual de entrada e saída. Assinado pelo responsável e pelo terapeuta em cada sessão. Arquivado na pasta do paciente. |
| PCM | Certificação obrigatória para intervenção física com paciente. Apenas profissional com certificado PCM vigente pode intervir fisicamente em caso de crise. |
3. Antes de buscar o paciente, preparação
O atendimento começa antes de a sessão começar. A forma como o terapeuta chega à recepção e recepciona o paciente já é parte do cuidado clínico.
1. Verificar na agenda do Tivita/Neurosteps: nome do paciente e horário da sessão.
4. Check-in: Pacientes não verbais
O check-in é OBRIGATÓRIO para todos os pacientes não verbais. O terapeuta NÃO pode iniciar a sessão sem que o check-in esteja assinado pelo responsável. Em caso de recusa, comunicar a supervisão.
4.1 Passo a passo
Formulário de Observação (Anexo A) disponível na recepção.
Preencher o cabeçalho: nome da criança, data, horário de entrada, nome do terapeuta.
Realizar inspeção visual junto com o responsável: pele exposta, rosto, pescoço, braços, pernas.
Sem marcas: marcar ( ) Sem alterações. Com marcas: marcar ( ) Com alterações + descrever quais são.
Responsável assina no campo "Responsável na Entrada".
Terapeuta assina no campo "Terapeuta na entrada" ao receber o paciente.
5. Check-out: Pacientes não verbais
Terapeuta encerra a sessão e retorna com o paciente à recepção.
Preencher campo de saída: horário de saída.
Inspeção visual final: sem alterações → marcar "sem alterações"; com marcas novas → assinalar com "alterações" e descrever.
Caso tenha assinalado "com alterações" na entrada, manter "com alterações" na saída, esclarecendo que são as mesmas alterações da entrada.
Em caso de novas alterações: manter as da entrada + "as novas".
Responsável assina "Responsável na Saída". Terapeuta assina "Terapeuta na saída".
Entregar o formulário à recepcionista, que arquivará o formulário preenchido na pasta de check-in para ser digitalizado posteriormente.
6. Ocorrência durante a sessão
Marca nova no check-out → evoluir detalhadamente no sistema informatizado (Neurosteps), informar responsável imediatamente e comunicar supervisora antes da saída.
⚠️ O campo de inspeção SAÍDA deve SEMPRE ser preenchido pelo terapeuta na saída. Campo em branco representa risco jurídico para o profissional e para a clínica.
7. Crise na entrada ou saída
Se o paciente se desregular na entrada ou na saída, antes ou depois da sessão:
1. Manter a calma e postura regulada. O estado emocional do terapeuta influencia diretamente a criança.
8. Consequências do não cumprimento
O check-in e check-out já foram treinados e comunicados. O não cumprimento é uma falha grave de processo que expõe o paciente, o terapeuta e a clínica a riscos jurídicos reais.
| Etapa | Ação | Responsável pelo acionamento |
|---|---|---|
| 1ª | Advertência verbal, comunicação imediata ao terapeuta sobre o não cumprimento | Supervisora (acionada pela recepção) |
| 2ª | Advertência por escrito, documento formal registrado na pasta do colaborador | Supervisora elabora e entrega; cópia arquivada |
| 3ª | Encerramento da parceria, decisão da direção com base no histórico documentado | Direção, com base nas advertências anteriores |
Anexo
Check In_CheckOut 2026.pdf, modelo do Formulário de Observação para preenchimento na recepção.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Programa de Gerenciamento de Resíduos em Saúde
Diretrizes para o gerenciamento adequado dos resíduos de serviços de saúde nas duas unidades da clínica, da segregação à disposição final.
1. Objetivo
Estabelecer as diretrizes para o gerenciamento adequado dos resíduos de serviços de saúde gerados pela Clínica Transformação, visando a proteção da saúde pública, a segurança dos trabalhadores, incluindo terapeutas, auxiliares terapêuticos e equipe administrativa, e a preservação do meio ambiente, em conformidade com a legislação sanitária vigente.
2. Aplicação
Aplica-se a todos os setores e colaboradores da Clínica Transformação, incluindo equipe clínica, administrativa, de limpeza e prestadores de serviço que atuam no ambiente da clínica.
3. Referências normativas
ANVISA RDC nº 222/2018: Regulamento para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.
ANVISA RDC nº 63/2011: Boas Práticas de Funcionamento para Serviços de Saúde.
ANVISA RDC nº 50/2002: Regulamento técnico para projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.
CONAMA Resolução nº 358/2005: Tratamento e disposição final dos resíduos dos serviços de saúde.
Normas técnicas e orientações das Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais.
POP-HIG-001: Higienização e Limpeza do Ambiente da Clínica Transformação.
POP-HIG-002: Higienização de Rouparia e Materiais Têxteis.
4. Definições
O manejo dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) compreende o gerenciamento desde a geração até a disposição final, nas seguintes etapas:
| Etapa | Definição |
|---|---|
| Segregação | Separação dos resíduos no momento e local de sua geração, conforme classificação por grupos e riscos presentes. |
| Acondicionamento | Embalagem dos resíduos segregados em sacos ou recipientes resistentes a punctura, ruptura e vazamento, respeitando o limite de 2/3 da capacidade. |
| Identificação | Conjunto de medidas que permite o reconhecimento do tipo de resíduo contido em cada saco ou recipiente. |
| Transporte interno | Traslado dos resíduos dos pontos de geração até o armazenamento temporário ou externo, ao final do expediente, sem cruzamento com fluxo de pacientes. |
| Armazenamento temporário | Guarda temporária dos resíduos já acondicionados, próxima aos pontos de geração, aguardando encaminhamento ao abrigo externo. |
| Armazenamento externo | Local exclusivo para guarda dos resíduos até coleta pela empresa contratada. Mantido pelo condomínio. |
| Coleta externa | Remoção dos resíduos do armazenamento externo até a unidade de tratamento ou disposição final. |
| Tratamento | Aplicação de método que modifique as características de risco dos resíduos, reduzindo ou eliminando risco de contaminação. |
| Disposição final | Destinação ordenada dos rejeitos em locais legalmente habilitados, observando normas ambientais e sanitárias. |
5.1 Unidade Duque de Caxias
| Razão Social | Espaço Multidisciplinar Transformação LTDA |
| CNPJ | 48.191.004/0001-20 |
| Tipo de estabelecimento | Clínica de Saúde |
| Endereço | Rua Passos da Pátria, 100 - Jardim 25 de Agosto, Duque de Caxias - RJ, CEP 25071-220 |
| Funcionamento | Segunda a sexta-feira a Sábado |
5.2 Unidade Barra da Tijuca
| Razão Social | Espaço Multidisciplinar Transformação LTDA |
| CNPJ | 48.191.004/002-01 |
| Tipo de estabelecimento | Clínica de Saúde |
| Endereço | Av. Salvador Allende, 3290: Ilha Pura Mall, Barra Olímpica, Rio de Janeiro. Lojas 302 a 307 |
| Funcionamento | Segunda a sexta-feira a Sábado |
5.3 Responsável Técnico
| Nome completo | Paola Ferreira de Moura Almeida |
| Formação | Psicologia |
| Nº registro profissional | CRP: ___________ |
6. Responsáveis pelo PGRSS
| Responsável | Atribuições |
|---|---|
| Responsável Técnica (RT): Paola | Elaborar, implementar, aplicar, manter e revisar anualmente as normas do PGRSS. Aprovar o programa e responder perante os órgãos sanitários. |
| Equipe de higienização da clínica | Executar a coleta interna dos resíduos do Grupo D (resíduo comum) ao final do expediente. Acondicionar e encaminhar ao armazenamento temporário. |
| Equipe de higienização do condomínio | Realizar a coleta e transporte dos resíduos dos Grupos A4 e D do armazenamento temporário ao abrigo externo. Responsável pela gestão do abrigo externo e pelos Manifestos de Transporte de Resíduos (MTR). |
| Administração do condomínio | Contratar e manter empresa especializada para coleta de resíduos infectantes (A4) e perfurocortantes (E). Emitir e arquivar os MTRs. Manter o abrigo externo em conformidade. |
| Toda a equipe clínica e administrativa | Realizar a segregação correta dos resíduos no ponto de geração. Utilizar os recipientes corretos para cada grupo. Nunca repassar material contaminado sem acondicionamento adequado. |
7.1 EPIs obrigatórios para manejo de resíduos
Luvas de borracha (manejo de resíduos infectantes e perfurocortantes)
Luvas de procedimento descartável (manejo de resíduo comum)
Avental/uniforme
Sapato fechado
Máscara descartável (quando houver risco de respingo ou aerossol)
7.2 Recipientes e acondicionamento
Sacos plásticos branco leitoso com simbologia de infectante (ABNT NBR 7500:2020): Grupo A4
Sacos plásticos para coleta de resíduo comum (ABNT NBR 9191:2008): Grupo D
Lixeiras com pedal, exclusivas e identificadas por grupo de resíduo
A Clínica Transformação é uma clínica de neurodesenvolvimento infantil, sem procedimentos invasivos de rotina.
8. Caracterização dos resíduos gerados
Os resíduos gerados pela Clínica Transformação são classificados em:
8.1 Grupo A: Resíduos Infectantes (Subgrupo A4)
Não se aplica de forma rotineira à Clínica Transformação.
Resíduos com possível presença de agentes biológicos que podem apresentar risco de infecção. Na Clínica Transformação, incluem:
Luvas descartáveis com contato com sangue ou fluidos corporais
Gazes, curativos e materiais absorventes contaminados com sangue
Materiais descartáveis utilizados em atendimento com contato com fluidos
ℹ️ OBS: Fraldas e materiais com urina ou fezes SEM sangue ou infecção identificada são classificados como Grupo D (resíduo comum), conforme protocolo do POP-HIG-001, seção 12.6.
8.2 Grupo B: Resíduos Químicos
Não se aplica de forma rotineira à Clínica Transformação. Em caso de uso eventual de produtos químicos (ex.: mercúrio de termômetro quebrado), seguir orientação específica da VISA local.
8.3 Grupo D: Resíduos Comuns
Resíduos sem risco biológico, químico ou radiológico, equiparáveis ao resíduo domiciliar. São o principal tipo de resíduo gerado pela clínica:
Papéis administrativos, impressões, embalagens
Restos de alimentos da copa (não contaminados)
Fraldas descartáveis com urina ou fezes (sem presença de sangue ou agente infeccioso identificado)
EPIs descartáveis sem contato com fluidos corporais (máscaras, luvas intactas)
Materiais de escritório e limpeza sem contaminação
Materiais recicláveis: papel, plástico, vidro, metal, quando segregados
8.4 Grupo E: Resíduos Perfurocortantes
Não se aplica.
9. Segregação, acondicionamento e identificação
Os resíduos devem ser segregados NO MOMENTO e NO LOCAL de sua geração. Nunca misturar grupos diferentes. Nunca esvaziar ou reaproveitar sacos. Substituir quando atingirem 2/3 da capacidade.
| Grupo | Recipiente | Identificação | Substituição | |
|---|---|---|---|---|
| ● | A4: Infectante (Eventual) | Saco branco leitoso + lixeira com pedal identificada | Símbolo de infectante (NBR 7500:2020) | Sob demanda |
| ● | D: Comum | Saco preto ou transparente para resíduo comum (NBR 9191:2008) | 'Resíduo Comum', identificar a lixeira | Quando atingir 2/3 ou a cada 24h |
Após atingir o limite: fechar o saco com nó simples ou lacre, não reabrir.
10. Coleta interna e transporte
| Grupo | Responsável | Frequência | EPI obrigatório |
|---|---|---|---|
| A4 | Equipe de higienização | Sob demanda | Uniforme, sapato fechado, luva de borracha |
| D | Equipe de higienização da clínica | Diária, ao final do expediente | Uniforme, sapato fechado, luva de procedimento |
O transporte interno deve acontecer ao final do expediente, sem cruzamento com pacientes ou responsáveis em trânsito.
Sacos fechados: não arrastar pelo chão. Carregar pelas alças, sem contato com o corpo.
11.1 Armazenamento temporário (dentro da clínica)
Local próximo aos pontos de geração, de acesso restrito à equipe autorizada.
Resíduos já acondicionados aguardam encaminhamento ao abrigo externo.
Identificado com símbolo correspondente ao tipo de resíduo armazenado.
Limpeza e higienização do local após cada retirada.
11.2 Armazenamento externo (Caçamba ou abrigo do condomínio)
Caxias: Grupo D é encaminhado para caçamba, onde a prefeitura realiza a coleta.
Barra: Encaminhado para o abrigo externo disponível no Shopping.
12. Coleta externa e disposição final
| Grupo | Empresa coletora | Frequência | EPI | Veículo |
|---|---|---|---|---|
| A4 | Sob demanda | Sob demanda | Uniforme, sapato fechado, luva de borracha | Caminhão coletor |
| D | Prefeitura | Diária | Uniforme, sapato fechado, luva | Caminhão compactador |
Toda coleta de resíduo infectante, químico e perfurocortante é realizada por empresa especializada, com veículo identificado e exclusivo para esta finalidade.
13. Tratamento extra unidade
| Grupo | Tipo de tratamento |
|---|---|
| A4 | Autoclavagem (esterilização por calor e pressão a mín. 135°C) |
| D | Aterro sanitário licenciado |
14. Manutenção predial e controle de pragas
| Serviço | Periodicidade |
|---|---|
| Limpeza da caixa d'água | Semestral |
| Análise da água | Semestral |
| Controle de pragas (dedetização) | Mensal |
Registros e certificados de aplicação devem ser mantidos disponíveis para fiscalização da VISA.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Higienização e Limpeza do Ambiente
Padrão de limpeza e desinfecção de todas as áreas físicas da clínica, com produtos e técnicas adequados ao ambiente sensorial TEA.
1. Objetivo
Estabelecer o padrão de higienização e limpeza de todas as áreas físicas da Clínica Transformação, garantindo ambiente seguro para pacientes, responsáveis, profissionais e visitantes, em conformidade com a legislação sanitária vigente e com as necessidades sensoriais dos pacientes atendidos.
2. Base legal e normativa
| Norma | O que determina para a clínica |
|---|---|
| RDC ANVISA nº 50/2002 | Obrigação de limpeza e higiene de todas as dependências, superfícies e equipamentos de estabelecimentos assistenciais de saúde. |
| Manual ANVISA: Limpeza e Desinfecção de Superfícies (2010) | Principal referência técnica nacional. Define classificação de áreas, técnicas e produtos. Adotado como referência principal deste POP. |
| RDC ANVISA nº 222/2018 | Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Define obrigações de limpeza e, em situações de exposição a sangue ou fluidos corpóreos, classifica o material como resíduo Grupo A, exigindo tratamento diferenciado (ver seção 12). |
| NR-32/2005 (MTE) | Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. Define EPIs obrigatórios e proteção ao trabalhador em caso de exposição a material biológico. |
| RDC ANVISA nº 216/2004 | Boas práticas para serviços de alimentação. Aplica-se à cozinha/copa da clínica. |
A Clínica Transformação não gera resíduos infectantes (Grupo A) de forma rotineira. Em situações excepcionais de crise de paciente com TEA onde haja sangue envolvido (ex.: mordida), aplica-se o protocolo específico da seção 12.
3. Definições
| Termo | Definição |
|---|---|
| Limpeza | Remoção de sujidade visível por ação mecânica com água e detergente neutro. SEMPRE precede a desinfecção. |
| Desinfecção | Inativação de micro-organismos patogênicos após limpeza, mediante uso de desinfetante hospitalar registrado na ANVISA. |
| Desinfetante hospitalar | Quaternário de amônio, sem odor forte, adequado para ambiente TEA. |
| Área semicrítica | Ambientes com pacientes não infecciosos (salas de terapia, banheiros, recepção). Requer limpeza + desinfecção. |
| Área não crítica | Administrativo, cozinha, áreas externas. Requer limpeza simples. |
| Resíduo Grupo A | Resíduo com risco biológico, inclui sangue e fluidos corpóreos. Geração EXCEPCIONAL nesta clínica. |
| DML | Depósito de Material de Limpeza, guarda e preparo exclusivo de produtos e utensílios de limpeza. |
4. Classificação das áreas da clínica
| Classificação | Áreas | Tipo de higienização | Frequência mínima |
|---|---|---|---|
| Semicrítica | Salas de terapia, recepção, banheiros, corredor, fraldário | Limpeza + desinfecção das superfícies de contato | Salas: 1× ao dia | Banheiros: final do expediente + quando necessário | Fraldário: rotina diária + quinzenal (ver seção 8.8) |
| Não crítica | Administrativo, cozinha, DML, abrigo de lixo, brinquedão, áreas externas (portão) | Limpeza simples | 1× ao dia ou conforme necessidade |
5. Produtos saneantes, padrão da clínica
A clínica adota três produtos padrão. Todos devem ter registro/notificação ANVISA vigente. Não misturar produtos. Respeitar prazo de validade e diluição do fabricante.
| Produto | Diluição | Onde usar | Função |
|---|---|---|---|
| Detergente neutro líquido | ≈ 1% | Todas as superfícies | LIMPEZA, remove sujidade. Sempre precede a desinfecção. |
| Desinfetante hospitalar, quaternário de amônio | Conforme fabricante | Pisos, banheiros, superfícies de contato das salas, mobiliário, brinquedos rígidos | DESINFECÇÃO de superfícies. Sem odor forte, adequado para TEA. |
| Álcool etílico 70% (gel, dispensador | líquido, borrifador) | Pronto uso | Higiene das mãos; brinquedos entre sessões; desinfecção pontual rápida | DESINFECÇÃO rápida e higiene das mãos. |
⚠️ ATENÇÃO TEA: Não utilizar produtos com odor forte.
5.1 Produto de apoio para limpeza pesada: CIF
Para manchas e sujidade aderida que o detergente neutro não remove, a clínica adota o CIF como produto de apoio, restrito às aplicações abaixo. O CIF não substitui o desinfetante hospitalar e não deve ser usado em superfícies de contato direto e frequente com o paciente sem enxágue completo posterior.
Limpeza pesada de mobiliários com manchas de caneta ou tinta
Pias brancas
Portas
Acabamentos em madeira dos papéis de parede
Pendência de padronização (ver seção 17): o modo de aplicação do CIF nesses itens (diluição, tempo de contato, frequência) ainda está em definição com a liderança da unidade e será formalizado em revisão futura deste POP.
6. EPIs obrigatórios, colaborador de limpeza
Conforme NR-32/2005, fornecimento gratuito obrigatório pelo empregador:
| EPI | Especificação e uso |
|---|---|
| Luvas de nitrila ou látex | Uso durante toda a limpeza. Trocar entre áreas. Descartar após uso. |
| Avental impermeável ou uniforme | Proteção contra respingos. Lavar ao fim do turno. |
| Máscara cirúrgica | Manipulação de saneantes. |
| Calçado fechado antiderrapante | Uso durante todo o turno. |
| Óculos de proteção | Diluição de produtos concentrados. |
7. Princípios gerais de higienização
Limpeza SEMPRE precede a desinfecção.
Sequência no ambiente: de cima para baixo (teto → paredes → mobiliário → piso).
Sequência entre ambientes: do mais limpo para o mais sujo (salas → recepção → corredor → banheiros).
Nunca varrer a seco, usar pano úmido ou mop úmido.
Panos e mops de banheiro são exclusivos, identificados por cor.
Nunca guardar pano ou mop úmido, secar completamente antes de guardar.
8.1 Salas de terapia, 1× ao dia (antes dos atendimentos) + quando necessário
ℹ️ Higienização das salas: colaborador de limpeza 1× ao dia. Durante o dia, higienização pontual entre sessões é responsabilidade de terapeutas/estagiários.
8.2 Banheiros, final do expediente + quando necessário
1. Paramentar-se com todos os EPIs.
Itens de periodicidade quinzenal (portas e boxes) constam na seção 10.
8.3 Recepção e sala de espera, 1× ao dia (manhã) + pontual quando necessário
1. Limpar cadeiras, mesas e balcão com pano de microfibra + detergente neutro.
8.4 Cozinha, após cada uso + limpeza completa 1× ao dia (RDC 216/2004)
1. Limpar bancada e mesa com pano EXCLUSIVO da copa + detergente neutro.
Itens de periodicidade quinzenal (ar-condicionado, interior da geladeira, porta de acesso) constam na seção 10.
8.5 DML, semanal + quando necessário
Manter organizado e fora do alcance de pacientes.
Nunca armazenar junto com alimentos, medicamentos ou materiais clínicos.
Lavar piso e bancada semanalmente com detergente neutro.
Verificar validade e estoque mensalmente.
8.6 Abrigo de lixo, após cada coleta + limpeza semanal
Manter fechado quando não em uso.
Lavar com detergente neutro após cada coleta.
Limpeza com desinfetante hospitalar 1× por semana.
Nunca deixar sacos no chão.
Pendência (ver seção 17): ativação plena da área destinada ao armazenamento de lixo, aguardando instalação do ralo e retirada do aparelho de ar-condicionado do local.
8.7 Higienização de brinquedos entre sessões
ℹ️ Responsabilidade dos estagiários, sob supervisão do terapeuta. Não é função do colaborador de limpeza.
| Tipo de brinquedo | Como higienizar | Quando |
|---|---|---|
| Plástico duro, borracha, madeira envernizada | Álcool 70% líquido, borrifar e esfregar. Aguardar secar completamente. | Entre cada sessão |
| Contato com saliva (levou à boca) | Álcool 70%, imediato. Se não possível: retirar de uso e lavar com detergente ao final do dia. | Imediatamente após o contato |
| Pelúcias e tecidos | Máquina com detergente neutro. NÃO usar álcool. | Semanal ou quando sujo |
| Livros e papel | Pano levemente úmido com detergente neutro. Secar imediatamente. | Quando sujo |
⚠️ Deixar o álcool secar completamente antes de devolver o brinquedo. Não retirar brinquedos do lugar sem comunicar a equipe.
8.8 Fraldário
Rotina diária de limpeza e desinfecção do trocador conforme princípios da seção 7, aplicada após cada troca. Itens de periodicidade quinzenal (lavagem do estofado) constam na seção 10.
Ver também seção 12.6 para o protocolo específico de urina e fezes em consultório/ambientes de atendimento.
9. Protocolo de higiene das mãos
Todos os profissionais e colaboradores seguem a técnica OMS:
Técnica com água e sabão, 40 a 60 segundos
1. Umedecer as mãos.
Álcool 70% gel, 20 a 30 segundos (mãos visivelmente limpas)
1. Aplicar dose suficiente (≈ 3 mL).
Procedimento detalhado e técnica completa: ver POP-SEG-001: Higienização das Mãos.
10. Limpeza semanal e periódica
Consolidação de todas as tarefas de menor frequência (quinzenal, mensal ou conforme necessidade), organizadas por área, inclui os itens definidos pela liderança da unidade para o Registro Mensal de Higienização (HIG-PLANILHA-001).
10.1 Estrutura geral
| Tarefa | Periodicidade | Observação |
|---|---|---|
| Limpeza de paredes e rodapés | Quinzenal | Pano úmido com detergente neutro. |
| Janelas e vidros internos | Quinzenal | Microfibra úmida; finalizar seco. |
| Luminárias e interruptores | Quinzenal | Nunca molhar contatos elétricos. |
| Interior de armários | Mensal | Retirar materiais, limpar com pano úmido com detergente neutro, secar. |
10.2 Cozinha
| Tarefa | Periodicidade | Observação |
|---|---|---|
| Aparelho de ar-condicionado (filtros e parte externa) | Quinzenal | Retirar e higienizar filtros; limpar parte externa do aparelho com pano úmido. |
| Interior da geladeira | Quinzenal | Esvaziar, limpar com detergente neutro, secar antes de repor alimentos. |
| Porta de acesso | Quinzenal | Limpeza de ambos os lados, maçaneta incluída. |
10.3 Setor Administrativo (ADM)
| Tarefa | Periodicidade | Observação |
|---|---|---|
| Interior do frigobar | Quinzenal | Esvaziar, limpar com detergente neutro, secar. |
| Portas | Quinzenal | Limpeza de ambos os lados, maçaneta incluída. |
| Vidros e espelhos | Quinzenal | Microfibra úmida; finalizar seco, sem borrifar produto próximo a equipamentos. |
| Tapetes | Mensal | Ver também seção 10.6, higienização imediata quando sujo. |
10.4 Banheiros
| Tarefa | Periodicidade | Observação |
|---|---|---|
| Portas | Quinzenal | Limpeza de ambos os lados, maçaneta incluída. |
| Boxes | Quinzenal | Limpeza com detergente neutro; desinfecção com desinfetante hospitalar. |
10.5 Fraldário
| Tarefa | Periodicidade | Observação |
|---|---|---|
| Lavagem do estofado do trocador | Quinzenal e sempre que houver necessidade | Conforme instrução do fabricante do estofado; secar completamente antes do uso. |
10.6 Brinquedão, portão e tapetes
| Tarefa | Periodicidade | Observação |
|---|---|---|
| Brinquedão, lavagem completa | Quinzenal | + manutenção diária com pano e detergente neutro. |
| Portão, lavagem completa | Mensal | + manutenção periódica conforme necessidade. |
| Tapetes (geral) | Semanal | + higienização imediata sempre que houver sujeira. |
11. Gestão de resíduos
| Grupo | Tipo | Exemplos | Acondicionamento |
|---|---|---|---|
| D | Comuns | Papel, embalagens, restos de alimentos, papel toalha, EPI sem contaminação | Saco preto. Coleta municipal. |
| D: Recicláveis | Recicláveis | Plástico, vidro, papel limpo | Saco preto. Coleta municipal. |
| B: Químico | Saneantes | Caso necessário descarte de quaternário, álcool, detergente | Seguir instrução do fabricante. Logística reversa. |
| A: Biológico (EXCEPCIONAL) | Fluidos corpóreos | Material contaminado com sangue em situação de crise, ver seção 12 | Saco branco leitoso identificado. Ver seção 12. |
Lixeira com tampa e pedal em cada ambiente.
Retirar os sacos quando atingirem 2/3 da capacidade.
Transporte interno: pelo corredor, sem passar pela sala de espera durante atendimentos.
12. Protocolo de emergência, exposição acidental a sangue
SITUAÇÃO EXCEPCIONAL: A Clínica Transformação NÃO gera resíduos infectantes de forma rotineira. Esta seção aplica-se exclusivamente a situações de crise de paciente com TEA onde haja sangue envolvido (ex.: mordida do paciente em terapeuta ou AT, autoagressão com ferimento, mordida entre pacientes). Qualquer exposição a sangue humano é classificada como resíduo Grupo A pela RDC 222/2018, independentemente da quantidade.
12.1 Quando este protocolo se aplica
Mordida do paciente que cause sangramento em profissional ou outro paciente
Autoagressão do paciente com ferimento que produza sangue
Qualquer contato de sangue humano com superfícies, pano, piso ou material da clínica
12.2 Ação imediata, profissional ou paciente exposto
Primeiros socorros antes da higienização. A limpeza do ambiente vem DEPOIS de cuidar das pessoas envolvidas.
| Passo | Quem | O que fazer |
|---|---|---|
| 1 | Qualquer profissional presente | Afastar a criança da situação com calma. Acionar a supervisora imediatamente. |
| 2 | Profissional exposto (mordida/sangramento) | Lavar o local com água corrente e sabão por pelo menos 5 minutos. Não esfregar com força, lavar com água abundante. |
| 4 | Supervisora / Diretora | Avaliar a necessidade de encaminhamento ao pronto-socorro para profilaxia, especialmente se houver ferimento profundo ou mordida grave. |
| 5 | Supervisora | Registrar o ocorrido no livro de ocorrências: data, horário, paciente envolvido, profissional exposto, localização do ferimento, conduta adotada. |
| 6 | Supervisora | Comunicar o responsável pelo paciente sobre o ocorrido, conforme orientação da diretora sobre como e quando informar. |
12.3 Limpeza e desinfecção da área contaminada com sangue
Esta etapa é realizada após as pessoas envolvidas terem sido atendidas. O colaborador de limpeza deve ser acionado com os EPIs reforçados abaixo.
EPIs obrigatórios para este procedimento
Luvas de borracha
Avental impermeável ou uniforme
Máscara cirúrgica
Óculos de proteção
Calçado fechado antiderrapante
Passo a passo da limpeza da área contaminada
1. Paramentar-se com todos os EPIs reforçados antes de tocar em qualquer material.
12.4 Descarte do resíduo Grupo A
Resíduos com sangue são classificados como Grupo A (biológico) pela RDC 222/2018 e devem ser descartados em saco branco leitoso.
Comunicar liderança e solicitar coleta eventual junto ao setor de compras.
Nunca descartar saco branco no lixo comum ou na coleta seletiva.
12.5 Materiais a manter no estoque para esta situação
| Material | Quantidade mínima em estoque | Onde guardar |
|---|---|---|
| Sacos brancos leitosos (identificados Grupo A) | Mínimo 5 unidades | DML, separado dos demais sacos |
| Luvas grossas de borracha | 1 par, tamanho M e G | DML |
| Óculos de proteção | 2 unidades | DML |
| Papel toalha descartável | Estoque permanente | Recepção e DML |
| Curativo adesivo e gaze | Kit básico de primeiros socorros | Recepção |
Verificar o estoque destes materiais mensalmente. Mesmo sendo situação rara, os materiais precisam estar disponíveis imediatamente quando necessário.
12.6 Protocolo para urina e fezes em consultório
Classificação: Urina e fezes de pacientes TEA sem condição infecciosa são resíduo Grupo D (comum) pela RDC 222/2018. Não exigem saco branco ou vermelho e nem coleta especial. O protocolo abaixo garante higiene e segurança.
O terapeuta ou AT aciona a recepção via WhatsApp para solicitar apoio do colaborador de limpeza. Nesse momento a recepção também comunica aos responsáveis para troca de fralda / higiene do paciente.
EPIs para urina e fezes
| EPI | Especificação |
|---|---|
| Luvas de nitrila (descartáveis) | Suficientes, não é necessário luva de borracha grossa |
| Avental/uniforme impermeável | Obrigatório, protege contra respingos |
| Máscara cirúrgica | Obrigatório, especialmente para fezes |
| Calçado fechado antiderrapante | Obrigatório |
Procedimento: Urina no piso ou mobiliário
| Passo | O que fazer |
|---|---|
| 1 | Paramentar-se com luvas de nitrila, avental/uniforme e máscara. |
| 2 | Absorver a urina com papel toalha descartável, tampar e absorver, sem esfregar. |
| 3 | Descartar o papel toalha no saco de lixo comum (saco preto: Grupo D). |
| 4 | Limpar a área com pano umedecido em detergente neutro, remover toda sujidade visível. |
| 5 | Aplicar desinfetante hospitalar (quaternário de amônio). Aguardar o tempo de contato do fabricante. |
| 6 | Secar com papel toalha limpo. Descartar no lixo comum. |
| 7 | Retirar EPIs e lavar as mãos (40–60 seg com água e sabão). |
Procedimento: Fezes no piso ou mobiliário
| Passo | O que fazer |
|---|---|
| 1 | Paramentar-se com luvas de nitrila, avental/uniforme e máscara. |
| 2 | Remover o excesso sólido com papel toalha descartável, sempre de fora para dentro da área afetada. Nunca esfregar. |
| 3 | Descartar em saco de lixo comum (saco preto: Grupo D). Fechar e remover da sala imediatamente. |
| 4 | Limpar a área com pano umedecido em detergente neutro, remover toda sujidade residual. |
| 5 | Aplicar desinfetante hospitalar (quaternário de amônio). Aguardar mínimo de 10 minutos de contato para fezes. |
| 6 | Secar com papel toalha limpo. Descartar no lixo comum. |
| 7 | Se houve contato com superfície porosa (madeira sem verniz): repetir o passo 5 uma segunda vez. |
| 8 | Retirar EPIs na ordem: avental → luvas → máscara. Descartar no lixo comum. |
| 9 | Lavar as mãos com água e sabão por 40–60 segundos. |
13. Treinamento
Todo colaborador de limpeza recebe treinamento presencial antes de iniciar as atividades.
Reciclagem anual ou sempre que houver atualização do POP.
Os estagiários responsáveis pela higienização de brinquedos também recebem orientação específica.
Registro em lista de presença assinada pelo colaborador e pelo RT.
14. Registros e rastreabilidade
Manter por no mínimo 2 anos, disponibilizar à Vigilância Sanitária quando solicitado:
| Documento | Responsável | Frequência | Arquivo |
|---|---|---|---|
| Checklist de limpeza diária (Anexo A) | Colaborador | Diário | Pasta física na gerência |
| Registro de ocorrência com sangue (livro de ocorrências) | Supervisora | A cada evento | Livro de ocorrências da clínica |
| Comprovante de descarte de resíduo Grupo A | Gerência | A cada evento | Pasta de documentos sanitários |
| Registro Mensal de Higienização (HIG-PLANILHA-001) | Colaborador / Supervisora | Mensal | Planilha digital, ver seção 16 |
15.1 Coleta
Utilizar luvas para manuseio.
Separar os panos por tipo de uso: banheiros, salas de atendimento, áreas administrativas.
Não misturar panos com uniformes ou roupas pessoais.
15.2 Pré-tratamento
Quando houver presença de saliva, secreções respiratórias, vômito ou sangue: remover a sujidade visível e deixar o pano imerso por 10 minutos em solução desinfetante compatível com o protocolo da clínica antes da lavagem.
15.3 Lavagem na máquina
Utilizar detergente ou sabão para roupas.
Selecionar ciclo completo de lavagem.
Preferir água morna ou quente quando a máquina permitir.
Não sobrecarregar a máquina.
15.4 Desinfecção
Adicionar alvejante à base de hipoclorito de sódio (água sanitária sem perfume) no compartimento apropriado da máquina, seguindo a recomendação do fabricante do produto e da lavadora.
15.5 Enxágue
Realizado automaticamente pela máquina.
15.6 Secagem
Secar completamente antes do armazenamento.
Pode ser em secadora ou varal em local limpo e ventilado.
Não guardar panos úmidos.
Pendência (ver seção 17): definição de um local adequado, arejado e protegido, especificamente para secagem dos materiais lavados no tanquinho.
15.7 Armazenamento
Guardar em armário limpo, seco e fechado.
Separar os panos limpos dos panos aguardando lavagem.
15.8 Frequência recomendada
Lavar ao final de cada turno ou ao final do dia.
16. Observações
Registro operacional de todas as tarefas de higienização (diárias, semanais, quinzenais e mensais), incluindo os itens da seção 10:
HIG-PLANILHA-001_Registro_Mensal_Higienizacao.xlsx
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Higienização das Mãos
Padronização da higienização das mãos como medida isolada mais importante para prevenção de infecções em serviços de saúde.
1. Objetivo
Padronizar e reforçar a correta higienização das mãos em todos os ambientes assistenciais da clínica, visando:
Reduzir a carga microbiana transitória e residente da pele
Prevenir contaminação cruzada entre pacientes, profissionais e superfícies
Minimizar risco de infecções relacionadas à assistência em saúde
Garantir conformidade com normas da ANVISA e diretrizes de segurança do paciente
A higienização das mãos é considerada a medida isolada mais importante para prevenção de infecções em serviços de saúde.
2. Aplicação
Este procedimento deve ser realizado por toda a equipe da Clínica Transformação.
3. Referências
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Assistência Segura: Uma Reflexão Teórica Aplicada à Prática. Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. Brasília, 2013.
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Segurança do paciente em serviços de saúde: Higienização das mãos. Brasília, 2009.
4. Documentos Complementares
Manual de Biossegurança
PGRSS: Programa de Gerenciamento de Resíduos em Saúde
POP-HIG-001: Higienização e Limpeza do Ambiente
5. Materiais
Água corrente
Sabonete líquido comum
Preparação alcoólica a 70% (álcool gel ou solução alcoólica)
Papel toalha descartável
Lixeira com acionamento sem contato manual
6.1 Regras gerais antes de iniciar
Antes de qualquer higienização, é obrigatório:
Retirar adornos: anéis, relógios, pulseiras
Manter unhas curtas, limpas e sem esmalte descascado
Proibir unhas artificiais
Evitar lesões abertas nas mãos
6.2 Quando lavar com água e sabão
A lavagem com água e sabonete é obrigatória quando:
As mãos estiverem visivelmente sujas
Após uso do banheiro
Após contato com sangue ou fluidos corporais
Antes e após contato com o paciente
No início e no final do turno
6.3 Técnica de lavagem com água e sabão (40–60 segundos)
1. Molhar as mãos completamente
Tempo total: 40 a 60 segundos.
6.4 Aplicação obrigatória de álcool gel após lavagem
Após lavar e secar as mãos, recomenda-se aplicar álcool gel 70% em situações assistenciais para reforço antisséptico.
⚠️ Importante: álcool gel só é eficaz com mãos secas.
6.5 Quando utilizar somente álcool gel (20–30 segundos)
O álcool gel pode substituir a lavagem quando:
As mãos NÃO estiverem visivelmente sujas
Entre atendimentos consecutivos, caso não exista contato com o paciente
Após tocar superfícies próximas ao paciente
6.6 Técnica correta de fricção com álcool gel (20–30 segundos)
1. Aplicar quantidade suficiente (palma cheia)
Tempo total: 20 a 30 segundos.
7. Anexo
Cartaz ilustrado da técnica de higienização simples das mãos (OMS/ANVISA/Ministério da Saúde), a ser afixado em pontos de água de toda a clínica.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Acidente de Trabalho: Conduta, Registro e Obrigações Legais
Conduta padronizada frente a acidentes de trabalho, atendimento imediato, redução de danos e cumprimento das obrigações legais (CAT/eSocial).
1. Objetivo
Padronizar a conduta frente a acidentes de trabalho envolvendo colaboradores, garantindo atendimento imediato, redução de danos, segurança ocupacional e cumprimento das obrigações legais.
2. Responsabilidades
| Quem | O que faz |
|---|---|
| Supervisão e Diretoria Clínica | Coordenar a conduta em campo e garantir o registro do acidente. |
| Equipe (qualquer colaborador) | Comunicar imediatamente o acidente e seguir o protocolo deste POP. |
| RH | Emissão da CAT junto ao eSocial e controle documental. |
3. Tipos de acidente de trabalho
| Tipo | Definição |
|---|---|
| Típico | Ocorre no local e horário de trabalho, durante o exercício das atividades na clínica. |
| Trajeto | Ocorre no percurso casa–trabalho–casa. |
| Doença ocupacional | Enfermidade adquirida ou desencadeada em função das condições de trabalho. Equiparada a acidente de trabalho pela legislação. |
4. Conduta inicial obrigatória, acidentes típicos
⚠️ Estas etapas se aplicam a QUALQUER acidente típico, antes de identificar o tipo específico (A, B, C ou D a seguir).
5. Protocolos por tipo de acidente
Tipo A: Perfurocortante / Exposição a Material Biológico
⚠️ PRIORIDADE MÁXIMA: Atendimento em até 2 horas.
Lavar imediatamente com água corrente e sabão por pelo menos 5 minutos.
Em caso de mucosas (oral, nasal ou ocular): lavar apenas com água corrente ou SF 0,9%.
NÃO espremer o local.
NÃO aplicar álcool ou produtos irritantes.
Cobrir com gaze estéril.
Encaminhar IMEDIATAMENTE ao hospital de referência: Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, Rod. Washington Luiz, 3200, Parque Beira Mar, Duque de Caxias/RJ.
Prazo ideal: até 2 horas.
Se a fonte (paciente) for conhecida:
Identificar o paciente fonte: nome completo, documento e procedimento realizado.
Informar os responsáveis de forma clara e ética sobre o ocorrido.
Solicitar autorização para avaliação sorológica (Anexo 1: Termo de Consentimento).
Se autorizado: encaminhar o paciente junto ao colaborador ao hospital de referência.
Se o paciente RECUSAR: registrar a recusa formalmente (Anexo 2: Termo de Recusa). O colaborador segue ao hospital mesmo assim.
Caso o profissional recuse o atendimento médico, aplicar o termo de recusa de atendimento médico (Anexo 4).
Tipo B: Corte com Sangramento (sem exposição a material biológico)
Lavar com água corrente.
Compressão direta com gaze estéril.
Manter pressão contínua por 5 a 10 minutos.
Elevar o membro afetado, se possível.
Encaminhar ao hospital de referência se o sangramento for persistente ou o corte for profundo.
Tipo C: Queda / Trauma
Avaliar dor e mobilidade.
Imobilizar o colaborador se necessário.
NÃO movimentar em caso de suspeita de fratura.
Acionar o SAMU (192) imediatamente em suspeita de fratura ou trauma grave.
Tipo D: Mal Súbito / Perda de Consciência
Colocar o colaborador em decúbito dorsal (deitado de costas).
Elevar os membros inferiores.
Monitorar a respiração continuamente.
Se não responsivo: acionar o SAMU (192) imediatamente.
6. Acidente de trajeto
O colaborador (ou familiar) deve comunicar o ocorrido à clínica assim que possível, informando: data e horário | local do acidente | tipo de ocorrência | se houve atendimento médico.
| Situação | Conduta |
|---|---|
| Risco à vida ou necessidade imediata | Acionar SAMU (192). |
| Colaborador próximo à clínica sem referência | Orientar a procurar o Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo. |
| Já em atendimento em outro serviço | Manter acompanhamento e solicitar os documentos do atendimento. |
Documentos e evidências obrigatórios para registro:
Relatório ou atestado médico / ficha de atendimento.
Boletim de ocorrência (quando aplicável).
Registro de data/horário/local: declaração simples, comprovante de transporte por app, etc.
7.1 Definição e tipos
Considera-se doença ocupacional aquela adquirida ou desencadeada em função das condições de trabalho, sendo equiparada a acidente de trabalho conforme legislação vigente.
| Tipo | Descrição e exemplos |
|---|---|
| Doença profissional | Relacionada diretamente à atividade exercida. Ex.: LER/DORT em profissionais que realizam manejo físico repetitivo. |
| Doença do trabalho | Relacionada ao ambiente ou condições de trabalho. Ex.: estresse ocupacional, problemas respiratórios, dermatites de contato. |
7.2 Sinais de alerta, clínica deve estar atenta a
Dor recorrente relatada pelo colaborador com relação ao trabalho.
Afastamentos frequentes por motivo de saúde.
Limitação funcional progressiva.
Queixas repetidas ao longo do tempo.
7.3 Conduta inicial
Colaborador comunica ao RH ou ao gestor direto.
RH registra a queixa formalmente.
Avaliar a relação entre a queixa e a atividade laboral.
Encaminhar o colaborador para avaliação com médico do trabalho, definido pelo RH. Solicitar laudo ou atestado.
Se necessário: orientar atendimento no Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo.
Confirmado o nexo causal ou havendo suspeita relevante: abrir a CAT (ver seção 8).
ℹ️ A CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) pode ser emitida mesmo sem confirmação definitiva do diagnóstico, em caso de suspeita relevante de doença ocupacional.
8. Pós-acidente, obrigações legais e registro
Aplica-se para todos os três tipos de acidente.
Preencher a Ficha de Acidente do Colaborador (Anexo 3) imediatamente após o evento.
RH comunica a empresa Vital para emitir a CAT junto ao eSocial em até 24 horas úteis após o acidente.
Arquivar todos os documentos na pasta do colaborador.
Monitorar o colaborador: acompanhar a evolução clínica e o retorno ao trabalho.
⚠️ O colaborador NÃO deve retornar às atividades sem avaliação médica e autorização formal.
Documentos necessários para abertura da CAT:
| Categoria | Dados exigidos |
|---|---|
| Dados da empresa | CNPJ e endereço completo. |
| Dados do colaborador | CPF e NIT/PIS. |
| Dados do acidente | Data, hora, local e descrição detalhada do ocorrido. |
| Documentação médica | Laudo médico com CID e informações sobre afastamento. |
9. Registros, documentos a arquivar na pasta do colaborador
Ficha de acidente (Anexo 3)
CAT emitida
Registro de atendimento (ficha ou relatório do hospital)
Encaminhamento hospitalar
Laudos médicos e atestados
Termo de Consentimento do Paciente Fonte (Anexo 1), quando aplicável
Termo de Recusa do Paciente Fonte (Anexo 2), quando aplicável
10. Observações gerais
| Observação |
|---|
| Todo acidente de trabalho deve ser registrado, independentemente da gravidade |
| Exposição a material biológico é PRIORIDADE MÁXIMA, atendimento em até 2 horas |
| Colaborador não deve retornar à atividade sem avaliação médica |
| A CAT pode ser emitida em suspeita, não é necessário aguardar confirmação diagnóstica |
| Se o paciente fonte recusar sorologia: registrar a recusa (Anexo 2) e encaminhar o colaborador ao hospital mesmo assim |
11. Documentos complementares
POP-HIG-001: Higienização das Mãos / Higienização e Limpeza do Ambiente
PGRSS: Programa de Gerenciamento de Resíduos em Serviços de Saúde
12. Anexos
RH-ANX-001: Consentimento do Paciente Fonte
RH-ANX-002: Recusa do Paciente Fonte
RH-ANX-003: Ficha de Acidente do Colaborador
RH-ANX-004: Recusa de Atendimento Médico
RH-ANX-005: Fluxo de Acidente (fluxograma)
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Academia Transformação: Programa de Educação Continuada
Programa mensal de educação continuada da equipe clínica e técnica, organizado em três pilares temáticos.
1. Objetivo
A Academia Transformação existe porque acreditamos que profissionais que crescem entregam uma real transformação para si e para o outro. É o espaço mensal da equipe para aprender, atualizar, trocar e se desenvolver, técnica e humanamente.
Os temas mudam a cada ano, definidos pela direção clínica com base no que a própria equipe está vivendo nas salas, nos campos e no dia a dia da clínica. O formato pode variar entre presencial e online.
2. Princípios do programa
| Princípio | O que significa na prática | |
|---|---|---|
| 1 | Continuidade | O aprendizado não tem ponto final. A Academia acontece todos os meses, independentemente da rotina clínica. |
| 2 | Relevância | Os temas são escolhidos com base nas necessidades reais da equipe, o que está sendo vivido nas salas, nos campos e no dia a dia da clínica. |
| 3 | Respeito ao tempo da equipe | As edições têm duração definida e são comunicadas com antecedência, para que o profissional possa se organizar. |
| 4 | Prática antes da teoria | Sempre que possível, os conteúdos são ancorados em situações reais do trabalho, não apenas conceituais. |
| 5 | Reconhecimento | A participação é registrada e certificada. O desenvolvimento de cada profissional é visível e valorizado. |
3. Os 3 pilares temáticos
Para garantir que o cronograma anual seja equilibrado, os temas são organizados em três pilares que se alternam ao longo do ano:
| Pilar | O que abrange |
|---|---|
| Clínico | Atualização técnica: ABA, integração sensorial, comunicação alternativa, manejo de crise, PCM, evidências científicas aplicadas ao TEA e ao neurodesenvolvimento. |
| Humano | Saúde mental do profissional, comunicação com famílias, ética, limites saudáveis no trabalho, cuidado de quem cuida. |
| Institucional | Cultura da Transformação, padronização de processos (POPs), uso de sistemas, alinhamento entre as unidades. |
4. Estrutura de cada edição
| Elemento | Definição |
|---|---|
| Periodicidade | Mensal. |
| Duração média | 1h a 2h30, conforme o tema e o formato. |
| Formato | Presencial (na clínica) ou online (plataforma de videochamada). |
| Público-alvo | Variável por edição: pode ser direcionado às ATs, aos terapeutas ou a toda a equipe, definido pela direção clínica. |
| Facilitação | Diretora Técnica, Supervisoras clínicas, terapeutas ou convidados externos especializados. |
| Certificação | Certificado de participação emitido ao final de cada edição, mediante lista de presença assinada. |
| Registro | Lista de presença. |
5. Critérios para definição do cronograma anual
Quem define os temas de cada ano é a direção técnica/clínica, em conjunto com as supervisoras, a partir do que foi observado na prática durante o ano anterior.
Os critérios considerados:
Necessidades identificadas pela supervisão ao longo do ano em curso, dificuldades recorrentes, situações que exigiram mais suporte, gaps de conhecimento observados.
Equilíbrio entre os três pilares, nenhum pilar deve dominar o cronograma do ano inteiro.
Alternância de públicos, garantir que ATs e terapeutas tenham edições específicas para suas realidades, além das edições conjuntas.
Alternância de formatos, equilibrar encontros presenciais e online ao longo do ano.
Datas estratégicas, momentos do calendário que se conectam naturalmente ao tema (ex.: mês de conscientização do autismo, encerramento de ano).
| Quando | Conteúdo |
|---|---|
| Edição para ATs | Temas de atuação em campo (domiciliar, escolar, social), manejo prático, comunicação com família no contexto do campo, limites de atuação. Conteúdo diretamente aplicável ao dia a dia de quem atua fora da clínica. |
| Edição para terapeutas | Temas técnicos aprofundados, atualização científica, discussão de casos clínicos complexos. Nível de complexidade adequado à formação do grupo. |
| Edição para toda a equipe | Temas transversais, cultura institucional, saúde mental, comunicação com famílias, datas comemorativas, encerramento e abertura do ano. Momentos que fortalecem o vínculo coletivo. |
6. Responsabilidades
| Quem | Responsabilidade |
|---|---|
| Direção: Paola | Aprovação do cronograma anual, assinatura dos certificados, fala institucional nas edições de abertura e encerramento do ano. |
| Supervisoras | Definição dos temas técnicos, facilitação das edições do Pilar Clínico, avaliação das necessidades da equipe ao longo do ano. |
| RH | Organização logística: convite com antecedência mínima de 15 dias, lista de presença, emissão e entrega dos certificados, ambiente físico ou link de videochamada. |
| TI | Suporte técnico para edições online, gravação quando pertinente, armazenamento do material em nuvem. |
| Toda a equipe | Estar presente e participar ativamente. A Academia é um espaço construído junto, quem participa também contribui para que ela seja melhor a cada edição. |
7. Certificação
Toda edição gera um certificado individual de participação, com nome do profissional, tema e carga horária.
O histórico de participação faz parte do registro individual de cada colaborador na clínica.
Deve ser preenchida uma lista de presença para registro dos profissionais em todas as edições.
8. Como avaliamos o programa
Participação por edição, a direção clínica acompanha quem esteve presente em cada encontro.
Ao final de cada edição, a equipe responde a uma avaliação rápida, o que foi útil, o que pode melhorar, o que gostariam de ver nos próximos encontros.
A supervisão registra o que mudou na prática após cada edição, observações concretas do cotidiano clínico (caso necessário).
Essas informações alimentam o planejamento do cronograma do ano seguinte.
9. Cronograma anual
O cronograma é um documento vivo, pode ser ajustado ao longo do ano conforme as necessidades da equipe, desde que as alterações sejam comunicadas com no mínimo 15 dias de antecedência.
Listas de presença arquivadas por edição, ex.: Lista de Presença 08.08 Academia Transformação.pdf
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.
Processo Seletivo: Etapa de Vivência Clínica
Avaliação estruturada do perfil clínico, comportamental e técnico de candidatos a terapeuta antes da contratação.
1. Objetivo
Avaliar, de forma estruturada e padronizada, o perfil clínico, comportamental e técnico dos candidatos a terapeuta antes da contratação. A vivência clínica é a etapa decisiva do processo seletivo, é onde a teoria encontra a prática, e onde a clínica avalia se aquela pessoa tem o perfil para fazer parte da equipe da Transformação.
⚠️ A vivência não é um treinamento, é uma avaliação. O candidato deve ser observado em situação real, com crianças reais, sem direcionamento excessivo. A postura espontânea é mais informativa do que qualquer resposta ensaiada.
2. Visão geral, etapas do processo seletivo
| Etapa | O que acontece | Responsável |
|---|---|---|
| Triagem de RH | Análise de currículo, entrevista de RH, verificação de documentação. | Setor de RH |
| Avaliação teórica | Prova ou questionário escrito sobre ABA, TEA e neurodesenvolvimento, aplicada no início da vivência. | Supervisora clínica |
| Vivência 1 | Sessão com terapeuta avaliador designado, preferencialmente com paciente nível 1 de suporte. | Terapeuta avaliador 1 |
| Vivência 2 | Sessão com terapeuta avaliador designado, preferencialmente com paciente nível 2 de suporte. | Terapeuta avaliador 2 |
| Vivência 3 (decisiva) | Sessão com terapeuta avaliador designado e supervisora clínica, preferencialmente com paciente nível 3 de suporte. | Supervisora clínica |
| Veredito | Reunião da supervisora com base nas 3 fichas + avaliação teórica. Decisão final: Aprovado / Aprovado com treinamento / Não aprovado. | Supervisora clínica |
3. Definição dos pacientes, critérios por sessão
Sempre que possível, as três sessões são realizadas com pacientes de níveis de suporte diferentes, em ordem crescente de complexidade. Isso permite avaliar o candidato em diferentes graus de demanda clínica.
| Sessão | Nível de suporte ideal | O que essa escolha avalia |
|---|---|---|
| Vivência 1 | Nível 1 (quando possível) | Comportamento de base: interação espontânea, postura, observação, comunicação em contexto mais tranquilo. |
| Vivência 2 | Nível 2 (quando possível) | Capacidade de adaptação, manejo de demandas moderadas, trabalho em equipe com o terapeuta responsável. |
| Vivência 3 | Nível 3 (quando possível) | Regulação emocional sob pressão, resposta a comportamentos desafiadores, alinhamento com a cultura da clínica. |
'Quando possível' significa que a supervisora adapta a escolha à agenda da clínica, a prioridade é sempre o bem-estar do paciente. Nenhuma sessão de avaliação compromete a qualidade do atendimento da criança.
4. Avaliação teórica, antes da primeira vivência
Aplicada pela supervisora antes do início das sessões de vivência.
O que é avaliado:
Conhecimento em ABA: reforçamento, extinção, comportamento operante, análise funcional básica.
Conhecimento sobre TEA e neurodesenvolvimento: níveis de suporte, características observáveis, comunicação alternativa.
Noções de protocolos clínicos: registros, programas de ensino, sequência de sessão.
Ética profissional: sigilo, limites do papel do terapeuta, relação com a família.
Formato:
Questionário escrito, aplicado presencialmente no início do dia da vivência.
Não é eliminatório por si só: serve para contextualizar o desempenho prático observado nas sessões.
O resultado da avaliação teórica é considerado pela supervisora no veredito final junto com as fichas de vivência.
ℹ️ O candidato não é informado sobre os critérios de avaliação da vivência com antecedência. A espontaneidade é parte do que está sendo avaliado.
5.1 Vivência 1 e 2
Antes da sessão:
A supervisora orienta brevemente o terapeuta avaliador sobre o candidato (área de formação, experiência declarada no currículo).
O terapeuta avaliador NÃO compartilha com o candidato o que será avaliado, apenas informa que é uma sessão de vivência clínica.
O candidato é apresentado ao paciente de forma natural, dentro da rotina da sessão.
Durante a sessão:
O terapeuta avaliador observa a técnica e os comportamentos do candidato, descritos no item 6 deste documento. Avaliado pelo que faz (ou deixa de fazer) espontaneamente.
Não orientar ou pedir comportamentos específicos ao candidato durante a sessão. Observar o que emerge naturalmente.
Após a sessão:
O terapeuta avaliador preenche a ficha de avaliação da vivência no Google Forms.
Avaliar com objetividade: o que foi observado na prática.
5.2 Vivência 3, sessão decisiva (avaliação final com presença da supervisora clínica)
Esta é a sessão mais importante. A supervisora clínica está presente OBRIGATORIAMENTE. É a partir desta sessão que ela forma o veredito final, combinando o que observou diretamente com o que os avaliadores 1 e 2 relataram.
Antes da sessão:
A supervisora revisou as fichas das Vivências 1 e 2 antes de entrar na sessão.
Paciente preferencialmente de nível 3 de suporte, maior complexidade de manejo.
Durante a sessão:
O terapeuta em vivência conduz. O terapeuta avaliador e a supervisora observam.
Observa-se especialmente: regulação emocional do candidato sob pressão, alinhamento com a cultura da clínica, resposta a comportamentos desafiadores.
Após a sessão:
O terapeuta avaliador preenche a ficha no Google Forms.
A supervisora realiza a reunião de veredito, pode ser imediatamente após ou no mesmo dia.
6. A ficha de avaliação, 12 critérios
Cada sessão de vivência gera uma ficha de avaliação preenchida pelo terapeuta avaliador no Google Forms. A ficha é a mesma para as 3 sessões. Os critérios avaliam de 1 a 5, com descritores específicos para cada nota.
O preenchimento deve ser feito no mesmo dia da vivência, logo após a sessão, enquanto a observação ainda está fresca.
| Nº | Critério | O que está sendo avaliado |
|---|---|---|
| 1 | Proatividade | Capacidade de antecipar demandas e agir sem ser solicitado, desde adaptar-se ao ambiente (ex.: tirar o calçado) até ajudar espontaneamente durante a sessão. |
| 2 | Postura profissional | Comportamento ético, atenção, respeito ao ambiente, celular, linguagem corporal, nível de engajamento durante toda a sessão. |
| 3 | Interação com a criança | Capacidade de iniciar vínculo de forma natural, respeitando o tempo e o perfil da criança, sem forçar contato. |
| 4 | Observação clínica | Observa com intenção, percebe comportamentos, estratégias usadas pelo terapeuta, detalhes do contexto. |
| 5 | Comunicação | Forma de se comunicar com a equipe e com a criança, clareza, assertividade, acolhimento. |
| 6 | Organização e ambiente | Cuidado espontâneo com a sala e os materiais, organiza sem ser solicitado. |
| 7 | Regulação emocional | Controle emocional diante de situações difíceis, segurança, tranquilidade, estabilidade mesmo sob pressão. |
| 8 | Aderência à cultura da clínica | Alinhamento com os valores da Transformação: acolhimento, empatia, foco na família. |
| 9 | Devolutiva final à família | Como comunica a sessão ao responsável, objetiva, acolhedora, técnica e sem gerar ansiedade. |
| 10 | Conhecimento em ABA | Base teórica e aplicação prática observada durante a sessão. |
| 11 | Conhecimento em protocolos | Familiaridade com instrumentos clínicos, reconhece e entende a finalidade do que está sendo usado. |
| 12 | Trabalho em equipe | Integração com o terapeuta avaliador e demais profissionais presentes. |
Pontuação total: 12 a 60 pontos por sessão. A supervisora considera a média das 3 fichas e o desempenho na avaliação teórica para o veredito.
7. Conclusão do processo seletivo
Reunião de veredito, conduzida pela supervisora clínica após a terceira sessão.
O que a supervisora analisa:
Resultado da avaliação teórica.
As 3 fichas de vivência, pontuações e pareceres escritos dos avaliadores.
Observação direta na Vivência 3.
Consistência do perfil ao longo das 3 sessões, candidatos que melhoram progressivamente são vistos de forma diferente de quem começa bem e decai.
Classificações possíveis
| Classificação | Critério orientador | Próximo passo |
|---|---|---|
| Aprovado | Desempenho consistente nas 3 sessões, alinhamento com a cultura da clínica, base técnica demonstrada. | Encaminhar ao RH para contratação. |
| Aprovado com treinamento | Potencial identificado, mas com lacunas específicas que podem ser desenvolvidas, técnicas ou comportamentais. | Contratação condicionada a período de acompanhamento com supervisão reforçada, definir plano de ação. |
| Não aprovado | Desempenho abaixo do esperado em critérios essenciais (regulação emocional, interação com a criança, aderência à cultura). | Encerrar o processo. Comunicar ao RH com o parecer da supervisora. |
8. Responsabilidades
| Quem | Responsabilidade |
|---|---|
| Supervisora clínica | Organizar toda a etapa de vivência: definir avaliadores, escolher pacientes, conduzir avaliação teórica, estar presente na Vivência 3, dar o veredito final. |
| Terapeutas avaliadores | Observar o candidato com atenção, preencher a ficha no Google Forms no mesmo dia, sem comentar o resultado com o candidato. |
| RH | Comunicar à supervisora os candidatos aprovados na fase de RH com pelo menos 48h de antecedência, para que a vivência seja planejada. |
| Candidato | Comparecer no horário combinado, com postura profissional desde a chegada. A avaliação começa na recepção, não na sala de terapia. |
ℹ️ A avaliação começa quando o candidato entra na clínica, não quando começa a sessão. Recepcionistas e demais membros da equipe que tiverem contato com o candidato antes da sessão podem ser consultados pela supervisora sobre a postura e o comportamento observados.
✅Aprovação
Este POP entra em vigor mediante aprovação formal da Diretoria.